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Com tarifaço, CNI prevê tombo de 5 bilhões de dólares nas exportações

'Grande parte da redução nas exportações se deve ao aumento das tarifas dos EUA', diz Mário Sérgio Telles, diretor de Economia da entidade

Por Robson Bonin Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 19 ago 2025, 07h01 •
  • Além de um crescimento da indústria menor em 2025, os dados da CNI divulgados nesta terça-feira mostram que o país sofrerá perdas nas exportações estimadas em 5 bilhões de dólares. Um dos fatores para a queda é o tarifaço imposto pelos Estados Unidos Brasil como forma de tentar livrar Jair Bolsonaro da prisão.

    “A imposição de uma tarifa de 50% para parte das exportações brasileiras pode desacelerar o fluxo de vendas da indústria de transformação para os Estados Unidos”, diz a entidade.

    Nos sete primeiros meses do ano, diz a CNI, o setor exportou 19 bilhões de dólares para os Estados Unidos, 7% a mais do que no mesmo recorte do ano passado. Parte do resultado positivo se deve à antecipação de importações pelas empresas americanas como resposta à nova política comercial dos EUA.

    “Embora o volume de exportações tenha crescido 2%, os preços das exportações caíram 2% entre janeiro e julho de 2025. Nesse cenário, as exportações totalizaram 198 bilhões de dólares no período, ante 197,8 bilhões de dólares entre janeiro e julho de 2024”, diz a CNI.

    Em meio ao cenário externo incerto, a CNI diminuiu de 347,3 bilhões de dólares para 341,9 bilhões de dólares o valor previsto para as exportações brasileiras, uma queda de 5,4 bilhões de dólares em relação ao Informe Conjuntural do 1º trimestre.

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    “Grande parte da redução nas exportações se deve ao aumento das tarifas dos EUA sobre produtos brasileiros. É importante que essas taxas adicionais sejam reduzidas, pois as medidas compensatórias anunciadas pelo governo são positivas, mas não são capazes de substituir o mercado americano para um número grande de empresas e setores”, diz Mário Sérgio Telles, diretor de Economia da CNI.

    Apesar dos riscos de desvio de comércio e do crescimento da compra de bens intermediários e de bens de capital no 1º semestre, as importações devem perder ritmo no restante do ano por causa da desaceleração da atividade industrial.

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