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Radar Econômico Por Josette Goulart Análises e bastidores exclusivos sobre o mundo dos negócios e das finanças. Com Diego Gimenes.

As consequências do escândalo que derrubou dois dirigentes do Fed

Banco Central americano anuncia limites para autoridades operarem no mercado financeiro

Por Luisa Purchio 21 out 2021, 16h43

Nesta quinta-feira, 21, o Federal Reserve Bank, o banco central dos Estados Unidos, anunciou uma série de medidas restritivas a ocupantes de altos cargos da instituição em relação a operações no mercado financeiro. A decisão ocorre após dirigentes do Fed não se atentarem a operações antiéticas e terem operado no mercado financeiro ao longo de 2020, quando diversas medidas foram anunciadas para conter a crise da Covid-19, entre elas a redução dos juros e compras de títulos públicos pela instituição.

Entre as regras, há a proibição de comprar ações individuais e derivativos e de manter investimentos em títulos públicos ou de agências. Além disso, as autoridades serão obrigados a informar e pedir autorização com 45 dias de antecedência para a compra e venda de títulos e estes investimentos terão de ser mantidos pelo prazo mínimo de um ano. Entre as operações autorizadas, estão a compra de fundos mútuos.

Recentemente, Robert Kaplan, presidente do Banco Central de Dallas, e Eric Rosengren, presidente do Banco Central de Boston, deixaram seus cargos para se aposentar após a divulgação das operações. Kaplan vendeu e comprou mais de um milhão de dólares em ações em 2020, enquanto Rosengren negociou títulos de securitização ligados ao mercado imobiliário.

Às vésperas do término de seu mandato à frente do Federal Reserve Bank, no ano que vem, Jerome Powell também sofreu acusações, porém elas se mostraram infundadas. A Casa Branca analisa se irá renomeá-lo.

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