FIDCs superam marca de R$ 1 trilhão
Fundos crescem três vezes mais que o crédito bancário, mas atrasos acima de 90 dias disparam 62%
Os Fundos de Investimento em Direitos Creditórios, os FIDCs, ultrapassaram a marca de R$ 1 trilhão em patrimônio líquido.
Em julho, o setor alcançou R$ 1,015 trilhão, alta de 16,3% em 12 meses, consolidando os fundos como uma importante fonte de financiamento fora dos bancos.
Considerando apenas os direitos creditórios, a carteira dos FIDCs avançou de R$ 634,4 bilhões para R$ 779,2 bilhões, crescimento de 22,8%.
O ritmo foi cerca de três vezes superior aos 7% registrados pelo crédito bancário com recursos livres no mesmo período.
A expansão veio acompanhada de piora na qualidade das carteiras. As provisões para perdas com inadimplência cresceram 40,8%, de R$ 46,1 bilhões para R$ 64,9 bilhões.
Já os créditos com atraso superior a 90 dias aumentaram 62%, chegando a R$ 7,5 bilhões. A provisão passou de 7,3% para 8,3% da carteira bruta.
A maior restrição do crédito bancário ajudou a direcionar empresas e operações para os fundos, que permitem estruturas mais flexíveis de financiamento.
O crescimento acelerado também colocou os FIDCs no radar regulatório, com discussões sobre maior transparência, padronização das provisões e critérios de avaliação de risco.







