Nos bastidores do setor elétrico, a avaliação é de que o governo conseguiu montar uma combinação de medidas para aliviar a pressão sobre a conta de luz nos próximos ciclos. Técnicos do Ministério de Minas e Energia atribuem o efeito à quitação de empréstimos herdados da gestão Jair Bolsonaro, à fixação de um teto de 49,2 bilhões de reais para a CDE a partir de 2027 e à liberação de 7,8 bilhões de reais para abater encargos. A leitura interna é que o pacote ajuda a “segurar a curva” tarifária.
Há também fatores conjunturais jogando a favor. A recuperação dos reservatórios reduziu o risco de despacho térmico fora da ordem de mérito, enquanto o ministério pressiona a Agência Nacional de Energia Elétrica por uma calibragem mais conservadora das bandeiras em meio à melhora hidrológica. No horizonte, a expansão das linhas de transmissão e o próximo leilão de reserva são vistos como peças adicionais para evitar novos picos na conta.





