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Petróleo sobe com tensão no Oriente Médio e impulsiona Petrobras

Escalada entre Irã e EUA mexe com o bolso do investidor - saiba mais no programa Mercado

Por Veruska Costa Donato 20 fev 2026, 06h46 • Atualizado em 20 fev 2026, 07h01
  • O petróleo voltou a ganhar fôlego no mercado internacional diante do aumento da tensão entre Irã e Estados Unidos. O barril do tipo Brent avançou 1,9%, a US$ 71,66 — maior nível em seis meses — e já acumula alta de 9,95% no mês. Não é exagero dizer que o mercado reage antes mesmo de os fatos acontecerem. Basta o risco de conflito em uma das regiões mais estratégicas do planeta para a energia global que os preços sobem.

    Para o economista-chefe da Fórum Investimentos, Bruno Perri, o movimento é uma típica reação preventiva. “O mercado se antecipa porque um conflito aberto numa região tão rica em petróleo pode gerar uma quebra na oferta”, explica. Ele lembra que boa parte da logística mundial passa pelo Estreito de Ormuz — uma espécie de gargalo por onde circula parcela relevante do petróleo exportado. Qualquer instabilidade ali poderia provocar um “choque na oferta de petróleo”, com reflexos imediatos nos preços globais. Ainda assim, Perri pondera que não enxerga uma guerra aberta, mas ataques pontuais, e observa que tanto Donald Trump quanto as lideranças iranianas podem estar agindo como “bravateiros” em seus discursos.

    Na bolsa brasileira, o reflexo foi direto. As ações da Petrobras acompanharam o salto do petróleo lá fora: PETR4 subiu 1,67% e PETR3 avançou 2,62%, embaladas pelo bom humor com as petrolíferas na B3. E aqui vale traduzir: quando o barril sobe, a receita potencial da companhia aumenta, o que tende a melhorar margens e geração de caixa. Se a tensão arrefecer, parte desse prêmio pode se dissipar. Mas, enquanto o risco estiver no radar, o petróleo — e a Petrobras — seguem como protagonistas do dia.

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