Corte de juros nos EUA não deve conter o dólar, diz Harrison Gonçalves
VEJA Mercado: sócio da CMS Invest afirma que somente uma condução fiscal mais clara pode aliviar a pressão sobre o câmbio.
Divulgado na manhã desta segunda-feira, 9, o Boletim Focus desta semana registrou alta generalizada nas projeções para o IPCA, o câmbio e os juros neste e nos próximos 3 anos. Para o fim de 2024, as projeções do IPCA subiram de 4,71% para 4,84%. As expectativas para o dólar subiram para R$ 5,95, ante R$ 5,70 na semana passada. A projeção para a Selic subiu para 12%, contra 11,75% no último relatório; e a estimativa para o PIB foi para 3,39% ao fim de 2024, ante 3,22% na semana passada.
Segundo Harrison Gonçalves, sócio da CMS Invest, a piora nas projeções acompanha a deterioração da percepção fiscal do país, após a equipe econômica divulgar em novembro um pacote de corte de gastos amplamente criticado pelo mercado financeiro. Além disso, o cenário nos Estados Unidos também pesa sobre o dólar. De acordo com Gonçalves, o corte de juros esperado para a próxima reunião do Fed, no dia 18, provavelmente não será suficiente para conter a pressão sobre o câmbio no Brasil. “[O corte] já está precificado e não deve enfraquecer o dólar no Brasil”, disse. “O que pode de fato enfraquecer o dólar é uma condução fiscal mais clara”.
Camila Barros entrevista Harrison Gonçalves, sócio da CMS Invest. O VEJA Mercado é transmitido de segunda a sexta, ao vivo no YouTube, Facebook, Twitter, LinkedIn e VEJA+, a partir das 10h.
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