Mudar
o homem é difícil quase impossível.
Por isso, escolher bem é a arma mais eficiente da mulher
que espera colher os frutos psicológicos e econômicos
de um casamento estável e recompensador
Foto: Luiz Azevedo A
estabilidade dos casamentos hoje se assenta muito mais
na boa vontade do homem e da mulher do que nos costumes
A abordagem mais nova do tema eterno do vaivém humano
do casa/separa, casa/separa é a tese defendida por
psicólogos, psiquiatras, médicos e advogados
de que o casamento é uma instituição
que precisa ser mantida a qualquer custo mesmo quando
parecem ter-se evaporado as sólidas pilastras de amor
e respeito mútuo que seguravam a união. O que
esses especialistas sustentam é que o casamento tem
salvação e vale a pena todo o empenho em mantê-lo
à tona. Isso tem impacto direto sobre o comportamento
das mulheres, pois os números mostram que elas, e não
eles, são as apressadinhas em terminar tudo. As razões
que os estudiosos apontam vão desde as sutis recompensas
psicológicas que o casamento proporciona até
as naturais, mas nem sempre óbvias, vantagens econômicas.
Um trabalho realizado pelo sociólogo Patrick McKenry,
da Universidade Estadual de Ohio, envolveu cerca de 6 000
americanos entre 19 e 75 anos de idade. A conclusão
de McKenry é um tapa na cara do senso comum. Numa tabulação
extensa e complexa, ele descobriu que mesmo quem se diz à
beira da infelicidade no casamento sente-se, na verdade, muito
melhor que os solteiros e os divorciados. É uma constatação
estatística que, obviamente, será desafiada
por casos isolados. McKenry, no entanto, garante que a euforia
separatista dura pouco. A idéia é defendida
também por estudiosos da Universidade de São
Paulo. Segundo eles, a dinâmica de um casamento é
a mesma de quando sócios se juntam para montar um negócio.
Prospera o empreendimento em que os sócios conseguem
vencer as antipatias mútuas em benefício de
um objetivo econômico maior.
Entram
em cena os especialistas em terapia de casais. Essa classe
desacreditada de psicólogos e conselheiros matrimoniais
está colecionando mais casos de sucesso que de fracasso
nos últimos anos. Eles dividem os casamentos em dois
tipos: os que fracassam porque nunca deveriam ter sido celebrados
e os que podem ser mantidos. Entre os primeiros estão
os que provocam dor e sofrimento moral e físico. Quando
há violência e desrespeito freqüente, é
melhor cair fora rapidinho. Nesses casos, ninguém recomenda
investimento algum. Um estudo famoso feito por professores
da Universidade de Chicago e que rendeu o Prêmio Nobel
a um deles, Gary Becker, mostra que a palavra investimento
é mesmo a melhor para descrever o esforço empenhado
no sucesso de um casamento. Becker demonstrou que uma força
poderosa e muito ignorada que mantém os casais unidos
é a econômica. "As pessoas tendem a tomar atitudes
racionais. Uma separação é quase sempre
irracional do ponto de vista econômico", diz Becker.
Segundo seu trabalho, 90% das pessoas separadas passam a viver
com menos dinheiro tanto os homens quanto as mulheres.
Foto: Nana Moraes Paixões
juvenis: em breve a moçada poderá casar-se
aos 18 anos sem autorização dos pais
Os brasileiros se casam como sempre. Descasam-se
como nunca. Em 1990, 1,7% dos divórcios
ocorreu antes de o casamento completar dois anos.
Em 1996, as dissoluções quase instantâneas
chegaram a 2%. A intolerância imediata e
incontornável continua crescendo à
medida que os períodos de namoro se tornam
menores e o noivado... Bem, noivado começa
a parecer coisa dos tempos dos LPs e carros com
carburador. Na última década, o
número de divórcios cresceu 12%.
Segundo uma pesquisa coordenada pela psicóloga
Teresinha Feres Carneiro, do Rio de Janeiro, quem
tem o pavio mais curto é a mulher. É
ela a responsável pelo fim de mais de 70%
dos casamentos no Brasil.
Teste
de satisfação
Abaixo
estão relacionadas várias necessidades que variam desde
maneiras como você gostaria de se sentir até formas
como gostaria de ser tratada num relacionamento. Usando
a escala de classificação, escolha a opção
que melhor se ajuste à intensidade de sua necessidade
pessoal. Esse opção deve ser registrada
na coluna da esquerda. Na coluna da direita você registrará
a opção correspondente à freqüência com
que essa necessidade é atendida em seus relacionamentos.
Compare o resultado com o gabarito no final do teste.