A esvaziada audiência pública na Câmara para tratar do Tecon 10
Só uma empresa interessada no novo megaterminal do Porto de Santos foi convidada a falar em sessão
O deputado Júlio Lopes (Progressistas-RJ), líder da Frente Parlamentar pelo Brasil Competitivo, convidou só uma das 20 empresas interessadas no leilão do novo terminal de contêineres do Porto de Santos, o Tecon 10. Apenas a TiL (Terminal Investment Limited, empresa pertencente ao grupo suíço MSC) foi convidada a falar na audiência pública realizada na Comissão nesta quarta-feira, 13, em Brasília. O único representante do setor privado convidado a falar na audiência foi Patrício Júnior, Diretor de Investimentos da TiL.
A principal discussão do leilão é o posicionamento da Nota Técnica nº 51/2025 da Agência Nacional de Transporte Aquaviário (Antaq), que limita a participação de empresas que já operam em Santos na primeira fase do leilão para evitar a concentração. O objetivo da audiência pública era justamente discutir as regras de concorrência do leilão do terminal do Porto de Santos.
Segundo a Antaq, são mais de 20 grandes grupos, entre eles o filipino ICTSI, o brasileiro CPN, que opera no Brasil, o TCP, controlado pela chinesa China Merchants Port, que atua no terminal de Paranaguá.
Além de Patrício Junior, da TiL, também foram convidados a falar André Alves, diretor-presidente da Associação Brasileira dos Usuários dos Portos de Transportes e da Logística, Bruno Neri, diretor do Departamento de Novas Outorgas e Políticas Regulatórias Portuárias do Ministério de Portos e Aeroportos, Eduardo Heron Santos, diretor técnico do Conselho de Exportadores de Café do Brasil, e Ygor Di Paula, secretário especial de Licitações e Concessão da Antaq.





