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Radar Econômico Por Josette Goulart Análises e bastidores exclusivos sobre o mundo dos negócios e das finanças. Com Diego Gimenes.

MP da privatização da Eletrobras é festejada e sustenta leve alta da bolsa

VEJA Mercado: companhia ditou as altas do dia; anúncio de pagamento de dividendos da Vale anima investidores e siderúrgicas também sobem

Por Diego Gimenes 18 jun 2021, 17h34

VEJA Mercado fechamento, 18 de junho.

Sextas-feiras costumam ser mais tranquilas na bolsa de valores, mas o que se viu hoje foi uma sessão bem volátil. O Ibovespa operou com cautela no início do dia — assim como o mercado internacional — ainda pela postura contracionista da política de juros do Fed. Mas ao longo do dia se descolou das bolsas estrangeiras e reverteu a queda em função de dois fatores que, ontem, pressionaram o índice para baixo: Eletrobras e Vale. A aprovação da MP de privatização da companhia de energia foi vista com bons olhos pelo mercado, mesmo com todos os jabutis incluídos na votações. “O mercado acredita que, na (volta para a) Câmara, a medida provisória deve passar com mais facilidade. Foi um movimento muito positivo”, avalia Régis Chinchila, analista da Terra Investimentos. Os papéis da Eletrobras valorizaram 5,78%, a maior alta do dia. Bradesco e Safra passaram a recomendar a compra desse ativo.

As ações da Vale costuma ser medidas, dentre outras razões, pelo preço do minério de ferro. Hoje, a cotação da commodity caiu, mas a ação subiu. Por que? A resposta está no fato relevante divulgado pela companhia que promete o pagamento de dividendos na ordem de R$ 2,17 por ação. Os papéis subiram 2,67% no dia. “O anúncio da Vale contribuiu não apenas para a companhia como também para outras ações ligadas ao minério de ferro. A alta da Vale deu um fôlego para o setor”, analisa Thayná Vieira, economista da Toro Investimentos. Após pregões consecutivos operando em queda por intervenção da China no mercado de aço, as ações de CSN e Gerdau fecharam em altas de 2,43% e 1,41%, respectivamente.

No lado das baixas, os papéis de bancos como Itaú, Bradesco e Santander fecharam em quedas de 2,19%, 1,82% e 1,78%, num movimento de correção de preços considerado natural pelos analistas. O índice Ibovespa fechou em leve valorização de 0,27%, a 128.405 pontos.

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