Alta do petróleo já chega aos combustíveis na Europa
No Brasil ainda não há motivo para aumentos nos preços
A escalada das tensões no Oriente Médio já começa a aparecer nos preços dos combustíveis em vários países da Europa, onde o repasse das oscilações do petróleo costuma ser quase imediato. Com o risco envolvendo o Estreito de Ormuz — uma das rotas mais importantes do transporte global de petróleo — o mercado reage rapidamente.
Durante o programa Mercado, o especialista em petróleo Adriano Pires (Centro Brasileiro de Infraestrutura) explicou que, por aqui, o repasse não acontece na mesma velocidade porque depende da política de preços da Petrobras. Mesmo assim, a pressão já existe. “Hoje existe uma defasagem de mais de 30% entre o preço praticado no Brasil e o mercado internacional”, afirmou. Segundo ele, o problema é que o país importa parte relevante do combustível que consome — cerca de 25% do diesel e 15% da gasolina — e preços muito abaixo do exterior podem afastar importadores.
O especialista em mercado de capitais *Marcos Labarthe* alertou que segurar reajustes por muito tempo pode acabar gerando um impacto maior no futuro. “Se você segura o preço artificialmente, cria um efeito estilingue. Quando vier o reajuste, ele pode vir de forma muito mais forte”, disse.





