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Radar Econômico Por Josette Goulart Análises e bastidores exclusivos sobre o mundo dos negócios e das finanças. Com Diego Gimenes.

Mais um dia sem Evergrande?

VEJA Mercado: mercados futuros americanos indicam mais um dia de alta, mas as notícias vindas da China não são promissoras

Por Josette Goulart 23 set 2021, 09h01

VEJA Mercado | Abertura | 23 de setembro.

Nos últimos dias, os mercados futuros americanos sinalizaram qual seria a direção das bolsas no mundo todo logo pela manhã. Na segunda, o derretimento já estava dado logo cedo e, de fato, o mercado mundial reagiu em massa à possível quebra da Evergrande, ameaçando o setor imobiliário chinês. O Brasil respondeu e caiu 2,3%. Na terça, os futuros subiram, indicando a correção. O Ibovespa subiu. Na quarta, otimismo ainda em alta. O Ibovespa subiu. E nesta quinta, mais uma vez, os futuros sobem neste início de manhã, ignorando mais uma vez a China e sua Evergrande. O que será do Ibovespa? 

O problema desta quinta-feira, no entanto, está estampado nas páginas do jornal The Wall Street Journal que diz em matéria exclusiva as autoridades chinesas estão pedindo aos governos locais que se preparem para a queda potencial da Evergrande, o que sinaliza uma resistência do governo chinês em resgatar o grupo imobiliário. Seria uma espécie de preparação para um “possível tempestade”. Os mercados estão apostando que virá um resgate. A Evergrande deve mais de 300 bilhões de dólares, até onde se sabe. Se não vir o resgate, a tempestade pode atingir o mercado todo.

No Brasil, hoje é dia de repercutir a decisão do Copom, que subiu o juro em um ponto. O Banco Central deu a entender que deve continuar no ritmo de aumentar um ponto percentual, mas que o atual ciclo de alta pode ir mais longe do que se planejava.

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