Globalização do dinheiro segue a despeito da política, diz diretor da Wise
Líder da companhia nos EUA elenca turismo e novos negócios como frentes de expansão
Movimentos anti-globalização não diminuem as ambições da Wise, instituição financeira que oferece uma conta internacional com acesso a mais de 40 moedas diferentes. “Quando o assunto é dinheiro, as pessoas estão mais globais. Se você ver as notícias sobre política e afins, a história é diferente, mas as pessoas estão entendendo que dinheiro é algo global”, diz Harsh Sinha, diretor de tecnologia (CTO) e presidente da Wise nos Estados Unidos, ao Radar Econômico.
Governos ao redor do mundo têm apresentado tendências protecionistas nos últimos anos, especialmente após a posse de Donald Trump como presidente dos EUA, em 2025. Isso não significa, contudo, que não há avanços em direção à globalização. “As pessoas estão viajando mais e empresas novas de diferentes portes querem vender para o mundo todo”, lembra o executivo da financeira sediada em Londres.
A Wise movimentou quase 200 bilhões de dólares (cerca de 1 trilhão de reais) em transações envolvendo trocas de moedas em 2025. A companhia tem 15 milhões de usuários ativos distribuídos em mais de 70 países. “Em cinco anos, estaremos em todos os lugares. Essa é a nossa missão”, diz Harsh.





