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Vendas no comércio caem 0,9% em fevereiro, mostra Índice do Varejo Stone

Após esboçar recuperação em janeiro, vendas no varejo brasileiro recuam 1% em relação a fevereiro do ano passado

Por Juliana Machado Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 13 mar 2025, 06h01 •
  • As vendas no varejo brasileiro até esboçaram um sinal de recuperação em janeiro, mas voltaram a ficar no vermelho no mês passado. Em fevereiro, as vendas do comércio registraram retração de 0,9%, segundo o Índice do Varejo Stone (IVS), divulgado em primeira mão por VEJA. Frente a fevereiro do ano passado, houve queda de 1%. O estudo acompanha o setor varejista e é uma iniciativa da empresa de tecnologia financeira Stone. 

    “O mercado de trabalho ainda está aquecido, mas os sinais de desaceleração ficaram ainda mais evidentes em fevereiro”, afirma Matheus Calvelli, pesquisador econômico e cientista de dados da Stone. “A taxa de desemprego subiu para 6,5% em janeiro e a criação de novos empregos formais perdeu força. Além disso, a alta no preço dos alimentos continua pesando no bolso das famílias.”

    Na análise mensal, somente dois de oito segmentos tiveram alta em fevereiro: material de construção e móveis e eletrodomésticos. No comparativo anual, combustíveis e lubrificantes registraram o melhor desempenho, seguidos por material de construção.

    Na análise por regiões, apenas quatro estados apresentaram crescimento em base anual, com Pernambuco na liderança, seguido por Roraima, Amazonas e Goiás. Na ponta oposta, Mato Grosso do Sul teve a maior queda, seguido por Santa Catarina, Mato Grosso, Rondônia, entre outros.

    No comércio digital, houve alta de 0,4% nas vendas, enquanto o físico teve queda de 1,6%. Em base anual de comparação, o crescimento do digital foi de 10,8% e a queda no físico, 3,7%.

    Segundo Calvelli, o cenário para o varejo nos próximos meses ainda carrega desafios, com o mercado de trabalho já dando demonstrações de perda de força. A inflação de alimentos segue sendo um ponto de preocupação juntamente com o endividamento das famílias, o que atinge diretamente o consumo. Por outro lado, segmentos específicos, como comércio digital, seguem com desempenho firme. “A recuperação do setor dependerá, em grande parte, da evolução da renda disponível das famílias e da confiança do consumidor”, diz o pesquisador.

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