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Infracommerce estanca sangria; ordem agora é voltar ao básico

Empresa reestruturou toda a operação e agora mira liquidez

Por Pedro Gil Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 24 jan 2025, 10h07 •
  • Em grave crise financeira, a empresa brasileira de tecnologia Infracommerce estancou a sangria. No ano passado, a empresa trouxe o argentino Mariano Oriozabala para a posição de CEO na América Latina, que funciona razoavelmente bem, e promoveu uma série de medidas para sanar cerca de 800 milhões de reais em dívidas no Brasil, entre demissões e redução de infraestrutura e clientes.

    Por aqui, a Infracommerce trocou 640 milhões de reais em dívidas por ações cedidas aos bancos credores, que já possuem 80% da companhia na América Latina. A operação por aqui é verdadeiramente problemática. A empresa nunca registrou um trimestre de lucro desde que foi listada na B3, a bolsa de valores de São Paulo, em 2021.

    A abertura de capital da Infracommerce foi o início de seu calvário. Eles captaram 970 milhões de reais no processo, com faturamento de cerca de 370 milhões de reais. A empresa cresceu e mastigou mais do que conseguia engolir. “Acordamos com 1 bilhão de reais em caixa — e precisávamos gastar’, diz Luiz Pavão, CEO da Infracommerce no Brasil. A empresa cresceu, mas também em dívida. “O cenário era de insolvência, o que mudou foi a negociação com os bancos e estancamos a queima de caixa”, diz Pavão.

    A empresa reestruturou toda a operação. Dos 78 mil m² de galpão que tinham, só 48 mil m² eram utilizados. Um verdadeiro gasto desnecessário de caixa. Foram fechados os Centros de Distribuição de Itapevi, no interior de São Paulo, Salvador, Recife e Brasília. Em dois meses, foram realizadas 300 demissões do total de 1 700 funcionários. A carteira de clientes foi reduzida, Cerca de 50 clientes foram dispensados, aqueles que contratavam apenas serviços pontuais. Serão apenas 90 clientes no Brasil. Os diretores pré-IPO foram recontratados. “Nosso erro foi a forma que gastamos o dinheiro captado no IPO. Sócios querem liquidez. Nós vamos entregar”, finaliza Pavão.

     

     

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