Conselho da Petrobras debate impactos da guerra no Irã
Cenário de preços mudou radicalmente nos últimos dias, mas volatilidade inspira cautela
O conselho de administração da Petrobras vai discutir os possíveis impactos da guerra no Irã durante reunião marcada para a noite desta quinta-feira, 5. O encontro de conselheiros já estava na agenda antes da eclosão do conflito no Oriente Médio, pois sucede a divulgação dos resultados financeiros do quarto trimestre de 2025. Há grande expectativa do mercado e da opinião pública sobre como a guerra pode influenciar reajustes dos preços domésticos dos combustíveis, que já apresentavam defasagem em relação ao mercado internacional.
“Acredito que temos que esperar, ver onde os preços do petróleo vão e verificar se há alguma alteração estrutural no mercado”, diz um integrante do conselho de administração da estatal em condição de anonimato. Por ora, a avaliação é que não há mudança estrutural no mercado. A cotação do petróleo disparou e atingiu 85 dólares por barril dias após um ataque coordenado entre americanos e israelenses iniciar o conflito no país persa. O preço reflete bloqueios logísticos no Oriente Médio e ataques retaliatórios do Irã contra países produtores de combustíveis.
Até a semana passada, a avaliação predominante no conselho da Petrobras era que os preços do petróleo seguiriam estáveis e poderiam apresentar leves quedas, ficando no intervalo entre 60 e 70 dólares por barril. O cenário mudou radicalmente, mas a sua extensão e duração ainda são incertas. “Essa alta conjuntural deve durar semanas. Daqui uma semana o cenário deve se tornar mais claro, eu acho”, diz o membro do conselho. A estatal deve ser questionada sobre o impacto da guerra no Irã durante a teleconferência de resultados marcada para a sexta-feira, 6.





