Clique e Assine a partir de R$ 19,90/mês
Radar Econômico Por Josette Goulart Análises e bastidores exclusivos sobre o mundo dos negócios e das finanças. Com Diego Gimenes.

COP26: investimento em petróleo tem que parar já e carro a gasolina morrer

Agência Internacional de Energia divulgou relatório especial para embasar negociações na COP26 que acontecerá no Reino Unido, em novembro

Por Josette Goulart Atualizado em 18 Maio 2021, 10h33 - Publicado em 18 Maio 2021, 10h32

A Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês) está propondo que o mundo simplesmente pare, a partir de hoje, de fazer qualquer novo investimento em campos de petróleo e gás natural se os governos estiverem mesmo dispostos a zerar emissões líquidas de carbono até 2050. A agência divulgou um relatório especial nesta terça-feira, 18, que estabelece 400 marcos para orientar esta jornada global. “Isso inclui, a partir de hoje, nenhum investimento em novos projetos de fornecimento de combustível fóssil e nenhum investimento final adicional decisões para novas usinas de carvão não diminuídas”, diz o relatório. E segue: “em 2035, não haverá vendas de novos automóveis de passageiros com motor de combustão interna e, em 2040, o setor global de eletricidade já terá emissões líquidas zero”.

O relatório foi feito para dar suporte ao governo do Reino Unido nas negociações que ocorrerão na 26ª Conferência das Partes (COP26) da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, em Glasgow, em novembro. A IEA prevê que haverá um investimento anual de 5 trilhões de dólares até 2030 em energias renováveis o que vai acrescentar 0,4 ponto percentual extras ao ano no crescimento do PIB global. O relatório pode ser lido na íntegra aqui neste link

Como nenhum novo campo de petróleo e gás natural é necessário no caminho do carbono zero, os suprimentos vão se tornar cada vez mais concentrados em um pequeno número de produtores de baixo custo e o estudo prevê que a participação da OPEP no suprimento global de petróleo vai cresce de cerca de 37% nos últimos anos para 52% em 2050, um nível mais alto do que em qualquer momento da história dos mercados de petróleo.

Publicidade