A paz temporária de Trump com Putin e Xi Jinping
O humor global segue atrelado às disputas geopolítica
A política externa trumpista segue sendo guiada por conveniência econômica e cálculo eleitoral. A leitura do analista Jason Vieira, da Lam, é que o aceno tarifário de Washington ao Brasil e vários outros países vêm acompanhado de um quadro muito mais amplo — e mais favorável ao líder americano. Vieira lembrou que Trump está conseguindo, aos poucos, avançar em frentes que desejava: conversas mais produtivas com a China, abertura para um acordo duradouro sobre a guerra na Ucrânia e a reversão de decisões no Congresso e no Judiciário americano que bloqueavam sua agenda.
Só que tudo isso, porém, vem à custa de uma volatilidade permanente: “cada fio branco dos analistas tem um pouco de Trump”, brincou o economista.
A semana encurtada pelo feriado de Thanksgiving nos EUA também reduz o volume de negócios e exagera os humores do mercado.
Com os indicadores econômicos americanos voltando ao radar — agora que o fim do shutdown permite a retomada das estatísticas — o mercado reencontra aquilo que mais teme: os dados. Desemprego, consumo, inflação, atividade e sinalizações do Federal Reserve serão os drivers de preço até sexta-feira. “É quando os números começam a contar mais do que a retórica”, disse Vieira.





