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Radar Econômico Por Josette Goulart Análises e bastidores exclusivos sobre o mundo dos negócios e das finanças. Com Diego Gimenes.

Bolsa patina e investidores já estão com a cabeça no Copom

VEJA Mercado: setor de shopping e o de construção são os que mais sofrem por conta da inflação alta e possível subida de juros

Por Diego Gimenes 11 jun 2021, 17h43

VEJA Mercado fechamento, 11 de junho.

Após bater sucessivos recordes na semana passada, o Ibovespa se estabilizou. O chamado movimento de correção é corriqueiro e era absolutamente esperado pelos analistas. Hoje, o índice fechou em queda de 0,49%, a 129.441 pontos, depois de dois pregões de leve alta.

Quem mais pagou pelas correções foi o setor de shoppings, que recuou dias consecutivos na semana. Nesta sexta-feira, 11, as ações de Iguatemi, BR Malls Multiplan caíram 4,02%, 3,01% e 2,9%, respectivamente. Apesar do movimento ser considerado normal, uma vez que estes foram papéis que dispararam na semana passada, há influência do IPCA e da próxima reunião para definir a taxa básica de juros, marcada para os dias 15 e 16 de junho. “A queda de shoppings é correção associada à taxa de juros. O IPCA acima do esperado acabou pressionando essas ações”, avalia Regis Chinchila, analista da Terra Investimentos. “Hoje os investidores estavam mais cautelosos, tanto que o volume financeiro do dia foi menor. A espera é pelas reuniões do Copom e do Fed (ambos vão definir sobre juros), que acontecem na próxima semana”.

Durante a semana, o setor de construção também registrou expressivas quedas. Hoje, não foi diferente. MRV e Cyrella caíram 3,01% e 1,72%, respectivamente.

No lado das altas, após subir 15,32% no pregão de ontem, a Embraer seguiu com viés positivo pela notícia de que a Eve, unidade de carros voadores da companhia, pode realizar uma fusão com a SPAC americana Zanite. Hoje, as ações da companhia valorizaram 5,10%, a maior alta do dia. Os investidores também reagiram bem ao papel da Sabesp, que estava entre os destaques no início do dia pela nova possibilidade de privatização da companhia, e subiu 2,66% nesta sexta. A Vale, impulsionada pela subida de preços do minério de ferro e pela preocupação com a oferta global da commodity, fechou em alta de 2,24%. BRF também subiu, leia mais daqui a pouco.

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