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O que Operação Urbana Faria Lima sinaliza sobre o futuro de São Paulo

Perspectivas apontam para uma redução gradativa do volume de oferta

Por Pedro Gil Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 6 set 2025, 12h00 •
  • Nos últimos dias, o mercado imobiliário voltou seus olhos para a nova emissão de CEPACs da Operação Urbana Consorciada Faria Lima (OUCFL), que movimentou cerca de 1,7 bilhão de reais— o maior valor já registrado em leilões de operações urbanas da cidade — evidenciando o interesse contínuo de incorporadoras por projetos estratégicos e pela regularização de empreendimentos existentes.

    A influência da OUCFL sobre o ciclo imobiliário da região é clara, sobretudo no segmento corporativo. A atividade construtiva deve se manter aquecida, embora com certa perda de dinamismo, diante de fatores estruturais: a escassez de terrenos disponíveis, combinada ao alto custo de construção e à valorização das CEPACs — negociadas a 17,6 mil reais por unidade nesta última rodada, contra 1,1 mil reais em 2007 e pouco mais de 6,5 mil reais em 2019 — podem reduzir o apetite de parte dos players e pressionar a viabilidade de novos projetos, especialmente em cenários de maior incerteza econômica.

    As perspectivas apontam para uma redução gradativa do volume de oferta, mesmo com o estoque atingindo cerca 3 milhões de m² até 2027. A taxa de vacância pode chegar a 10,5% nos próximos anos, caso a demanda se mantenha nos níveis históricos observados (2004–2025).

    O preço médio pedido de locação seguiu a trajetória de forte valorização da região: de R$ 50,50/m²/mês em 2004, passou para R$ 191,82/m²/mês no 2º trimestre de 2025, podendo atingir o preço pedido máximo de R$ 415/m²/mês de locação, o mais alto da cidade. Estima-se que o valor médio continue subindo, podendo chegar a R$ 255/m²/mês em 2026/2027, sustentado pela alta qualidade técnica dos edifícios e pela forte demanda pela região. “O penúltimo leilão de CEPACs demonstra como a Faria Lima continua a moldar o mercado corporativo. Ao longo desses anos, esses instrumentos viabilizaram a verticalização, equilibraram oferta e demanda e estimularam a valorização de alto padrão da região”, analisa Mariana Hanania, head da área de Pesquisa e Inteligência de Mercado da Newmark.

    Os fatos que mexem no bolso são o destaque da análise do VEJA Mercado:

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