Aprovado acordo UE-Mercosul, França contra
O programa mercado começa às 10h, de segunda a sexta-feira
Apesar da resistência pública da França, o acordo comercial entre União Europeia e Mercosul destravou, garante a agência AFP e fontes da diplomacia europeia. Ontem, o presidente francês Emmanuel Macron reiterou nas redes sociais que Paris não apoiaria o texto, mas, nos bastidores, a leitura em Bruxelas era de que o bloco europeu seguiria adiante. Embaixadores dos 27 países da UE indicaram formalmente suas posições. Para a aprovação, são necessários ao menos 15 países que representem 65% da população do bloco.
Se confirmada a aprovação abre caminho para a assinatura formal pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen. O cronograma recente já havia sofrido um adiamento: o Brasil, que liderava o Mercosul, esperava a conclusão em dezembro de 2025, mas a UE pediu mais tempo e empurrou a decisão para janeiro. Mesmo com os protestos de agricultores que tomaram Paris ontem, a França encontrou dificuldade para sustentar o bloqueio — e a Itália deu sinais de que abandonaria a resistência. O texto ainda precisará do aval do Parlamento Europeu antes de entrar em vigor.





