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Bolsonaro mudou de opinião quanto à privatização da Ceagesp

Em discurso na semana passada, presidente disse que "nenhum rato vai sucatear para privatizar pros seus amigos", mas não foi sempre assim

Por Victor Irajá Atualizado em 22 dez 2020, 10h52 - Publicado em 22 dez 2020, 17h02

Na semana passada, o presidente Jair Bolsonaro flertou com suas origens estatistas em discurso na Ceagesp, a central federal de distribuição de alimentos em São Paulo. “Aqui, quando se fala de privatização, quero deixar bem claro. Enquanto eu for presidente da República, essa é casa de vocês”, afirmou o presidente. “Nenhum rato vai sucatear para privatizar pros seus amigos”, continuou. Mas nem sempre foi assim. Em janeiro de 2019, o presidente recebeu o governador de São Paulo, João Doria, para dar vazão ao fechamento do entreposto. A ideia original era arraigar investimentos imobiliários privados na região.

Na ocasião, Bolsonaro gostou da ideia. O então secretário de Desestatização do Ministério da Economia, Salim Mattar, encomendou estudos da viabilidade do encerramento das atividades da Ceagesp junto ao BNDES e ao escritório de advocacia Vieira Resende e a Plural Investimentos. Desde a saída de Mattar, dizem técnicos da equipe de Doria, o que eram discussões de viabilidade viraram assunto da política. Os estudos devem ser entregues ao Ministério da Economia em breve. Resta ver o que fará o ministro Paulo Guedes com os documentos em mãos.

Enquanto isso, o secretário de Agricultura de São Paulo, Gustavo Junqueira, aperta o cerco para que o entreposto seja fechado ou, ao menos, otimizado. Ele prepara junto à sua equipe um aperto na fiscalização sanitária da Ceagesp e um escrutínio dos contratos e condições trabalhistas e logísticas do entreposto.

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