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Redução da jornada de trabalho esbarra em baixa produtividade

Economistas ouvidos pelo programa Mercado afirmam que a proposta de reduzir a jornada de trabalho, ventilada por Lula, deve dominar o debate eleitoral

Por Veruska Costa Donato 27 nov 2025, 15h00 • Atualizado em 27 nov 2025, 15h09
  • Dominar o debate? É bem possível, mas a medida não terá vida fácil no Congresso. A fala do presidente Lula sobre reduzir a jornada de trabalho reacendeu um debate típico de campanha, mas pouco compatível com a economia brasileira real — aquela com produtividade baixa, custo trabalhista elevado e setores inteiros sofrendo apagão de mão de obra.

    O economista Alex Agostini, da Austin Rating, diz que sem ganho real de produtividade e com apagões de mão de obra, a conta simplesmente não fecha. Já Rodrigo Alvarenga, da One investimentos, reforça: se o governo quer trabalhar menos sem cair salário, precisa fazer a própria lição.

    Alex vai direto ao ponto: o Brasil não está preparado. Para ele, o governo pode ampliar programas sociais, mas precisa garantir a capacitação profissional e atacar gargalos estruturais, não há ambiente econômico para implementar quatro dias de trabalho com três de descanso, segundo ele. “É preciso o governo fazer a sua parte, não apenas jogar a conta nas empresas”, resumiu.

    Os economistas fazem a conta simples que Brasília costuma evitar: menos horas trabalhadas com mesma remuneração exige mais produtividade — e isso o Brasil não entrega hoje. Rodrigo lembra que com a atual insegurança jurídica, ambiente hostil ao investimento e um dos maiores spreads reais de juros do mundo, falar em reduzir jornada sem mexer nos entraves é escolher inflação ou queda de salário.

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