‘Fundo musical’ não tem mais limitações após M&A de R$ 150 mi, diz CEO
Multinacional sueca comprou fundo da Arbor para entrar no mercado brasileiro

O fundo brasileiro Adaggio, que investe em direitos autorais de músicas, está em êxtase após ser vendido para a multinacional sueca Bell Partners, um grande nome do segmento. “Agora, com esse funding em dólar, a gente não tem mais limite algum para aquisições”, diz o presidente do fundo, João Luccas Caracas, ao Radar Econômico. A multinacional não tinha presença no Brasil e buscava um parceiro para explorar o mercado, um dos maiores do mundo. A venda, avaliada em 150 milhões de reais, também agradou à gestora Arbor Capital, criadora e então mantenedora do fundo. “A transação deu um retorno líquido para nossos cotistas de 93% acumulado e 23% anualizado, foi bom pra todo mundo”, diz o sócio-fundador da Arbor João Valladares. Como parte do acordo, negociado ao longo de 14 meses, Caracas e sua equipe seguirão à frente do fundo.
Atualmente, o fundo Adaggio conta com quase 200 mil fonogramas distribuídos em 170 catálogos musicais. Entre os intérpretes das composições, estão nomes como Jorge Aragão, Dado Villa-Lobos, Dinho e Toni Garrido. Valladares frisa que as músicas seriam “ativos totalmente descorrelacionados do ciclo econômico”, o que as tornam atrativas para a diversificação de portfólios. Caracas brinca com a ideia: “Se a economia está indo mal, está todo mundo ouvindo música como forma de terapia. E se o mercado está bombando, está todo mundo ouvindo para comemorar. As únicas indústrias que sempre ganham são a música e o álcool”.