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The Good Wife

25/05/2012

às 13:19 \ Televisão

As 10 séries de maior audiência da Temporada 2011-2012

'Modern Family'

Neste mês de maio encerrou nos EUA a Temporada 2011-2012. Assim, a Nielsen divulga a média da audiência da Temporada (que tem início em setembro) por canais e por programas. A lista também revela qual a faixa etária média do público que acompanha a programação de cada canal da rede aberta americana (não estão incluídos os programas produzidos para a TV a cabo).

Os números referem-se à audiência ao vivo (aquela que realmente interessa ao canal e ao anunciante) e a audiência em DVR (pessoas que deixam gravando para assistir mais tarde em um período máximo de sete dias). Lembrando que a audiência é medida através do sistema de amostragem.

Pelo oitavo ano consecutivo a Fox conquistou o primeiro lugar na audiência do público alvo do anunciante, que compreende a faixa etária entre 18 e 49 anos. A vitória foi conquistada graças ao programa American Idol, seu carro chefe, responsável por um terço de sua audiência na última Temporada.

A CBS ficou em segundo lugar na medição da audiência pelo público alvo, mas conquistou o primeiro lugar na soma do público em geral. Com a transmissão de jogos esportivos, a NBC saiu do quarto lugar na audiência americana, posição que ocupava há oito anos. Ela aparece em terceiro lugar, posição que era ocupada pela ABC, que ficou em quarto lugar. No entanto, a diferença entre os dois canais é mínima.

Mas as mudanças mais significativas ocorreram com o canal CW, que permanece em último lugar. Os números registrados revelam uma queda significativa de sua audiência em relação à Temporada anterior, tanto na audiência total quanto entre o público alvo.

As 10 séries de maior audiência da TV americana – rede aberta
(a lista abaixo não leva em consideração outros formatos de programas como esportes, reality shows, humorísticos, talk shows ou noticiários):

Entre o público alvo (18-49 anos): rating/share

1. Modern Family – 5.54/15
2. The Big Bang Theory – 5.53/17
3. Two and a Half Men – 5.10/12
4. 2 Broke Girls – 4.35/11
5. Grey’s Anatomy – 4.23/11
6. New Girl – 4.20/11
7. How I Met Your Mother – 4.12/12
8. Once Upon a Time – 4.10/10
9. NCIS – 4.01/11
10. Family Guy – 3.79/9

Nas cinco posições seguintes entram Mike & Molly (3.77/9), Criminal Minds (3.73/10), Rob (3.71/10), Glee (3.66/10) e Terra Nova (3.58/9).

Por milhões de telespectadores
1. NCIS – 19.491 milhões
2. NCIS: Los Angeles – 16.011 milhões
3. The Big Bang Theory – 15.820 milhões
4. Two and a Half Men – 14.639 milhões
5. The Mentalist – 14.570 milhões
6. Person of Interest – 14.337 milhões
7. Criminal Minds – 13.196 milhões
8. Modern Family – 12.930 milhões
9. CSI – 12.490 milhões
10. Castle – 12.181 milhões

Nas cinco posições seguintes entram Blue Bloods (12.159 milhões), Unforgettable (12.106 milhões), Rob (12.012 milhões), Havaí 5-0 (11.834 milhões) e The Good Wife (11.830 milhões).

'NCIS'

Os números dos canais:

Audiência média por canal na faixa 18-49 anos:
Fox: 3.2  milhões de telespectadores (queda de 9% em relação à Temporada 2010-2011)
CBS: 3.0 milhões de telespectadores (aumento de 3% em relação à Temporada de 2010-2011)
NBC: 2.5 milhões de telespectadores (aumento de 9% em relação à Temporada de 2010-2011)
ABC: 2.4 milhões de telespectadores (queda de 4% em relação à Temporada de 2010-2011)
CW: 0.7 mil telespectadores (queda de 22% em relação à Temporada de 2010-2011)

Audiência média por canal na totalidade:
CBS: 11.7 milhões de telespectadores (aumento de 1% em relação à Temporada 2010-2011)
Fox: 8.9 milhões de telespectadores (queda de 9% em relação à Temporada 2010-2011)
ABC: 8.4 milhões de telespctadores (queda de 1% em relação à Temporada de 2010-2011)
NBC: 7.4 milhões de telespectadores (aumento de 5% em relação à Temporada de 2010-2011)
CW: 1.7 milhões de telespectadores (queda de 15% em relacão à Temporada 2010-2011)

Audiência média na faixa etária entre 18-34 (público alvo do canal CW)
Fox: 2.7 milhões de telespctadores (queda de 13% em relação à Temporada anterior)
NBC: 2.0 milhões de telespectadores (aumento de 5% em relação à Temporada anterior)
CBS: 1.9 milhões de telespctadores (não houve mudanças)
ABC: 1.8 milhões de telespectadores (queda de 5% em relação à Temporada anterior)
CW: 0.8 mil telespectadores (queda de 20% em relação à Temporada anterior)

Faixa etária média do público por canal:
CBS: média de 55.6 anos de idade
ABC: média de 52.3 anos de idade
NBC: média de 49.3 anos de idade
Fox: média de 46.2 anos de idade
CW: média de 37.1 anos de idade

Vejam aqui como fazer a leitura dos números da audiência. Cliquem nas imagens para ampliar.

CBS renova onze séries

O mês de maio costuma ser o período no qual é realizado o Upfront, evento no qual os canais de rede aberta dos EUA divulgam sua nova programação para a temporada que tem início no mês de setembro. Com isso, são reveladas quais produções foram canceladas e quais novos projetos foram transformados em séries. No entanto, por vezes os canais antecipam alguns anúncios, especialmente aqueles relacionadas à renovação de séries, as quais já teriam sua continuidade prevista. Foi o que fez o canal CBS esta tarde.

Em nota oficial o canal anunciou a renovação das seguintes séries:  2 Broke Girls, Mike & MollyPerson of InterestHawaii Five-0, Blue BloodsThe Good Wife, NCIS, NCIS: LA, Criminal Minds, CSI The Mentalist. Lembrando que já estavam renovadas as séries How I Met Your Mother (até 2013) e The Big Bang Theory (até 2014).

Ainda falta decidir o futuro das séries Unforgettable, RobA Gifted ManCSI: Miami, CSI: NY e Rules Of Engagement, bem como a continuidade de Two And A Half Men, a qual ainda está em fase de negociações entre o canal e o estúdio, bem como com o ator Ashton Kutcher, que substituiu Charlie Sheen.

Em termos de números, as séries que foram renovadas apresentam a seguinte audiência para a atual temporada:

Blue Bloods: 10.4 milhões com 1.6% entre o público alvo (18-49 anos)
NCIS: 17.7 milhões de telespectadores com 3.4% entre o público alvo;
NCIS: LA: 14.8 milhões com 3.0% entre o público alvo;
Person of Interest: 12 milhões com 2.6% entre o público alvo;
The Mentalist: 12 milhões com 2.4% entre o público alvo (quando exibida na sexta-feira, a série baixou para 11.8 milhões com 2%).
Criminal Minds: 11.6 milhões com 3.1% entre o público alvo
The Good Wife: 10 milhões com 2% entre o público alvo.
Hawaii Five-0: 9.8 milhões com 2.7% entre o público alvo (a série já foi vendida para ser exibida em reprises pelo canal TNT americano que passará a apresentá-la a partir de 2014)
CSI: 10.6 milhões com 2.5% entre o público alvo.
2 Broke Girls: 10.8 milhões com 4% entre o público alvo.
Mike & Molly: 10.9 milhões com 3.5% entre o público alvo.

17/02/2012

às 16:34 \ Atores Convidados, Séries Anos 2010-2019

Matthew Perry em ‘The Good Wife’

Matthew Perry em 'The Good Wife'

O ator que fez sucesso como Chandler em Friends ainda não conseguiu retornar com uma nova série. Mr. Sunshine e Studio 60 foram canceladas com poucos episódios produzidos, mas Matthew Perry conseguiu acertar uma participação em The Good Wife que poderá trazê-lo de volta à TV.

Na série, o ator interpretará Mike, um advogado de Chicago, membro de um comitê que investiga um tiroteio envolvendo policiais. Segundo a revista EW, que divulgou a notícia, suas convicções o levarão a enfrentar Alicia. Esta acredita que Mike está mais interessado em política que na verdade.

A participação do ator será recorrente, podendo retornar para a próxima temporada, caso a série seja renovada.

Perry estreia em The Good Wife no episódio que irá ao ar nos EUA no dia 25 de março. Cliquem na primeira imagem para ampliar.

Matthew e Julianna Margulies em cena de 'The Good Wife'

Merlin e a 2ª Temporada de The Good Wife Chegam em DVD

A Paramount promete para o dia 16 de fevereiro o lançamento da primeira temporada da série juvenil inglesa “Merlin“, produção que narra as aventuras do mago quando ainda era um adolescente.

Estrelada por Colin Morgan (Merlin), Bradley James (Arthur), Katie McGrath (Morgana) e o veterano ator John Hurt, como a voz do Dragão, a série estreou no Reino Unido em 2008. No Brasil, a produção chegou pelos canais HBO Family e Disney Channel.

A série é situada em Camelot em um período anterior à famosa história do Rei Arthur e seus Cavaleiros da Távola Redonda. No reino vivem pessoas que lutam pelo poder. Seu soberano, o tirano Uther Pendragon proibiu a magia.

Assim, Merlin, um jovem dotado de extraordinários poderes, precisa esconder sua identidade. Ao chegar em Camelot, ele logo faz seus primeiros inimigos, entre eles, o obstinado príncipe Arthur.

Aconselhado por Gaius, o sábio médico de Uther, Merlin usa seus talentos, não só para sobreviver, mas também para revelar os místicos segredos de Camelot. Ao fazer isso, Merlin descobre que seu destino e o de Arthur, o futuro líder do reino, estão inevitavelmente ligados.

A primeira temporada com 13 episódios, divididos em quatro discos, será lançada em um box com opções de áudio em inglês e português, com legendas em português. Formato de tela Widescreen anamórfico 16×9. A Paramount não incluiu material Extra no box, que tem o valor sugerido de 59,90.

No mesmo dia, a distribuidora lançará a segunda temporada de “The Good Wife“, que virá sem opção de áudio em português.

No material Extra o box traz: cenas Inéditas, festa de lançamento da 1a. Temporada em DVD, e os documentários “A Conversation with The Kings partes 1 e 2″, “Por Dentro do Episódio: Desvendando o Caso, Os Processos da Produção e Pós-Morte”, “Os Vídeos de Alan Cumming”, “Uma Noite com The Good Wife” e “Videoclipes de Campanha: Stiff Sentece , Peter Is the Man e Wendy Scott-Carr”. Serão seis discos com o valor sugerido de 99,90.

A Paramount também lançará no dia 16 de fevereiro um pacote com as duas temporadas de “The Good Wife” e um outro com as quatro temporadas de “Dexter“.

Confiram aqui outros lançamentos de séries em DVD já agendados.

17/09/2011

às 12:19 \ Emmy Awards, Opinião

Emmy 2011 – Séries Dramáticas

Mais um ano, mais um Emmy. Estamos na véspera do maior evento do ano para a televisão americana. Realizada há 63 anos, a cerimônia de entrega do prêmio Emmy, oferecido pela Academia de Televisão, marca o final de um período e a recompensa por um trabalho realizado. É bem verdade que, daqui a alguns anos, ninguém mais vai se lembrar quem ganhou o que e quando. O valor é momentâneo, pois a fama de uma série ou de um ator depende de sua durabilidade na telinha ou do reconhecimento do público, bem como da lembrança da mídia.

Vamos e convenhamos, ninguém mais se lembra ou se importa com o fato de que a produção britânica “Upstairs, Downstairs” (a série original) concorreu e ganhou três vezes derrotando as americanas “Os Waltons”, “São Francisco Urgente”, “Kojak”, “Columbo”, “Família, “Baretta” ou  ”Os Novos Centuriões/Police Story”, séries cultuadas até hoje. Também não importa mais que “Cidade Nua” nunca tenha ganho um Emmy ou que “Dallas” e “Dinastia” tenham sido indicadas na categoria de Melhor Série Dramática; ou que “O Desafio/The Practice” e “24 Horas” tenham sido consideradas melhor que “Os Sopranos”.

Afinal, não é o Emmy que determina a qualidade de uma série para o público ou para os críticos. Seu valor é maior para aqueles que fazem parte da indústria. Ser indicado ou sair vencedor eleva seu valor de mercado e poder de barganha.

Este ano o Emmy de Melhor Série Dramática é disputado por seis produções: “Mad Men”, “The Good Wife”, “Boardwalk Empire”, “Game of Thrones”, “Friday Night Lights” e “Dexter“. A grande dúvida da noite não é quem sairá vencedor mas se “Mad Men” será desbancada.

Qualquer um que derrote esta série ganhará da noite para o dia um reconhecimento instantâneo, merecendo ou não. O fato da série de Matthew Weiner sair vencedora por três anos seguidos é motivo de discórdia para uma parte do público, visto que muitos preferem acompanhar premiações que ofereçam resultados diferentes a cada ano. É a regra do ansioso que vem predominando nos meios de comunicação. Se não houver novidades, se não houver surpresas e reviravoltas, a ‘coisa tá chata’.

Mas este ano “Mad Men” ainda é uma forte concorrente. Para perder o prêmio ela teria que ter declinado em sua qualidade ou teria que ter surgido uma nova produção/temporada superior ao conteúdo oferecido por ela, o que não ocorreu.

A série vem crescendo em qualidade a cada temporada e este ano é representada por seis episódios fortes e consistentes que, por si só, já determinam a superioridade da produção. Juntos, se tornam quase imbatíveis.

Digo quase porque sempre existem fatores externos ao conteúdo desenvolvido por uma série que podem alterar o resultado do ‘concurso’. O destaque dos episódios indicados fica por conta do excelente “The Suitcase”, o qual explora a relação entre Don e Peggy.

Antes de continuar, um esclarecimento: os produtores de uma série inscrevem seis episódios que representarão a produção no Emmy. Estes seis episódios são divididos em três pacotes com dois episódios cada, os quais são distribuídos aos membros votantes da Academia. Desta forma, nem todos assistem aos mesmos episódios. Por isso mesmo, é necessário inscrever os melhores, que possam se completar quando formarem dupla com outro.

Confiram aqui a lista dos episódios inscritos por cada produção e profissional que concorre ao Emmy.

A série que, ao meu ver, está à altura de disputar a estatueta com “Mad Men” é “The Good Wife”, única produção dos indicados nesta categoria que representa a TV aberta. O lema desta série deveria ser: ‘nem parece CBS’.

Este canal vem, nos últimos anos, se acomodando em oferecer produções de fórmulas, geralmente policiais ou sitcoms tradicionais (que têm como base a caricatura). É um canal que não se arrisca mais com receio de não dar certo. Como resultado, os roteiros oferecidos por suas séries são repetitivos, reproduzindo e predominando o que já vem sendo feito há décadas pelos gêneros explorados pelo canal.

“The Good Wife” segue esta linha ao apresentar uma produção situada em um ambiente de tribunal, gênero mais que explorado ao longo dos anos.

No entanto, seus roteiros conseguem oferecer personagens e situações que extrapolam o lugar comum, chegando muito próximo ao conteúdo que, nas últimas décadas, vem sendo encontrado mais na TV a cabo. Com diálogos inteligentes, sucintos e bem aproveitados, temos uma série que aborda diversos temas e situações. Para completar, nem todos os personagens são simpáticos, heróis ou corretos, nem têm personalidades de fácil leitura. Mesmo Alicia, a protagonista da série, não é uma pessoa agradável de se conviver.

Neste Emmy a série é representada por seis episódios sólidos, com temas diferenciados, que oferecem situações independentes mas que não deixam de lado os personagens e a trama proposta. O agrupamento dos episódios favorece a série, oferecendo ao júri os contrastes de personalidades dos personagens bem como dos temas propostos. O destaque fica por conta do excelente episódio “VIP Treatment”, no qual a equipe de advogados precisa decidir em poucas horas se representa ou não uma massagista que acusa uma figura pública de tentar molestá-la.

“Boardwalk Empire”, ao meu ver, ficaria em terceiro lugar entre os indicados a Melhor Série Dramática. Trata-se de uma produção muito boa, com uma excelente proposta, mas que nesta primeira temporada não conseguiu atingir seu potencial.

A qualidade de roteiros variou ao longo da exibição da série, prejudicando o desenvolvimento de alguns personagens e situações.

Como se não bastasse, os protagonistas perdem para os coadjuvantes. Nelson é, de longe, um personagem mais interessante que Nucky; o mesmo vale para a esposa de Jimmy, que se sobrepõe à Margaret.

Mesmo assim, “Boardwalk Empire” se torna um forte candidato ao Emmy, a ponto de ameaçar a soberania de “Mad Men”, por ser uma produção de Martin Scorsese. Quer queiram, quer não, este fator pesa, e muito, na decisão final. Dificilmente a Academia de Televisão negará a Scorsese o prêmio Emmy de Melhor Série Dramática. Ainda mais tendo um episódio dirigido por ele entre aqueles que foram oferecidos para avaliação.

O pacote de episódios de “Boardwalk Empire” não é forte e consistente como os de “Mad Men” e “The Good Wife”. Vários se apóiam na fraca relação entre Nucky e Margaret ou no envolvimento entre Jimmy e a Máfia de Chicago, que poderia ter sido mais aprofundado. Poucos dão destaque aos personagens coadjuvantes, que poderiam contribuir para a série se fortalecer na corrida ao prêmio. Por isso mesmo, o destaque fica por conta de “A Return to Normalcy”, último episódio da temporada, no qual temos um leque maior de situações e personagens, os quais permitem um retrato mais significativo e consistente de “Boardwalk Empire”.

Em quarto lugar fica “Game of Thrones“, série coqueluche do ano que, se não tivesse sido indicada, a Academia seria ‘execrada em praça pública’ pelos fãs, pelos críticos e pela mídia.

Trata-se de uma produção com uma excelente proposta e acabamento visual, mas que peca nos diálogos.

Como comentei aqui, os roteiristas não souberam adaptar a obra literária ao oferecer diálogos excessivamente expositivos e repetitivos, que enfraqueceram a trama e os personagens.

Muitos deles nem precisavam ter suas histórias explicadas neste momento, pois suas ações e trajetórias já teriam sido suficientes para situá-los na trama. Mas os roteiristas acharam por bem explicar nos mínimos detalhes quem é quem e o que querem.

Neste primeiro momento, “Game of Thrones” é uma série de época, visto que os elementos de fantasia propostos pela história não são significativos, o que eleva o potencial da série para a corrida pelo Emmy. Como devem saber, a Academia não tem tradição de favorecer séries de ficção ou fantasia. Ao longo de seis décadas apenas “Além da Imaginação”, “Jornada nas Estrelas (original e Nova Geração)”, “A Bela e a Fera”, “Contratempos”, “Arquivo X”, “Lost”, “Heroes” e “True Blood” foram indicadas nesta categoria, sendo que “Lost” foi a única que saiu vencedora. Mesmo assim, ganhou por seu primeiro ano, quando os elementos fantásticos não eram tão determinantes quanto nas demais temporadas. De qualquer forma, foi um precedente.

O pacote de episódios de “Game of Thrones” tem duas vantagens: favorece todos os personagens introduzidos nesta temporada e forma duplas com episódios em sequência. Por exemplo, o primeiro pacote é composto do piloto e do segundo episódio; o segundo pacote é formado pelos episódios seis e sete; e o terceiro pelos dois últimos episódios. Com isso, as situações propostas conseguem se apresentar com mais clareza para aqueles que não assistiram a temporada quando exibida na TV.

A primeira dupla favorece o núcleo de personagens da família Stark; o segundo favorece o grupo de Daenerys e os Lannisters; já o terceiro traz uma relação de todos os personagens e situações propostas, completando-se com um desfecho. Cada pacote traz um episódio que se sobressai ao outro. Tal como ocorre com “Boardwalk Empire”, a força da série está representada no último episódio, “Fire and Blood”.

Em quinto lugar na lista está “Friday Night Lights“, série já cancelada, que concorre por sua última temporada. Embora aclamada pela crítica, a produção nunca figurou na lista do Emmy nesta categoria. Concordo quando a imprensa americana afirma que a presença da série neste ano é uma forma da Academia tentar reconhecê-la antes que se vá. O que me faz lamentar que não tenham tido a mesma consideração por “A Escuta/The Wire” ou “Battlestar Galactica” que, embora situada em um ambiente de ficção científica, tratava-se de uma série política.

Podemos considerar “Friday Night Lights” como a zebra da noite. Embora não tenha força para ganhar o prêmio sempre existe a possibilidade da Academia enlouquecer e dar à produção o Emmy de Melhor Série Dramática. Mas, embora seja boa, ela não está bem representada.

Os produtores cometeram o erro de escolher os seis últimos episódios da temporada para retratar a série. E visto que se trata da despedida, temos um longo segmento composto por muita choradeira, declarações melosas e posturas nobres adotadas por diversos personagens para definir suas respectivas situações, à base de muito videoclipe, o que, no conjunto geral, prejudicam as chances da série na corrida pelo prêmio. Para os fãs que acompanharam “Friday Night Lights” a temporada pode ter lhes dado um bom final para a série, mas para aqueles que vão conferir apenas esses seis episódios para avaliar a produção, é enjoativo, mesmo quando conferido dois a dois.

Por último está “Dexter”, produção que figura nesta lista todo ano desde 2008. Que os fãs desta série me desculpem, mas “Dexter” entrou nesta lista por força do hábito. Até mesmo o mais apaixonado por esta produção terá de admitir que a quinta foi a pior temporada já produzida até agora.

Com isso, “Dexter” tirou o lugar de séries que mereciam e poderiam ter seus trabalhos reconhecidos pelas indicações ao prêmio, como é o caso de “Treme”, “Men of a Certain Age” ou “Justified”.

Tal como “Game of Thrones”, a produção de “Dexter” entregou episódios sequenciais para a formação de cada dupla. Assim temos os episódios sete e oito; nove e dez; e onze e doze, que representam o final da temporada.

No entanto, existe um desequilíbrio de conteúdo oferecido pelos episódios. Na primeira sequência/dupla, temos uma história que favorece o personagem principal, apresentando-o em sua transição entre as situações que ocorreram na quarta temporada e a que se inicia. Portanto, as histórias são fortemente centradas em sua confusão mental. As duas duplas seguintes salientam sua relação com Lumen, favorecendo a personagem convidada, além de mostrar Debra e suas investigações. Ao meu ver, o único episódio forte deste pacote é o primeiro, que faz a transição entre temporadas.

“Dexter” tem pouca ou nenhuma chance de sair vencedora na cerimônia de domingo à noite. Na verdade, não dá para considerá-la sequer uma zebra na corrida pelo Emmy. Se ganhar, podemos gritar em uníssono: injustiça! Porque não estará recebendo o prêmio por seu desempenho em 2010.

De minha parte, acredito que “Boardwalk Empire” sairá vencedora, mas isto não me impedirá de continuar torcendo por ”Mad Men”. No entanto, não farei ‘cara feia’ se “The Good Wife” receber o prêmio. Se “Game of Thrones” ganhar será apenas ‘a cereja em cima do bolo’, visto que a produção não precisa do prêmio para conquistar o reconhecimento e o respeito da indústria.

A cerimônia de entrega do prêmio será exibida no Brasil pelo canal Warner, a partir das 21h.

18/08/2011

às 19:15 \ Séries Anos 2000-2009, Trailers

Promo de The Good Wife – 3a. Temporada

A terceira temporada da série estreia nos EUA no dia 25 de setembro. Entre os atores convidados já confirmados está Lisa Edelstein (House), que terá participação em alguns episódios interpretando uma velha amiga de Will (Josh Charles); Michael Arden (Kings), com participação semiregular interpretando um professor de filosofia, que se torna potencial romântico de Owen (Dallas Roberts), irmão de Alicia; Harvey Fierstein, que será visto em um episódio como um juiz liberal que preside um dos casos defendidos por Alicia; Parker Posey (The Return of Jezebel James), como a esposa de Eli Gold (Alan Cumming); Peter Jacobson (House), que será visto no primeiro episódio; e Bill Heck, com um novo advogado assistente, que poderá se envolver com Diane (Christine Baranski).

17/08/2011

às 17:58 \ Atores Convidados, Séries Anos 2010-2019

Foto: Lisa Edelstein em The Good Wife

Como devem se lembrar, Lisa Edelstein trocou “House” por “The Good Wife”. A intérprete de Cuddy não conseguiu chegar a um acordo financeiro com a produção de “House” e por isso deixou o elenco da série. Mas ela não ficou desempregada por muito tempo.

Em junho foi divulgado que ela teria participações em “The Good Wife”, na qual interpretará uma advogada, velha amiga de Will (Josh Charles).

Hoje a atriz divulgou em seu Twitter a primeira foto dela na série…bom, quase, já que se trata de uma imagem de bastidores. Na foto, enquanto aguardam a gravação de uma cena, Josh brinca de assustar Lisa.

Os dois já trabalharam juntos em dois episódios da sitcom “Sports Nights”, estrelada por Josh (entre outros), na qual Lisa teve participações.

A terceira temporada de “The Good Wife” estreia nos EUA no dia 25 de setembro. Ainda não há previsão de quando chegará ao Brasil.

Cliquem na imagem para ampliar.

11/08/2011

às 19:07 \ Cartazes, Séries Anos 2000-2009

Novo Cartaz de The Good Wife – 3a. Temporada

A nova temporada de “The Good Wife” estreia nos EUA no dia 25 de setembro. Cliquem na imagem para ampliar.

02/08/2011

às 14:41 \ Cartazes, Séries Anos 2000-2009

Cartaz de The Good Wife – 3a Temporada

Em diversas ocasiões os produtores de “The Good Wife” disseram que se arrependiam pela escolha desse título, o qual passa uma ideia errada sobre o conteúdo que é desenvolvido pela série. Agora que a terceira temporada da série será exibida nos EUA aos domingos, concorrendo com “Desperate Housewives”, o cartaz que divulga a série faz referência ao problema com o nome. No texto lê-se: “Não deixe que o título o engane”.

A nova temporada de “The Good Wife” estreia nos EUA no dia 25 de setembro.

Cliquem na imagem para ampliar.

28/07/2011

às 18:38 \ Atores Convidados, Séries Anos 2010-2019

Eddie Izzard em The Good Wife

Já faz algum tempo que o ator vem rondando as séries de televisão. Conhecido por seu trabalho no cinema, entre eles “Doze Homens e Outro Segredo” e “Operação Valquíria”, o ator já estrelou a série “The Riches”, que teve apenas duas temporadas. Eddie Izzard também foi visto recentemente na última temporada de “United States of Tara”, na qual interpretou o professor de psicologia de Tara.

Agora Izzard une-se à lista de atores convidados de “The Good Wife”. Ele será visto na terceira temporada da série interpretando Abbot Thrush, um advogado britânico que enfrenta a Lockhart and Gardner nos tribunais. A diferença é que o embate será feito em uma corte inglesa.

Segundo os produtores em declaração à imprensa, o ator será visto em um único episódio mas “as portas estarão abertas sempre que ele quiser voltar”.

Além de Izzard, a série também terá a presença de Lisa Edelstein, ex-House”, que teve sua participação divulgada em junho.


 

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