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Radar Por Robson Bonin Notas exclusivas sobre política, negócios e entretenimento. Com Evandro Éboli, Mariana Muniz e Manoel Schlindwein. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Servidores da Caixa reagem à criação do banco digital e temem privatização

Banco Central deu aval para a constituição dessa subsidiária

Por Evandro Éboli Atualizado em 9 fev 2021, 14h41 - Publicado em 20 jan 2021, 17h24

Repercutiu mal entre os servidores da Caixa a revelação feito por Radar de que o Banco Central deu seu aval para a criação do banco digital da instituição, com 105 milhões de contas.

Entidades dos funcionários como a Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae) não gostou da ideia e acompanha essas movimentações do governo sobre o banco digital.

A Fenae entende ser uma estratégia do governo em  inflar o banco digital para torná-lo atrativo e depois vendê-lo ao mercado de capitais.

“Sabemos que vender o que dá lucro para quitar dívida pública não é argumento para privatização, não é sustentável nem resolve o problema. Privatizar partes rentáveis da Caixa para ir fatiando o banco público até vendê-lo por completo não vai salvar a economia do Brasil. Vai apenas acabar com este patrimônio de 160 anos”, diz o presidente da Fenae, Sergio Takemoto.

O presidente da Caixa, Pedro Guimarães, anunciou que esse banco digital será o maior do mundo.

“Então, para que vender o que ele mesmo reconhece que é um sucesso? Para que vender o que é lucrativo e estratégico ao país, aos cofres públicos, aos brasileiros?”, completa Takemoto.

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