O alívio de Alex Allard após afastamento do conselho do hotel Rosewood
Empresário francês trava uma disputa com o grupo chinês CTF, controlador do Cidade Matarazzo, em São Paulo
Em assembleia de acionistas da BM Empreendimentos (BME), o grupo chinês Chow Tai Fook Enterprises (CTF), acionista majoritário do complexo Cidade Matarazzo e detentor da bandeira Rosewood, em São Paulo, conseguiu afastar o empresário francês Alexandre Allard do conselho de administração do empreendimento. Ele possui uma participação minoritária no negócio.
Apesar do afastamento, Allard respirou aliviado. A assembleia não levou adiante a proposta da CTF de rejeição das contas do Fundo de Investimento em Participações (FIP BM 888), que controla quase a totalidade das ações do Cidade Matarazzo. A gestora do fundo, a Tivio Capital, joint venture do Bradesco com o Banco Votorantim (BV), não se manifestou. Foi por meio do FIP que os chineses estruturaram financeiramente a operação. As contas do fundo foram aprovadas em assembleia.
O FIP, que detém maioria das ações do Cidade Matarazzo, entendeu que o ajuizamento da ação de responsabilidade civil deveria ser avaliado pela companhia primeiro e, só depois, caberia solicitar ao juiz responsável pela ação que mandasse reavaliar as demonstrações financeiras, ou seja, somente quanto à quitação concedida aos administradores, e não quanto às contas da administração.
A CTF vem tentando diluir Allard da sociedade, ao questionar os valores das obras do hotel, além dos índices de juros utilizados sobre as cifras do fundo. Uma ação de responsabilidade contra Allard foi aprovada. Procurada, a BME não se pronunciou.





