Fim da contribuição sindical será mantido, diz relator da reforma

Caso a proposta que veio da Câmara seja aprovada sem modificações, Temer se comprometeu a fazer algumas alterações através de uma Medida Provisória

O relator da reforma trabalhista em duas comissões no Senado, Ricardo Ferraço (PSDB-ES), disse que não vai pedir modificações sobre o fim da contribuição sindical obrigatória em seu parecer final, nem mesmo regras de transição, como defende o líder do PMDB na Casa, senador Renan Calheiros (PMDB-AL).

“O fim da contribuição do imposto está mantido como foi aprovada na Câmara. Continua sendo opção do trabalhador. Não vamos mexer nisso”, declarou. Ferraço disse que Renan pode tentar aprovar a mudança através da apresentação de emendas. “O grupo do Renan tem direito de tentar mudar nos votos. Mas no meu relatório não vai ter essa modificação”, reforçou.

Ferraço, que esteve reunido nesta quarta-feira, 17,com o presidente Michel Temer, disse que não sentiu “nenhum inclinação” de Temer para manter a contribuição obrigatória ou algum tipo de transição. Na semana passada, os tucanos ficaram desconfortáveis com a sinalização do governo de manter a contribuição obrigatória para atender os pleitos dos sindicalistas.

Caso a proposta que veio da Câmara seja aprovada sem modificações, Temer se comprometeu a fazer algumas alterações através de uma Medida Provisória. Ferraço já fez um acordo para que o presidente altere pelo menos quatro pontos, mas não está disposto a negociar neste caso. “Seria um retrocesso mudar até mesmo querer fazer chover de baixo para cima”, declarou.

O tucano defendeu que o objetivo não é acabar com os sindicatos, mas apenas com a contribuição obrigatória. “Se tem uma coisa que banalizou no País foi a criação de sindicatos e partidos. Assim não dá”, criticou.

Segundo Ferraço, o fim da obrigatoriedade da contribuição abre uma “extraordinária oportunidade” para os bons sindicatos fidelizarem os associados. Caso os sindicatos negociem acordos coletivos, entretanto, os benefícios valerão para todos os funcionários, inclusive os que não contribuem. “A gente acha que a tendência é de que os trabalhadores terão prazer em se sindicalizar”, defendeu o relator.

(Com Estadão Conteúdo)

Comentários

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  1. vladimir dubrosky

    A MAIIORIA DOS SINDICATOS SAO COTROLADOS PELA MAFIA.
    HAJA OBSERVAR O COMECO DO LULA.

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  2. Pelo fim imediato da contribuição sindical. Vamos acabar com os sindicatos do crime a serviço da ORCRIM

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  3. Deborah Ferreira Do Carmo

    Ja passou da hora. Esses sindicalistas sao um bando de atoas e vivem do poder………. quem da mais. E com o PT ficaram fortes, viajam por todo o pais, para anarquismo. Acho que a PF devia investigar o patrimonio deles tambem. Assim como do MST … futuros terroristas, tem dia que o trabalhador de verdade nao tem 2,00 reais no bolso mas a corja recebedora de 01 dia do salario do povo que trabalha viaja pelo brasil afora, comem em restaurantes carissimos e carregam legiao de fanatiscos e idiotas…… a epoca da inquisiçao tem que acabar. A epoca das trevas tem que acabar, os analfabetos tem que votar mas devem tambem pensar. Inteligencia nao é livro e sabedoria separar o que é verdadeiro do que é falso.

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  4. RUBENS LOPES SOUZA

    Só gostaria de saber como um empresario, que vive de lucros, podendo explorar a mão de obra de seu empregado porquantas horas quiser, vai criar novas vagas de emprego? Se com toda proteção que existe hoje já temos abusos, imagina sem os sindicatos lhe cobrando. Ou será que apartir dessa reforma todos os empregados poderão, com autoridade, entrar nas salas de seus chefes e negociarem aumentos, descansos, licenças, etc., se for assim me belisquem, porque devo está dormindo.

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  5. José Luiz Fialho

    Que reforma? O gato subiu no telhado.

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