Na Itália, chanceler defende qualidade da carne brasileira
Coldiretti, principal associação de produtores rurais da Itália, questiona o uso de antibióticos e hormônios nos animais
Mesmo diante das críticas da Coldiretti, principal associação de produtores rurais da Itália, que questiona o uso de antibióticos e hormônios nos animais, o governo brasileiro se mantém confiante na aceitação de seus produtos. “A oferta é enorme e diversificada, e isso vai provar que vale pelo menos dar opções aos consumidores”, afirmou o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira.
Em Roma para participar do bicentenário de relações diplomáticas entre a Santa Sé e o Brasil, o ministro representou o presidente Lula e defendeu a qualidade da carne brasileira, destacando que, caso o acordo do Mercosul com a União Europeia seja ratificado, os produtos brasileiros que já entram na Itália, como carne, grãos e açúcar, continuarão sendo comercializados, ao lado de outros produtos industriais e agrícolas. Ele lembrou que São Paulo abriga grande número de empresas italianas, e que os consumidores terão diversas opções à disposição.
O ministro reforçou que a carne brasileira é vendida e aceita globalmente, produzida de forma eficiente, sustentável e seguindo rigorosos padrões sanitários. “O Brasil é um grande produtor, seja de grãos, açúcar, carne ou aves, e a qualidade é garantida por instituições como a Embrapa”, afirmou. Segundo ele, a concorrência no mercado europeu permitirá oferecer mais alternativas ao consumidor, sem comprometer os padrões internacionais.





