Governo nega atuar para livrar alguns setores de tarifaço dos EUA
"Foco é na reversão total do tarifaço. Essa informação de que o governo esteja pedindo a exclusão de setores não procede", diz um interlocutor de Alckmin
Responsável por liderar as negociações do Brasil com os Estados Unidos nessa discussão do tarifaço, o vice-presidente Geraldo Alckmin negou, nesta terça, que o governo atue para livrar alguns setores da medida.
“Foco é na reversão total do tarifaço. Essa informação de que o governo esteja pedindo a exclusão de setores não procede”, disse ao Radar um interlocutor de Alckmin.
Alckmin esteve com o governador do Ceará e empresários do estado, nesta terça-feira.
O vice-presidente também teve uma conversa, na segunda, com o secretário de Comércio dos Estados Unidos, Howard Lutnick.
Como o Radar mostrou mais cedo, o governo segue sem canais de interlocução direta com Donald Trump, o único responsável por tratar do tarifaço imposto ao Brasil.
O presidente republicano poderia destacar algum auxiliar do governo para abrir negociações sobre produtos brasileiros, mas ainda não o fez.
A informação de que o governo poderia negociar a exclusão de alguns setores do tarifaço saiu de dentro do próprio governo petista, ainda que negada por Alckmin.
Nas conversas que mantém com representantes de comércio dos EUA, o governo brasileiro estaria disposto a pedir a exclusão de setores que exportam suco de laranja e café, além da Embraer, do tarifaço de 50%.
Nesta terça, o secretário do Comércio afirmou que os EUA avaliam isentar de tarifas alimentos e outros recursos naturais que não são produzidos no território americano.





