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União Europeia ‘exporta normas, padrões e exigências’, alerta especialista

Agronegócio pede cautela na assinatura do acordo Mercosul-UE que só deve ocorrer em janeiro do ano que vem

Por Veruska Costa Donato 22 dez 2025, 12h28 • Atualizado em 22 dez 2025, 12h36
  • O impasse entre Mercosul e União Europeia não é técnico nem falta de texto. É político. Para Gustavo Junqueira, especialista em agronegócio e colunista da Veja, o acordo envolve blocos gigantes — a Europa, “o mercado mais rico e sofisticado do mundo”, e o Mercosul, potência em alimentos, energia e recursos naturais — e, por isso, o Brasil “não tem como ficar fora”. O problema é como entrar.

    O ponto sensível está nas regras europeias. Junqueira alerta para a “armadilha regulatória”: a UE não exporta só produtos; exporta normas, padrões, processos e exigências. O risco é o Brasil virar um tomador de regras aceitando compromissos que talvez não consiga cumprir no tempo — ou governar depois. O aviso ecoa um alerta: negociar com a UE significa aceitar um pacote regulatório amplo, que vai além do comércio.

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    Daí a defesa do pragmatismo com soberania. Para Junqueira, o Brasil precisa negociar o seu jeito de trabalhar, inclusive nas regras ambientais, em vez de apenas importar padrões. Assinar sem capacidade de execução seria erro estratégico. A régua europeia exige coordenação estatal, coleta de dados, rastreabilidade de toda a produção e governança contínua — uma adaptação que ele chama de “evolução civilizatória”, mas que demanda preparo real.

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    A conclusão é direta: vale continuar negociando, mas não vale assinar algo que o país não consiga governar. O acordo pode abrir portas, mas só faz sentido se as regras forem compatíveis com a capacidade brasileira de cumprir, fiscalizar e sustentar no longo prazo. Caso contrário, o ganho de acesso vira custo de soberania.

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