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Reviravolta: Jive e Orizon terão que renegociar plano da Estre Ambiental

Depois de destituir administração, acionistas da Estre conseguem 30 dias para negociar um novo plano de recuperação judicial

Por Josette Goulart Atualizado em 13 abr 2021, 17h44 - Publicado em 13 abr 2021, 10h44

Os acionistas da Estre Ambiental conseguiram adiar a assembleia de credores que estava marcada para acontecer nesta terça-feira, 13. O juiz da recuperação judicial adiou o evento em 30 dias para que o novo plano de recuperação judicial seja previamente apresentado pela Estre. A expectativa dos acionistas é que neste meio tempo consigam costurar um novo acordo com os principais credores da empresa, o fundos Jive e a Orizon que detém cerca de 80% da dívida total.

Na semana passada, os acionistas destituíram a administração da companhia alegando que os administradores não prestavam informações suficientes ao conselho e com isso poderiam estar favorecendo a Jive e a Orizon (empresa que atua no setor de aterros), em um acordo para a venda dos melhores aterros sanitários da companhia. Como Jive e Orizon compraram com grande deságio a dívida que inicialmente pertencia a Santander, Itaú e BTG, o ganho para os fundos poderia ser expressivo. Mesmo com a proposta de que boa parte da dívida seria abatida e que os fundos ainda fariam uma injeção de capital de 200 milhões de reais, os acionistas entenderam que a Estre poderia não sobreviver com os ativos que lhe restariam. A Jive por sua vez entende que os acionistas não estão muito abertos para negociação.

A Estre tem capital aberto nos Estados Unidos e entrou em derrocada depois que o ex-presidente da empresa, Wilson Quintella, foi investigado na Lava Jato.

 

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