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Seguro marítimo caro e medo paralisam petroleiros no estreito de Ormuz

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Por Veruska Costa Donato 2 mar 2026, 07h32 •
  • Tudo o que economistas e especialistas em relações internacionais vinham alertando no fim de semana se confirmou na abertura dos mercados: o petróleo disparou, o dólar ganhou força e as bolsas caíram no mercado asiático. O temor é claro e direto — um choque que pode frear a recuperação econômica global e reacender a inflação, justamente quando muitos países começavam a respirar depois de anos de preços altos.

    Um dos epicentros dessa tensão está no Estreito de Ormuz, uma das rotas mais estratégicas do planeta. Por ali passam cerca de 20 milhões de barris de petróleo por dia, algo próximo de um quinto do consumo mundial. O canal liga o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e ao Mar da Arábia, separando o Irã da Península Arábica. Ainda que o Irã não tenha anunciado formalmente o fechamento da passagem, o transporte foi praticamente interrompido depois que seguradoras ameaçaram cancelar coberturas e elevar prêmios. Sem seguro, navio não navega — simples assim.

    O alerta já vinha sendo feito por veículos como o The Washington Post e o The New York Times, que destacaram o salto nos custos de frete e o risco de um “cisne negro” para a economia mundial. Com o Golfo Pérsico sob tensão, cargueiros podem ser obrigados a desviar rotas, encarecendo produtos que vão de eletrônicos a alimentos. E aqui está o ponto que conversa direto com o bolso do leitor: energia mais cara significa transporte mais caro, indústria mais pressionada e inflação rondando outra vez. A conta, como sempre, pode acabar chegando ao consumidor.

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