PIB no terceiro trimestre: a indústria é o destaque
Diante dos resultados do terceiro trimestre, a Tendências reviu sua projeção de crescimento do PIB em 2024, de 2,9% para 3,3%
O PIB do terceiro trimestre cresceu 0,9% em termos dessazonalizados. Em 12 meses, a expansão foi de 4%, superando o mesmo resultado no terceiro trimestre de 2023, quando evoluiu apenas 1,5%.
A indústria se expandiu 0,6% no terceiro trimestre e 3,6% em termos anualizados. Os resultados do setor são muito favoráveis, tanto nos seus componentes quanto na demanda que o influencia. A indústria de construção civil cresceu 5,7% em bases anuais. Ao mesmo tempo, a estrutura do setor mudou para melhor. No mesmo período de 2023, 60% do resultado foi explicado por itens sensíveis ao ciclo, como o consumo de energia elétrica. No terceiro trimestre deste ano, 90% derivaram da expansão da indústria de transformação e da construção civil.
Destaque coube também à difusão dos itens que compõem a indústria, especialmente nos transportes e, nestes, a produção de veículos pesados. Os resultados poderiam ter sido ainda mais positivos se não tivesse havido queda na indústria extrativa, na produção de petróleo e na de energia elétrica.
A agropecuária caiu 0,9% no terceiro trimestre e 0,8% na comparação anual. Repetiu, desse modo, o desempenho negativo que tem sido sua marca em 2024. Isso é o efeito das enchentes no Rio Grande do Sul, da seca em outras regiões do país e do menor abate de animais, particularmente de bovinos. Para se ter uma ideia de quanto o setor decepcionou, seu crescimento no terceiro trimestre de 2023 tinha alcançado impressionantes 15%.
Os serviços cresceram 0,9% no terceiro trimestre e 4,1% em 12 meses. A forte expansão do consumo, como é de praxe, influenciou positivamente o setor. Foram os casos do surpreendente crescimento observado no segmento de informação e comunicação, incluindo a área de tecnologia. O setor foi ainda beneficiado pelo crescimento dos serviços prestados às famílias, especialmente nos segmentos de hotéis, restaurantes, bares e eventos, todos influenciados pela expansão da demanda da economia.
Do lado da demanda, o destaque coube ao investimento. A formação bruta de capitais cresceu 2,1% no trimestre e expressivos 10,8% na contagem em 12 meses. As importações também se expandiram muito: 17,7% em 12 meses, influenciadas pelo alto crescimento da demanda doméstica. Como a oferta não se expandiu no mesmo ritmo, parte dessa demanda vazou para o exterior.
Diante dos resultados do terceiro trimestre, a Tendências reviu sua projeção de crescimento do PIB em 2024, de 2,9% para 3,3%.
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