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That Girl

14/04/2013

às 11:06 \ Curiosidades, Documentários, Televisão

Documentário aborda a influência de ‘Dinastia’ na moda da década de 1980

Figurinos de 'Downton Abbey'

Com a grande quantidade de séries de época sendo produzidas atualmente, fica clara a importância do figurino nas produções televisivas. Esta é uma parte da produção muito valorizada pelo público e pela mídia. O figurino dos personagens tem o poder de atrair o interesse do telespectador para uma série, sendo que sua qualidade (ou a falta dela) é capaz de segurá-lo durante anos ou simplesmente perdê-lo. Independentemente do texto ou do desenvolvimento de personagens, o telespectador é capaz de acompanhar uma série de TV apenas para conferir cenários e figurinos dos personagens.

O visual de uma série é o que os especialistas chamam de ‘cobertura do bolo’. O ‘bolo’ é a base de uma produção (texto e desenvolvimento de personagens). Quando bem feito, o visual apenas completa com ‘chave de ouro’ uma boa produção. Mas isto não significa que as produções ‘abatumadas’ são automaticamente canceladas. Muitas são salvas pela ‘cobertura do bolo’, já que existem telespectadores que julgam a qualidade de uma série a partir de seu visual.

A moda hippie dos 'Monkees' nos anos de 1960

A Academia de TV Americana começou a valorizar os trabalhos do figurinista a partir de 1965, quando entregou o prêmio para Noel Taylor, por The Magnificent Yankee, telefilme da NBC. A categoria não era regular, visto que em alguns anos não chegou a oferecer indicados.

A primeira minissérie a ganhar o prêmio foi a britânica Elizabeth R, em 1972. Somente em 1977 é que o prêmio foi dado a uma série de TV, neste caso, a produção britânica The Pallisers, situada na Era Vitoriana. Já a primeira série americana a receber o prêmio foi uma produção de ficção científica: Battlestar Galactica, versão original, em 1979.

O figurino se tornou parte importante de uma produção de TV a partir da década de 1960. Nos anos de 1950, quando a TV era em preto e branco, a maior preocupação dos figurinistas era a de selecionar roupas e acessórios claros e escuros para que pudessem ser bem distinguidos no vídeo, independentemente da cor ou da combinação. Embora existissem, os estampados eram mais raros.

Visto que nessa época as produções televisivas eram de baixo custo, era comum os personagens de uma série terem um guarda-roupa limitado. Em geral, apenas aquelas que faziam mais sucesso com o público variavam o figurino (e mesmo assim, de forma limitada). Quem cresceu assistindo às séries das décadas de 1950 e 1960 vai se lembrar que era normal ver o protagonista vestindo a mesma roupa episódio após episódio (especialmente os homens). Estas roupas se tornavam ‘marca registrada’ dos personagens, a exemplo de Bat Masterson ou James West.

Marlo Thomas em 'Que Garota!/That Girl'

Na década de 1960, com a chegada da TV a cores, o figurino começou a ser mais valorizado pela produção de uma série, especialmente aquelas voltadas para a geração jovem. Buscando absorver o movimento de contracultura da época, as produções televisivas começaram a trazer uma preocupação maior com o visual (cenário e estilos de filmagens) bem como o figurino de seus personagens.

As roupas coloridas se tornaram uma obrigação, a minissaia uma constante e a moda hippie uma consequência.

Os Monkees foi uma das primeiras (senão a primeira) série de TV a trabalhar a moda masculina da época. Até a década de 1960, os personagens masculinos se vestiam com ternos sóbrios (escuros ou claros) ou roupas de lazer tradicionais. Com os Monkees, o protagonista masculino ganhou camisas coloridas, gravatas estampadas e acessórios (que não se limitavam ao chapéu ou bengala). Vale a pena lembrar que antes deles, a moda hippie já se fazia sentir nas séries de TV a partir de personagens secundários, convidados especiais ou até mesmo com protagonistas que viviam uma determinada situação em um ou outro episódio.

A preocupação com a moda fez surgir o que eu classifico como ‘personagem Barbie’ ou seja, aquele personagem que é criado para ser uma boneca, trocando de roupa ‘a cada cena’, adotando um estilo e ditando moda. Uma das primeiras personagens que surgiu com essa característica foi Anne Marie (Marlo Thomas, hoje conhecida como a mãe de Rachel em Friends) de Que Garota!/That Girl, sitcom precursora de Mary Tyler Moore na temática feminista.

(E-D) Farrah Fawcett, Kate Jackson e Jaclyn Smith em foto de divulgação da série 'As Panteras', na década de 1970

Na história, Anne é uma aspirante a atriz que sai de casa para viver em um apartamento de Nova Iorque. Enquanto faz testes para comerciais, filmes e programas de TV, ela se sustenta com trabalhos temporários. Anne é namorada de Donald (Ted Bessell), com quem pretende se casar depois que se estabelecer como atriz. Apesar de não ter salário para isso, Anne mantinha um invejável guarda-roupa.

Seu equivalente hoje é New Girl. Sabendo disso, a campanha publicitária de lançamento desta série fez diversas referências à produção da década de 1960.

Na década seguinte, a série que melhor representou a categoria ‘personagem Barbie’ foi As Panteras. Produzida por Aaron Spelling, que se tornaria o rei das séries glamour, As Panteras introduziu três personagens (seis ao longo da produção), que pareciam modelos de capa de revista interpretando detetives particulares.

Chamando mais a atenção para sua aparência que para suas habilidades, cada personagem trocava constantemente de roupa, desfilando com peças que se tornaram (ou já eram) moda. Uma das muitas razões pelas quais Kate Jackson decidiu deixar o elenco da série.

O sucesso de As Panteras influenciou a mudança drástica pela qual A Mulher Maravilha passou a partir de sua segunda temporada. Tendo iniciado suas aventuras na década de 1940, a personagem Diana Prince se viu transportada para os anos de 1970, época em que (praticamente) abandonou os óculos e o coque passando por uma transformação à la ‘patinho feio que vira cisne’.

(E-D) Linda Evans, John Forsythe e Joan Collins em 'Dinastia', nos anos de 1980

Na década seguinte, com o sucesso das novelas noturnas que viriam a influenciar a narrativa dos seriados, a moda se tornou um dos principais ingredientes da ‘fórmula de sucesso’. Entre seus maiores representantes estão Dallas e sua rival Dinastia. Vivendo no meio da alta sociedade, os personagens dessas duas produções introduziram figurinos exclusivos que foram posteriormente reproduzidos para ‘as pessoas comuns’.

Dinastia é considerada a primeira série de TV a criar sua própria linha de roupas, acessórios e perfumes. Por isso mesmo, ela será lembrada pelo documentário The ’80s: The Decade That Made Us, produção do canal americano National Geographic que traça o perfil cultural de uma geração. Abordando temas como política, tecnologia e revoluções sócio-culturais, o programa mostra como esse período definiu a sociedade como ela é hoje.

Narrado por Rob Lowe (Parks & Recreation), um dos ídolos da geração anos 80, o documentário será apresentado a partir do dia 14 de abril nos EUA. São seis episódios que serão exibidos em três noites consecutivas. Vamos torcer para que o canal NatGeo traga o documentário para o Brasil.

Cliquem nas fotos para ampliar.

No primeiro vídeo, chamada do programa; no segundo, trecho sobre Dinastia e a moda.

22/12/2010

às 11:52 \ Atores Convidados, Pilotos de Séries

Atualização de Elenco: Séries e Pilotos

James Marsden (no centro) em participação especial na série "Mordern Family" (Foto ABC/Divulgação)

Atores Convidados

Modern Family - O ator James Marsden, de “Ally McBeal”, será visto no episódio “Slow Down Your Neighbors”, que irá ao ar nos EUA no dia 5 de janeiro. Na história, ele interpreta um vizinho do casal Cameron e Mitchell.

No Ordinary Family - A atriz Joanne Kelly, de “Warehouse 13″, estará no episódio “No Ordinary Detention”, que irá ao ar nos EUA no dia 18 de janeiro. Ela interpreta Rachel Jacobs, uma agente da Corregedoria que começa a investigar Jim (Michael Chiklis). Outro que marcará presença na série é Anthony Michael Hall, de “O Vidente/The Dead Zone”, mas a produção não divulgou detalhes sobre seu personagem.

Raising Hope - Conhecida como Chloe em “24 Horas”, a atriz Mary Lynn Rajskub terá participação em um episódio dessa sitcom da Fox, que irá ao ar nos EUA em fevereiro. Ela interpretará a esposa do primo Mike (Skyler Stone). A série está prevista para estrear no Brasil pelo canal I.Sat, que ainda não agendou uma data.

Gossip Girl – Billy Baldwin retorna em nova participação na série, interpretando pai de Serena (Blake Lively) e Eric (Connor Paolo). Ele será visto em, pelo menos, dois episódios.

Castle – O ator Jason Wiles, que esteve no elenco de “Persons Unknown”, terá participação em um episódio da série que irá ao ar nos EUA em fevereiro. Ele será um velho amigo de Castle (Nathan Fillion), que se torna o principal suspeito de um assassinato.

The Defenders – Dean Norris, de “Breaking Bad”, Daniel J. Travanti, de “Chumbo Grosso/Hill Street Blues”, e Michelle Greene, de “Nos Bastidores da Lei/L.A. Law”, estão no elenco do episódio “Nevada v. Donnie The Numbers Guy”, que irá ao ar nos EUA no dia 1º de janeiro. Na história, 17 anos após desaparecer na noite em que sua esposa foi assassinada, um homem (Norris) retorna e pede ajuda a Nick para provar sua inocência. Travanti interpreta um personagem chamado Carmine. Não foram divulgados detalhes sobre ele. Já Michelle, interpreterá a juíza Glynn.

Pilotos

Veep - O projeto de série da HBO que será estrelado por Julia Louis-Dreyfus também terá no elenco os atores Reid Scott, de “The Big C”, Tim Simons, Matt Walsh e Anna Chlumsky. Criado por Armando Iannucci, a história gira em torno da Senadora Selina Meyer (Julia) que se torna Vice Presidente do país. O projeto foi anunciado em outubro.

That Girl – Criado por Lauren Iungerich, de “10 Things I Hate About You”, a série gira em torno de Jenna, uma estudante que sofre um acidente no banheiro, o qual é encarado por todos na escola como uma tentativa de suicídio. Lutando para conquistar a atenção das pessoas, Jenna mantém a farsa. No elenco está Desi Lydic, que interpretará a conselheira escolar de Jenna. O projeto da MTV foi anunciado em maio.

The Wedding Band - Brian Austin Green, atualmente no elenco de “Desperate Housewives”, Harold Perrineau, de “Lost”, Peter Cambor, visto em “NCIS: LA”, e Derek Miller, de “Secret Girlfriend”, entraram para o elenco desse piloto do canal a cabo TBS. A história acompanha a vida de um grupo de amigos que, para fugir da correria e preocupações da vida, forma uma banda que se apresenta em casamentos e outros eventos familiares. Criado por Josh Lobis e Darin Moiselle o projeto foi anunciado em outubro.

The InBetweeners - A versão americana terá no elenco os atores Joey Pollari, Bubba Lewis, Zack Pearlman, Mark L. Young e Alex Frnka. Adaptada por Brad Copeland, a história acompanha a vida de quatro jovens que se encontram em uma posição intermediária entre as classes sociais formadas pelos seus colegas de escola, bem como na vida, na qual estão entre a infância e a vida adulta; daí o título. Dessa forma, os rapazes parecem não se enquadrar em nenhum lugar ou situação. A série original inglesa teve apenas três temporadas, mas ganhará uma versão cinematográfica. O projeto da adaptação americana foi divulgado em junho.

Eden – Criada por Ken e Mary Hanesque, a história acompanha a vida de um recepcionista que, com a ajuda de seu primo, um golpista fugitivo, trabalha em um hotel de Nova Iorque. O objetivo da dupla é conseguir um dinheiro extra oferecendo aos hóspedes tudo o que eles desejarem, não importa o custo. No elenco estão Nick D’Agosto, de “Heroes”, que interpretará o recepcionista, e Enver Gjokaj, de “Dollhouse”, que viverá o golpista. O projeto foi divulgado em novembro, para o USA Networks.

04/05/2010

às 19:32 \ Pilotos de Séries

Novos Projetos e Pilotos – Parte 31

Novamente atrasei as postagens de divulgação de novos projetos que estão em desenvolvimento para serem transformados em séries de TV. Tentarei listar todos que se acumularam nessas últimas semanas. Começo pelo canal Epix, que surge da união de forças da Lionsgate com a Viacom e MGM. Já tinha divulgado os pilotos de “Tough Trade“, com Sam Sheppard, e “iCon“, de Larry Charles.

A intenção do Epix é entrar no segmento seriado, fazendo frente a outros canais a cabo. Assim sendo, o Epix divulgou nas últimas semanas, o desenvolvimento de dois outros projetos. O primeiro tem como base o livro “Villains of All Nations“, de Marcus Rediker. A obra faz uma análise do período situado entre os anos de 1650 e 1730, narrando histórias sobre piratas.

O segundo projeto do Epix também tem como base uma obra literária, “Still Holding“, escrita por Bruce Wagner, que associou-se ao diretor Oliver Stone para desenvolver a série de TV. Os dois já tinham trabalhado juntos na minissérie “Wild Palms”, de 1993. A trama de “Still Holding” deverá narrar três trajetórias em Hollywood no início da década do Século XXI: a de um ator considerado símbolo sexual, praticante do budismo; a de um casal que processou a cidade de Los Angeles pela morte da filha, e que agora usa a indenização para investir em filmes de Hollywood; e a de uma aspirante a atriz que ganha a vida personificando Drew Barrymore, além de fazer figurações em filmes e séries, como por exemplo: um cadáver na série “A Sete Palmos/Six Feet Under”.

Entre os demais projetos em desenvolvimento pelo canal estão “The Supremes“, criado por David S. Ward, com produção de Lawrence O’Donnell, sobre o dia a dia em um tribunal de justiça a partir da figura de um assistente da Suprema Corte. “Human Resources“, de Robert Borden, que mescla suspense, ação e humor ao narrar a história de um grupo de jovens em treinamento em uma empresa que desenvolve softwares; “Pulp Bromance“, dramédia de Michael Davis, Don Murphy e Susan Montford, sobre a relação de uma dupla de assassinos; “Random Acts“, de Andrea Abbate com produção de Todd Holland, sobre duas mulheres que trabalham para a máfia, mas que estão em busca do verdadeiro amor; “Gonzo“, drama criado por Michael Oates Palmer, com produção de Ann Blanchard, sobre jornalistas dos anos 80 que cobrem a política corrupta de um país da América Central; “Margin of Error”, drama político de D. V. DeVincentis, com direção de Amy Rice, sobre um estrategista de campanhas políticas. Tem também um projeto ainda sem título, que está sendo chamado de “Penthouse Project” por tratar dos bastidores de produção da revista Penthouse, com base em fatos reais, criado por Evan Bleiweiss. Pelas temáticas divulgadas, e pelos nomes envolvidos em alguns dos projetos, é possível que o Epix faça concorrência direta com canais como o AMC.

Outro canal pequeno que vem se dedicando a produzir séries de TV é o Spike, que já exibe algumas produções. Dessa forma, ele está alterando seu perfil que até agora era associado à programas reality shows. Agora, encomendaram a produção do piloto de “Kings By Nights“, comédia com produção da FremantleMedia criada por Ben e Dan Newmark. A história gira em torno de três amigos que gerenciam um cassino clandestino.

O Spike TV ainda tem mais dois projetos em desenvolvimento. O primeiro é “Rebel League“, criada por Stephen Engel com base no livro “The Rebel League”, de Ed Willes, com produção de Denis Leary e Jim Serpico pela Apostle Pictures e Sony TV. A história gira em torno de uma equipe de hóquei. O segundo é “Fort Bush“, criada por Gabe Snyder e Mike Alber sobre dois sargentos do exército que tentam manter seus estilos de vida com a chegada de um novo comandante.

A MTV também deve ser acrescentada à lista de um canal em busca do segmento de séries de TV, embora já tenha produzido alguns títulos em anos anteriores. De qualquer forma, nunca foi um investimento sério, algo que parece estar mudando. O canal planeja produzir cerca de oito pilotos, com a opção de transformar até quatro deles em séries de TV. Fazem parte desse pacote de projetos a versão americana de “Skins e a versão televisiva de “O Garoto do Futuro/Teen Wolf“; além da série “The Hard Times of R. J. Berger, que já tem data de estreia: 6 de junho.

David Gordon Green

Agora, a MTV anuncia o desenvolvimento de mais dois projetos. O primeiro é “Good Vibes“, série animada criada por David Gordon Green. Trata-se de um projeto que foi desenvolvido pela Warner, através da Good Humor Television, para ser exibido pela Fox. Um piloto chegou a ser produzido em 2008, mas não foi transformado em série. O canal estuda a possibilidade de encomendar a produção de 12 episódios iniciais. A história gira em torno de um grupo de estudantes que vive em uma cidade costeira. O primeiro piloto teve as vozes de Adam Brody, Alan Tudyk, Debi Mazar, Jake Busey, Josh Gad e Olivira Thirlby. Ainda não foi definido se o projeto contará com o mesmo elenco de vozes.

Outro projeto da MTV é “THAT Girl“, que ganhou a encomenda de um episódio piloto. Criado por Lauren Iungerich, de “10 Things I Hate About You”, a série gira em torno de Jenna, uma estudante que sofre um acidente no banheiro, o qual é encarado por todos na escola como uma tentativa de suicídio. Lutando para conquistar a atenção das pessoas, Jenna mantém a farsa. Curiosidade: já foi produzida uma série com o mesmo título nos anos 60, a qual se transformou em um cult americano. No Brasil, recebeu o nome de “Que Garota!”. É possível que o título da produção da MTV seja uma referência à série dos anos 60, a qual apresentava uma jovem aspirante a atriz que tenta fazer carreira ao mesmo tempo que mantém a ideia de um casamento ideal.

Wilfred, série australiana

Pelo FX, foi encomendada a produção do piloto “Outlaw Country“, com produção de Art e John Linson, ambos de “Sons of Anarchy”. Criada pelo casal Josh Goldin e Rachel Abramowitz, a história é situada no universo da música country em Nashville, centrado na relação de uma família de criminosos. A trilha musical terá supervisão de Shooter Jennings, filho do cantor, já falecido, Waylon Jennings.

Outro projeto do canal é “Wilfred“, versão americana de uma série Australiana. A história gira em torno de um casal, Sarah e Adam, e seu cachorro Wilfred. O animal, visto por sarah como apenas um cãozinho inofensivo, se transforma em uma pessoa vestida com uma fantasia de cachorro, quando visto por Adam, que mantém uma relação especial com o animalzinho. A série encontra-se em sua segunda temporada na Austrália. A versão americana está a cargo de David Zuckerman, de “Uma Família da Pesada”, série animada que já conta com a presença de um cachorro que se comporta como gente.

Pelo canal Starz existe o projeto chamado “Men of the Dusk“, assinado por Craig Zahler. Tal qual os projetos paralelos do canal, esse também é situado no passado, mais precisamente na época posterior à Guerra Civil. Na história, um ex-soldado confederado comanda uma rede de transportes de mercadorias a qual abrange desde cargas pesadas até prisioneiros e prostitutas.

Correndo pela tangente, ou melhor dizendo, de forma independente, está o diretor e produtor Barry Sonnenfeld que tem um novo projeto em mãos, em associação com a Fluent Media Group, a Resonandt TV, empresa da Argentina, e a Eyeworks, da Espanha. A ideia é conseguir reunir o maior número possível de investidores estrangeiros antes de oferecê-lo a um canal americano. Ainda não há informações sobre o enredo de “Beat the Devil“, mas trata-se de uma série com temática sobrenatural.

Outra temática sobrenatural deve sair pelas mãos de Brian Grazer e Ron Howard, que através da Imagine Entertainment e da Weed Road, desenvolvem um projeto de adaptação de “The Dark Tower”, livro de Stephen King. A história terá duas versões, uma para ser lançada nos cinemas, no formato trilogia; e outra para ser disponibilizada como seriado de TV. O roteiro está a cargo de Akiva Goldsman, tendo como base os sete primeiros livros de King dessa obra. O projeto já teria passado pelas mãos de J. J. Abrams, Damon Lindelof e Carlton Cuse, sem sucesso. Tal como “Beat the Devil”, ainda não existe um canal envolvido com o projeto de “The Dark Tower”.

A história gira em torno de Roland Deschain, o último sobrevivente de uma Ordem de pistoleiros que vive em um mundo paralelo no qual o Velho Oeste ainda existe, mas influenciado por magias e bruxarias. Sua missão é localizar a Dark Tower, local onde se esconde uma chave que irá abrir o portal que unirá esse a outros universos.

Na Inglaterra

A BBC prepara uma sitcom que faz um híbrido com o formato talk show. Algo já visto nos EUA com a série “The Larry Sanders Show”. Situada no interior da Inglaterra, o piloto de “Same Time Next Week“, gira em torno de uma dona de casa chamada Celia Jesson (Joanna Neary) e seu marido Fred (Al Kerr), amigos de um ator de fama local, Gerard Jeremy (Adam Buxton). O trio produz videos amadores apresentando a cidade e sua cultura local em paralelo à entrevistas de artistas que comparecem em um estúdio improvisado. Os artistas deverão ser celebridades da vida real, tal qual “The Larry Sanders Show”. O piloto será filmado no dia 19 de maio.

Pelo canal ITV será produzido o piloto de uma série com base no livro “The Little House“, de Philippa Gregory. A história gira em torno de Ruth (Lucy Griffiths), casada com Patrick (Ruper Evans), com quem vive na casa dos pais do marido, Elizabeth (Francesca Annis) e Frederick (Tim Pigott-Smith). Grávida, ela dá à luz a um menino que se torna o objeto de possessão dos sogros. A adaptação está a cargo de Ed Whitmore, de “Silent Witness” e “Waking the Dead”, com direção de Jamie Payne, de “Survivors” e “Ashes to Ashes”.

Outro projeto do canal ITV é a minissérie com base no livro “Renegade: The Making of a President“, de Richard Wolffe, que apresenta os bastidores da campanha eleitoral de 2008, que elegeu o Presidente Barak Obama. A produção está a cargo da Open TV and Film, que busca por parceiros internacionais.

Além desses projetos, o canal já tem encomendada a produção da série “Monroe“, estrelada por James Nesbitt, de “Jeckyll”. Trata-se de um drama médico criado por Peter Bowker com produção da Mammoth Screen. A história apresenta Monroe (Nesbitt), um brilhante neurocirurigão considerado um gênio, fato esse que ele faz questão de que as pessoas se lembrem constantemente. Cada episódio deverá narrar uma história diferente, na qual Monroe e sua equipe tentam salvar a vida de um paciente. A estreia está prevista para o mês de setembro na Inglaterra.

 

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