Minoritários pedem publicação de resultado de processo contra a Americanas
A Americanas passou por uma fraude contábil que causou um rombo de 25 bilhões de reais
O Instituto Empresa solicitou a publicação imediata do processo contra a Americanas instaurado pela B3 há três anos, mostra um comunicado enviado à imprensa nesta segunda-feira, 5. O Instituto Empresa é uma associação civil de investidores com sede em Porto Alegre. Procurada pela reportagem, a B3 disse que a decisão do caso ainda não foi divulgada porque os recursos apresentados ainda estão em fase de análise.
Segundo o Instituto Empresa, houve um anúncio do fim do julgamento e aplicação de penalidades aos conselheiros de administração e membros do comitê de auditoria da Americanas em 8 de novembro de 2023. No entanto, o Instituto Empresa afirma que a página da B3 limita-se à publicação do ofício inicial e sumário da decisão, sem qualquer menção ao desfecho do processo de enforcement. “A omissão levanta dúvidas sobre a efetiva responsabilização dos administradores acusados de falhas graves de governança, como descumprimento do dever de diligência, inobservância das regras do Regulamento do Novo Mercado, além da ausência de supervisão e controles internos adequados”, diz o Instituto Empresa.
Por causa disso, a associação exige a publicação imediata da decisão final sobre o caso Americanas. “Considerando que não se trata de esfera judicial ou arbitral, o prazo de três anos para exame de recursos é bastante exagerado”, diz Eduardo Silva, do Instituto Empresa. “Nesse momento, não se consegue afirmar com certeza que sequer houve mesmo o julgamento dos recursos”, conclui.
A Americanas revelou em janeiro de 2022 que passou por uma fraude contábil que causou um rombo de 25 bilhões de reais. As investigações da Justiça, diferentemente da realizada pela B3, apontam que a fraude foi liderada pelo ex-CEO, Miguel Gutierrez. A Polícia Federal acabou decretando a prisão do ex-CEO da companhia em junho de 2025. Em agosto do mesmo ano, o executivo foi solto após decisão da Justiça brasileira e deve responder ao processo em liberdade até a conclusão do julgamento no âmbito judicial.





