Falência: o banco que trava os pagamentos da Laginha aos credores
Quem ainda resiste a um acordo sobre Laginha?

De volta à mesa de negociações após a liberação do ministro do STF Kassio Nunes Marques para realização da assembleia, credores da Laginha Agroindustrial, conglomerado de usinas de açúcar e álcool fundada pelo ex-senador e ex-deputado federal João Lyra, revisam as propostas em negociação para por fim ao processo mais longo de falência do país, em trâmite desde 2008. A transação com instituições financeiras, grandes prestadores de serviço e com os herdeiros da Laginha não chama mais a atenção do que a lista de pequenos credores, como são classificados os que esperam receber até 212 mil reais.
Dos 7 426 credores nesta fila, 300 pessoas esperam receber menos de 100 reais há quase 16 anos. Mais de 3 mil prestadores de serviço e pequenos produtores rurais, por exemplo, têm menos de 1 mil reais para receber da massa falida. Um dos credores mais renitentes é o Bradesco. A massa falida está disposta a depositar 25,5 milhões de reais ao banco. Os advogados da instituição exigem 34 milhões de reais. A proposta está na mesa e deve ser avaliada no próximo dia 5, data da primeira convocação da assembleia geral. Caso não haja quórum, o plano de pagamento de ativos e as demais propostas serão submetidas à assembleia no dia 12 de dezembro.