Postos sobem preços dos combustíveis e governo investiga
Alta aqui no Brasil e em vários países - assista no programa Mercado
O aumento recente dos combustíveis no Brasil acendeu um alerta em Brasília. A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), do Ministério da Justiça, pediu ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) que investigue reajustes registrados em quatro estados e no Distrito Federal. A preocupação é entender se a escalada de preços nas bombas tem relação apenas com o cenário internacional ou se há algum tipo de prática que prejudique a concorrência no mercado.
O pedido surgiu depois que sindicatos de postos informaram que distribuidoras elevaram os preços de venda alegando a alta do petróleo no mercado internacional, pressionado pelo conflito iniciado no Oriente Médio no fim de fevereiro. O ponto que chamou a atenção do governo é que, até agora, a Petrobras não anunciou aumento nos preços em suas refinarias — um descompasso que levantou dúvidas sobre o que está acontecendo na cadeia de distribuição.
A pressão sobre os combustíveis não é exclusividade do Brasil. Em vários países, governos também passaram a monitorar os preços nas bombas. No Reino Unido, a chanceler Rachel Reeves chegou a criticar diferenças entre postos e disse que o governo não vai tolerar abusos. “Este governo não tolerará a manipulação de preços”, afirmou, ao anunciar que pretende se reunir com varejistas de combustíveis para discutir formas de reduzir os valores cobrados dos consumidores.





