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Lira espera ter auxílio e reforma administrativa aprovados até março

Calendário apresentado pelo presidente da Câmara é aceno ao mercado financeiro, histérico com ingerência na Petrobras

Por Machado da Costa Atualizado em 22 fev 2021, 14h33 - Publicado em 22 fev 2021, 14h25

Arthur Lira, presidente da Câmara, em meio ao turbilhão, tentou acenar ao mercado financeiro com algum cronograma de aprovação no curto prazo. Segundo ele, até março, a PEC Emergencial, que reedita o auxílio emergencial, e a reforma administrativa estarão aprovadas na Câmara. No seu calendário, a PEC Emergencial será votada nesta quinta-feira, 25, no Senado, e, se aprovada, terá votação prioritária na Câmara. A ideia é que ainda em março o governo volte a pagar o benefício, com mínimo de 250 reais e em quatro parcelas.

Sobre a administrativa, ele diz: em março “começa a tramitar a Reforma Administrativa na Câmara. Previsão de aprovação na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça). No Plenário, antes do fim do primeiro trimestre. É assim, com união, força e trabalho do Brasil e do Congresso que iremos fazer um país melhor de verdade”. Talvez ele não tenha percebido que o fim do primeiro trimestre e março são o mesmo período.

Por fim, prometeu aprovar o orçamento de 2021 (sim. O Brasil está operando sem um orçamento) até 25 de março. Ele quer que o texto seja aprovado com desvinculação total de receitas. Ou seja, será preciso aprovar a PEC Emergencial antes do orçamento, pois, as receitas que são direcionadas obrigatoriamente para saúde e educação, por exemplo, poderão ser usadas em outras áreas. “O Brasil e o Congresso recuperam sua capacidade de definir, por si mesmos, suas prioridades orçamentárias”, disse.

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