Brasil tem de exigir contrapartidas por terras raras, diz Uallace Moreira
Secretário da Indústria do MDIC fala ao programa Mercado sobre plano Brasil Soberano e os desafios para mitigar efeitos das tarifas americanas
VEJA Mercado | 29 de agosto de 2025.
As bolsas europeias e os futuros americanos são negociados em baixa na manhã desta sexta-feira, 29. O ministro Fernando Haddad tomou uma decisão depois de uma força-tarefa deflagrar a operação Carbono Oculto em oito estados brasileiros. Haddad afirmou que as fintechs terão que começar a cumprir as mesmas regras de transparência dos bancos tradicionais. Se trata de uma medida que já havia sido anunciada pela Receita Federal em 2024, mas que foi derrubada depois de uma onda de fake news nas redes sociais e de um vídeo do deputado Nikolas Ferreira que viralizou nas redes sociais com a tese de que o governo iria taxar o Pix.
O fato é que as fintechs investigadas exploravam brechas na regulamentação que permitia que o dinheiro ilícito do crime organizado fosse integrado ao sistema financeiro. Haddad disse que a nova diretriz vai permitir investigar outros esquemas de lavagem de dinheiro. O presidente Lula escreveu nas redes sociais que a operação é a maior resposta da história contra o crime organizado. No âmbito do tarifaço, a CNI revelou que 25 setores da indústria brasileira estão pessimistas com o futuro e apenas 4 setores estão otimistas. O setor tenta digerir as altas tarifas dos Estados Unidos e encontrar alternativas para mitigar os prejuízos com as taxas.
Diego Gimenes entrevista Uallace Moreira, secretário de Indústria do ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC). Pedro Gil, editor do Radar Econômico, também participa da edição. A autoridade falou sobre o plano de apoio estatal à indústria, a exploração de terras raras no país e os riscos por trás da possível retaliação tarifária aos EUA. Pedro Gil, editor do Radar Econômico, também participa da edição e fala sobre a megaoperação Carbono Oculto. O VEJA Mercado é transmitido de segunda a sexta, ao vivo no YouTube e nas redes sociais, a partir das 10h.
Os fatos que mexem no bolso são o destaque da análise do VEJA Mercado:





