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O efeito Trump no ouro e no petróleo, que andam em direções opostas

Mercado busca proteção e aposta em alta do ciclo econômico em países emergentes

Por Veruska Costa Donato 7 jan 2026, 15h00 • Atualizado em 7 jan 2026, 15h09
  • A valorização do ouro e da prata, ao lado da alta de minério de ferro e cobre, contrasta com a queda do petróleo nos mercados internacionais e reflete fundamentos distintos em jogo. Segundo Bruno Perri, economista-chefe da Fórum Investimentos, o recuo do petróleo está diretamente ligado à expectativa de aumento de oferta após a intervenção dos Estados Unidos na Venezuela, o mercado passou a precificar uma produção maior no médio prazo — movimento que pressiona as cotações do barril e já aparece também no desempenho das ações da Petrobras.

    No caso do ouro — e, por extensão, da prata — a lógica é outra. Perri explica que o metal precioso segue sendo visto como ativo de proteção e reserva de valor, ganhando força justamente em períodos de elevada incerteza geopolítica e econômica. Além disso, ao longo do último ano, investidores institucionais e até bancos centrais, inclusive o BC brasileiro, vêm alterando a composição de suas reservas, aumentando a fatia em ouro diante de uma política econômica mais errática dos Estados Unidos.

    Já a alta do minério de ferro e do cobre está mais ligada ao ciclo econômico, como explica Alex Agostini, economista-chefe da Austin Rating. Para ele, esses metais refletem expectativas de atividade mais forte nos países emergentes em 2026, apesar da desaceleração global ainda em curso. Indicadores recentes de intenção de compra e sinais de estímulo em economias como a China ajudam a sustentar os preços, ainda que não indiquem uma trajetória de alta contínua.

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