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Anfavea, BYD e os bastidores de uma guerra fria automotiva

Governo tenta acomodar gregos, troianos, brasileiros e chineses

Por Pedro Gil Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 6 out 2025, 11h15 • Atualizado em 6 out 2025, 17h42
  • Em Brasília, o setor automotivo vive uma disputa silenciosa, mas nada discreta, que opõe a Anfavea, representante das montadoras instaladas no Brasil, e a chinesa BYD, líder em veículos elétricos. A tensão atingiu o auge em julho, quando a associação, desconfortável com a expansão acelerada da BYD, se mobilizou para barrar junto ao governo a redução do imposto de importação para carros semi desmontados, medida que permitiria aos chineses uma transição gradual até a nacionalização total. O Ministério da Indústria, sob a batuta do vice-presidente Geraldo Alckmin, costurou uma saída híbrida: antecipou o calendário de retomada das tarifas, atendendo à demanda da velha indústria, mas também abriu cotas de importação com alíquota zero, viabilizando em parte os interesses chineses.

    O presidente Lula não gostou de saber que a BYD não havia convidado a associação para o lançamento de sua fábrica em Camaçari (BA), na próxima quinta-feira, 9. O convite a Igor Calvet, presidente da Anfavea, então chegou.

    A possível presença de Calvet ao lado de executivos da BYD e do presidente da República é vista por interlocutores como tentativa de uma convivência estratégica, ainda que forçada, com um um player que de promessa, já virou realidade. Por ora, o que se vê é o governo tentando acomodar gregos, troianos, brasileiros e chineses.

    Os fatos que mexem no bolso são o destaque da análise do VEJA Mercado:

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