Getnet adota sistema para identificar compras feitas por IA
Empresa se prepara para mercado que pode movimentar US$ 17,5 trilhões em GMV até 2030
A Getnet adotou um sistema de identificação do Agentic Commerce em seu modelo de negócio, informou a companhia à coluna nesta quarta-feira, 28. Segundo a empresa, o Agentic Commerce é uma inteligência artificial que fará compras e pagamentos no lugar do cliente.
Segundo estimativas da Deloitte, até 30% do valor transacionado no e-commerce global poderá ser influenciado por agentes de IA até 2030, movimentando cerca de US$ 17,5 trilhões em GMV (Gross Merchandise Value) – valor bruto de mercadorias.
Para a Getnet, essa transformação tem impacto direto sobre o setor de meios de pagamento, que precisará adaptar sua infraestrutura para processar, com segurança e conformidade, transações iniciadas por agentes inteligentes e não apenas por usuários humanos.
A estratégia da Getnet se baseia em recursos já implantados em sua plataforma global de soluções de pagamentos, como o Single Entry Point (SEP), uma API unificada que permite a integração em vários países e oferece suporte a transações iniciadas por agentes com segurança e conformidade integradas.
A partir dessa infraestrutura, a empresa avança no desenvolvimento de novas capacidades, entre elas: mecanismos de identificação e validação de agentes de IA, APIs padronizadas para captura de pagamentos iniciados por agentes e interoperabilidade com protocolos do setor. Todos esses pontos serão para diferenciar uma transação feita por IA.
Juan Franco, CEO global da Getnet, diz que o Agentic Commerce representa um ponto de virada em que a IA deixa de apenas observar a jornada do cliente e passa a conduzi-la por meio de agentes autônomos que descobrem, negociam e pagam em nome dos consumidores.
“Nesse sentido, a visão da Getnet é ser a conselheira de confiança e facilitadora de seus clientes, transformando nossos recursos de adquirência, gestão de risco e dados em uma plataforma aberta e inteligente, que permita aos comerciantes lidar com agentes de IA com a mesma facilidade com que hoje atendem clientes humanos”, conclui Juan Franco.





