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O
que elas andam lendo
Os
livros resenhados aqui
foram tirados das
relações
de títulos que
as editoras registram
como os mais
vendidos a mulheres
no Brasil
Livro
de uma Sogra
de
ALUÍSIO AZEVEDO
(Casa
da Palavra, 23 reais)
Foi
escrito em 1895 e provocou o maior escândalo. Isso porque
a sogra investiga as razões pelas quais as pessoas
que se amam, quando se casam, deixam de se desejar. O livro
discute sexo e amor e acaba sendo uma pregação
divertidíssima contra o casamento. A fórmula
para a felicidade é a seguinte: faça sexo com
seu marido e encontre um companheiro para sua alma. Essa solução,
segundo ela, é melhor que a alternativa mais comum:
casamento morno em que as necessidades sexuais do parceiro
são atendidas por amantes.
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Minha
vida
de
ISADORA DUNCAN
(José
Olympio, 25 reais)
É
uma biografia imperdível. Primeiro, porque Isadora
foi uma precursora do feminismo. Recusou-se a se casar, foi
mãe solteira e pregava a igualdade de direitos entre
os sexos já em 1910.
Depois, porque revolucionou o balé. Foi ela quem primeiro
libertou as bailarinas da sapatilha de ponta e do espartilho.
E principalmente porque é uma história de luta,
de teimosia, de determinação. Isadora teve vida
difícil e morte trágica. Mas sua biografia funciona
como uma injeção de ânimo.
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Retrato
de uma Senhora
de HENRY JAMES
(Companhia
das Letras, 37,50 reais)
Escrito
em 1881, foi adaptado para o cinema em 1996. É a história
de uma jovem herdeira americana que vai morar na Europa e,
em vez de procurar um bom marido, chuta todos os pretendentes
na esperança de conseguir viver feliz sozinha e em
liberdade. É rica e livre para escolher o que quer
fazer da vida, mas tem um problema: não admite voltar
atrás quando descobre que suas opções
foram erradas. Resultado: termina profundamente infeliz. Mas
livre. Não é um livro leve. Mas é um
mergulho nos conflitos femininos.
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Memórias
de uma Gueixa
de
ARTHUR GOLDEN
(Imago, 37 reais)
É
um romance fascinante porque pode ser lido de muitas maneiras.
Trata-se de um mergulho na tradicional cultura japonesa e
também um romance sobre a sexualidade. É ainda
uma descrição minuciosa, espantosamente feita
por um homem, da alma feminina. E é uma linda história
de amor de toda uma vida. Golden levou dez anos para escrevê-lo.
E como contou com a ajuda de uma gueixa criada à moda
antiga, além de muita pesquisa, produziu uma história
bastante verossímil.
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Orgulho
e Preconceito
de JANE AUSTEN
(Ediouro, 15 reais)
Foi
escrito no século XIX, quando a única perspectiva
de vida para uma jovem de família tradicional era o
casamento. A autora, crítica dos costumes da sociedade
daqueles tempos, da arrogância, da indiferença
em relação aos menos favorecidos, faz com que
as personagens de sua história desafiem as barreiras
a que estão submetidas e tentem um caso de amor fora
dos padrões. É uma novela rapidinha de ler que
virou minissérie de grande sucesso na TV. A autora
é a mesma de Razão e Sensibilidade.
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A
Friagem
de AUGUSTA FARO
(Global,
19 reais)
Reúne
treze contos em que as personagens centrais são mulheres
e o ambiente é o interior do país, mais especificamente
Goiás, onde a escritora nasceu e de onde nunca saiu.
Os contos trazem a marca do fantástico. Falam de uma
moça que não teve o desejo sexual satisfeito
e foi corroída por formigas. De outra cujo cabelo não
parava de crescer. De Eulália, perseguida pela empregada
e maltratada pelo pai, que se apaixona, engravida e acaba
com a vida tomando dois goles de soda. Mas não sem
antes confessar-se ao frade da cidade, que, depois de ouvir
a história, desaparece inexplicavelmente. É
leitura prazerosa.
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O
Diário de Bridget Jones
de HELEN FIELDING
(Record,
31 reais)
É
a história hilariante de um ano na vida de uma mulher
solteira na casa dos 30 anos. Ela acha a independência
uma delícia, trabalha e cuida de sua carreira, mas
vive aterrorizada com a perspectiva da solidão. Então
fica obcecada pela necessidade de encontrar um companheiro.
Vive preocupada em perder peso, quer parar de fumar... enfim,
é gente como a gente. O diário virou filme e
tem uma continuação, já nas livrarias:
Bridget Jones no Limite da Razão. Conclusão
a que se chega depois da leitura: após tantos anos
de luta feminista, na essência as mulheres não
mudaram lá muita coisa.
Leia
trechos e assista a cenas do filme no especial da Estação
VEJA
A
Paixão Segundo G.H.
de CLARICE LISPECTOR
(Rocco, 20 reais)
É, como quase tudo o que a autora escreveu,
um tormento composto da história em si e das angústias
de quem a conta. É o caso de uma mulher que, depois
de uma faxina, decide provar da barata que esmagara, e escapa
um pouco da esfera humana. Então experimenta uma confusão
nos princípios de civilização que davam
segurança a sua existência. Perde uma de suas
três pernas, como diz. Parece surreal? Bem, mas no fim
a moça se reconstrói. Para quem gosta de leituras
assim, mais "cabeça", é muito interessante.
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Os
Catadores de Conchas
de ROSAMUNDE PILCHER
(Bertrand Brasil, 55 reais)
É um romanção daqueles para ler em
dia de chuva e se sentir em plena tarde londrina. É
best-seller, nos Estados Unidos e na Inglaterra, desde seu
lançamento, em 1 988. Conta a história da vida
de uma mulher de 64 anos que, depois de um ataque cardíaco,
volta para casa sentindo um gostinho especial pelo cheiro
de comida na cozinha, pelas flores do jardim, pelas lembranças
do passado. Tem mais de 600 páginas, mas quando elas
terminam a leitora pede mais.
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O
Amor nos Tempos do Cólera
de
GABRIEL GARCIA MÁRQUEZ
(Record,
35 reais)
É
a história de um amor que espera 51 anos, nove meses
e quatro dias para se realizar. Ela é uma mulher forte,
obrigada a se casar com outro. Ele, um apaixonado incorrigível.
Os dois se conhecem na adolescência e só vão
se reencontrar quando ela fica viúva. O livro tem uma
qualidade incomum: é um romance, uma espécie
de tratado sobre o amor, que agrada igualmente a homens e
mulheres. Tem o selo de Gabriel García Márquez,
o colombiano prêmio Nobel de Literatura, autor do imperdível
Cem Anos de Solidão.
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trechos
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