Os setores de Energia e Recursos Naturais passaram a ocupar papel central no mercado de fusões e aquisições no Brasil. Em 2020, essas operações representavam menos de 10% do volume total, mas em 2025 chegaram a 52%, segundo dados da MergerMarket compilados pela Seneca Evercore. O avanço foi impulsionado por transações de grande porte em áreas como geração e distribuição de energia, petróleo e gás, papel e celulose e mineração.
No mesmo período, o volume transacionado em M&A cresceu 27% e ultrapassou 58 bilhões de dólares, embora o número de operações tenha recuado 3%. Para 2026, a expectativa é de um cenário mais favorável, com a possibilidade de queda da Selic, o que pode elevar os preços dos ativos e estimular acionistas a considerar vendas de participação, além de facilitar o financiamento para compradores. A Seneca Evercore avalia que o pipeline de mandatos está robusto e com maior probabilidade de fechamento do que nos anos anteriores.





