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NBC

20/05/2013

às 16:13 \ Séries Anos 2010-2019

NBC adquire a série ‘Siberia’ para exibição na Summer Season

O canal NBC anunciou hoje a compra de uma nova série para entrar na grade de programação da Summer Season, período que compreende os meses entre junho e agosto. Trata-se de Siberia, produção americana da Sierra/Engine Television (Crossbones) e Infinity Media. A estreia foi marcada para o dia 1º de julho, nos EUA.

Na linha de The Blair Witch Project, a história é situada em uma região remota do território de Tunguska, na Sibéria, onde em 1908 caiu um meteoro que destruiu 80 milhões de árvores.

Cerca de cem anos depois, um canal de TV decide produzir um reality show na área. Chegam à região dezesseis participantes do programa, que desconhecem a história da região. Quando um dos concorrentes fica gravemente ferido, os demais percebem que as estranhas ocorrências podem não fazer parte do programa.

Criada por Matthew Arnold, a série é uma produção independente que foi oferecida a canais internacionais durante o último MIPTV, feira de audiovisual, e será novamente oferecida durante o L.A. Screenings este mês.

Siberia tem treze episódios para sua primeira temporada, dos quais pelo menos seis já foram produzidos. O elenco não foi divulgado.

A distribuição internacional é da Sierra/Engine Television.

19/05/2013

às 14:44 \ Remakes, Séries Anos 2000-2009

‘The Office’ encerra com retrospectiva e retorno de personagens

A série The Office chegou ao fim esta semana nos EUA com a exibição de um episódio com uma hora de duração e um especial que mostrou os bastidores de produção da série, entrevistas com equipe técnica e atores, bem como imagens dos testes que alguns dos atores fizeram quando o elenco da sitcom estava sendo selecionado. O último episódio registrou a maior audiência da temporada, com 5.69 milhões de telespectadores e 3% do público alvo.

Produzida entre 2005 e 2013, The Office é o remake de uma série britânica exibida entre 2001 e 2003. Criada por Rick Gervais e Stephen Marchant, a sitcom teve apenas duas temporadas produzidas, mas gerou cerca de sete versões internacionais.

A série foi criada em torno do personagem David Brent, diretor de uma subsidiária da Wernham Hogg, empresa que vende papel de escritório. Inspirado em pessoas que conheceu, Gervais disse ter criado o personagem no início da década de 1990, utilizando-o como sátira em conversas com amigos e outras situações. A série original teve apenas quinze episódios produzidos, mas em 2004 Greg Daniels começou a desenvolver uma adaptação para a TV americana. No remake, David foi transformado em Michael Scott (uma versão mais simpática) diretor da subsidiária da Dunder Mifflin Paper Company, personagem interpretado por Steve Carell.

Seguindo a linguagem de um reality show, a história apresenta a rotina de funcionários da empresa que participam das gravações de um documentário. Entre uma situação e outra, eles fazem depoimentos à câmera. Embora não tenha sido a primeira série americana utilizar este recurso (a exemplo de Once and Again e de Jack & Bobby, bem como episódios de Mash), foi a que melhor o explorou e o popularizou, influenciando outros produtores a utilizarem a mesma linguagem.

Talvez o maior valor da série seja o de ter adotado uma abordagem mais naturalista (apesar da britânica ser mais) que reduziu o tom caricato e artificial normalmente visto em comédias, levando o público a acreditar que muitas cenas eram improvisadas, embora alguns momentos realmente fossem. A abordagem naturalista se refletiu na escolha do elenco, que foge à ditadura da beleza e perfeição perpetuada pela TV americana.

Criticada em sua estreia por reaproveitar os textos e diálogos originais, a série quase foi cancelada pela NBC, que não sabia como divulgar The Office. A série foi salva graças ao sucesso do filme O Virgem de 40 Anos, estrelado por Carell, e à disponibilização dos primeiros episódios no iTunes, onde conquistou o público que precisava. Aproveitando o interesse da audiência por reality shows, a série se tornou um sucesso, especialmente entre o público alvo e os anunciantes, mas ela sofreu um baque quando Carell decidiu deixar o elenco após a sétima temporada.

O interesse do elenco em seguir com suas carreiras determinou o final de The Office quando ela atingiu a nona temporada. Segundo o produtor Greg Daniels, a decisão de encerrar a série foi tomada por razões criativas. Considerando o fato de que estava cada vez mais difícil garantir a presença dos atores originais para uma nova temporada, esta seria a última oportunidade que a produção teria para marcar a despedida dos personagens e encerrar a trama proposta.

Uma tentativa de dar à série uma spinoff não se concretizou. The Farm, que seria estrelada por Rainn Wilson, que novamente interpretaria Dwight, teve seu projeto descartado pela NBC.

Para celebrar a trajetória de nove anos desta produção, a NBC exibiu no dia 16 de maio um especial de uma hora de duração que fez uma retrospectiva da série. O especial contou com entrevistas com roteiristas, produtores e atores que fizeram parte do elenco. Entre eles, Greg Daniels, Paul Lieberstein e Ben Silverman, John Krasinski (Jim), Jenna Fischer (Pam), Rainn Wilson (Dwight), Mindy Kaling (Kelly), Ed Helms (Andy), Angela Kinsey (Angela), Craig Robinson (Darryl), Oscar Nunez (Oscar) e B.J. Novak (Ryan). Ao longo do especial, o público conheceu os bastidores de produção e conseguiu assistir aos testes que os atores fizeram quando o elenco estava sendo selecionado.

Após o especial, o canal apresentou um episódio de uma hora de duração, no qual os personagens deram adeus ao seus fãs. Na história, os personagens se reúnem um ano após a estreia do documentário estrelado pelos funcionários da Dunder Mifflin Paper Company. Para os fãs, foi o momento em que puderam rever Michael Scott, novamente interpretado por Carell, bem como as participações de B.J. Novack (Ryan), Mindy Kaling (Kelly), Andy Buckley (David), Bobby Rae Shafer (Bob Vance) e Michael Schur (Mose).

No Brasil, a série é exibida pelo canal FX.

Cliquem na foto para ampliar.

18/05/2013

às 13:14 \ Opinião, Séries Anos 2010-2019, Televisão

Upfront 2013: as novas séries da TV americana

Encerrou o Upfront nos EUA, evento no qual os canais de TV apresentam aos anunciantes e imprensa sua nova programação, que começa a ser exibida a partir do mês de setembro. Durante a semana que passou, os cinco canais da rede aberta americana anunciaram a encomenda de quarenta e oito novas séries. Somando com as séries renovadas e outras produções anunciadas anteriormente, a TV americana tem um total de 102 séries para oferecer para os fãs.

Para encaixar tanta série na grade de programação, os canais utilizarão o período da Fall Season (que inicia em setembro), da Midseason (janeiro a março) e da Summer Season (junho a agosto). Algumas séries podem estrear em abril ou até mesmo em maio. Estes dois últimos meses representam o final da Temporada de séries nos EUA, também conhecida como Spring Season. Geralmente, as estreias deste período (especialmente as do mês de maio), são consideradas ‘tapa buraco’.

Normalmente, as novas séries recebem a encomenda de seis a quinze episódios iniciais. Se algum título não consegue estabelecer audiência, ele não recebe a encomenda de novos episódios para completar uma Temporada de vinte e dois episódios. Séries que estreiam na Fall Season são produções que visam completar vinte e dois episódios. As séries que iniciam na Midseason não têm a expectativa de ganhar novos episódios, visto que a Temporada de séries encerra em maio (algumas produções encerram em abril).

Nos últimos anos, os canais vêm utilizando o formato da produção da TV a cabo em algumas de suas séries, ou seja, temporadas com um número menor de episódios (entre treze e quinze), que são produzidas para exibição na Midseason. O ator Kevin Bacon, por exemplo, somente aceitou estrelar The Following se a série tivesse um número menor de episódios. Por isso, a série será sempre exibida na Midseason. As produções com baixa audiência, mas bem aceitas pela crítica e pelas mídias sociais, também estão sendo agendadas para este mesmo período.

A Summer Season não é um período comumente utilizado pela rede aberta. Ela é o período de estreias da TV a cabo. Esta é a temporada de férias de verão nos EUA, o que leva à queda da audiência. No entanto, este ano os canais da rede aberta decidiram disputar este público com a TV a cabo, programando novas séries para estrear neste período.

Visto que estas estreias são consideradas uma experiência dos canais, não existe uma grande expectativa de renovação das séries americanas que forem exibidas neste período. Under the Dome, por exemplo, está sendo tratada como ‘evento’, podendo ser tratada como minissérie, caso a audiência não corresponda.

A minissérie é um formato que foi abandonado pela TV aberta na década de 1990, quando ele começou a ser oferecido pela TV a cabo. Desde então foram produzidas pouquíssimas minisséries para a rede aberta, algumas das quais eram séries que antes mesmo de sua estreia foram transformadas em minisséries (a exemplo de Day Onedepois transformada em telefilme).

O formato começou a ser produzido para a TV americana na década de 1970, que até então exibia minisséries britânicas, francesas e até russas. A boa receptividade conquistada pelas adaptações de livros de sucesso transformaram o formato em blockbusters televisivos. Com o tempo, o custo ficou maior que os benefícios. As minisséries não costumam dar lucro para os canais, tendo em vista seu alto custo, o número reduzido de episódios e não ser renovada para novas temporadas.

Mas o sucesso de audiência e de repercussão na mídia e nas redes sociais de Hatfield & McCoys e The Bible, ambas do History Channel, pode fazer com que o mercado televisivo da rede aberta volte a adotar este formato. Neste Upfront, a Fox foi a primeira a anunciar títulos para esse formato. Com isso, muitos veículos da mídia já estão considerando como definitivo o retorno das minisséries na rede aberta. Eu vejo como uma experiência que pode ou não dar certo por um período de tempo de um ou dois anos. Se conseguir se estabelecer, então podemos considerar como um retorno do formato à rede aberta.

Em meio ao avanço das novas tecnologias e do crescimento da TV a cabo, a rede aberta americana enfrenta uma contínua perda de público até mesmo para programas como reality shows, que até algumas temporadas atrás eram considerados a ‘galinha dos ovos de ouro’. Tanto exploraram o formato que ele começa a se esgotar. Com isso, o investimento em séries de TV pode voltar a ser uma prioridade. Para conquistar a audiência que prefere assistir séries no computador, tablets e celulares, a ABC, TNT e TBS (os dois últimos canais a cabo) começarão a oferecer streamings de suas séries simultaneamente à exibição na TV. Algo que poderá ser aproveitado apenas por quem está nos EUA.

(E-D) Kurtwood Smith, Landon Gimenez e Frances Fisher em cena de 'Resurrection'

ABC

No dia 14 de maio, a rede ABC divulgou a encomenda de doze novas séries (confiram a lista, o enredo e o elenco aqui) e confirmou o cancelamento de onze séries (confiram a lista aqui).

Nesta nova temporada, a ABC tem como missão recuperar rapidamente a audiência que perdeu entre 2012-2013. Para tanto, o canal aposta em dois blockbusters: Marvel’s Agents of S.H.I.E.L.D., série de super-heróis, e Once Upon a Time In Wonderland, spinoff de Once Upon a Time, que é uma das séries que vem perdendo audiência nos EUA. Estas e Resurrection são as únicas produções que se destacam do pacote anunciado pelo canal.

Resurrection é uma produção que traz uma proposta parecida com a francesa Les Revenants. O tema da ressurreição não é muito explorado pela TV americana e a maioria das poucas séries abordaram mal ou superficialmente a questão.

O tema é interessante e, em meio a vampiros, lobisomens, alienígenas, assassinos em série e zumbis, acho que está na hora da TV americana ampliar seus horizontes. Será frustante se Resurrection desviar seu foco e adentrar no universo das conspirações governamentais ou viagens no tempo, ou tentar dar uma resposta racional e definitiva à pergunta ‘existe vida após a morte?’. Esta é uma produção que terá que deixar o mistério em aberto, para o público tirar suas próprias conclusões. Temerosamente, aguardo a estreia desta série para ver o caminho que ela pretende seguir.

Once Upon a Time in Wonderland parece ser uma produção backup, termo que utilizo para séries que são produzidas com o objetivo de substituir outra já existente com o mesmo tema, caso esta baixe a audiência a um nível insustentável; ou seja, se Once Upon a Time continuar a perder audiência a ponto de ficar muito caro produzi-la, sua spinoff poderá tomar seu lugar. Caso contrário, a rede ABC conseguirá lucrar com a franquia que se inicia.

Durante o desenvolvimento de projeto, a spinoff chegou a ser divulgada pelo TV Line como uma minissérie que traria uma história diferente a cada temporada, com exibição na Summer Season, preenchendo o período em que Once Upon a Time entraria de férias. Em seu Upfront, a rede ABC não confirmou esta informação e anunciou a estreia da série para a Fall Season. O tempo dirá qual é a real proposta da série. Neste momento, ela é estrelada por Alice que volta ao país das maravilhas. Realmente, se ficar presa à história desta personagem ou seu universo, a série vai se desgastar rapidamente. A ideia de explorar um conto diferente por temporada é mais interessante!

Quando pequena, assistia aos filmes do Superman (que para mim sempre será o Christopher Reeve), comprei caixas de picolé Kibon para trocar os palitos por figurinhas do Flash Gordon, vestia a máscara da dupla dinâmica (minha irmã era o Batman, eu o Robin) e pedalava a bicicleta que era o nosso Batmóvel, liguei para um canal de TV para pedir a reprise do Besouro Verde, não perdia nenhum episódio do Homem do Fundo do Mar, colecionava gibis do Fantasma e do Mandrake, sonhava em ser a Mulher Biônica e ter um Steve Austin e ao final de cada episódio da Mulher Maravilha, amarrava meias nos pulsos e fingia que eram braceletes. Tive minha fase de gostar de super-heróis! Hoje devo ser a única pessoa que não está contando os dias para a estreia de Marvels’ Agents of S.H.I.E.L.D.! Mas pretendo conferir se a série preenche as expectativas geradas pela campanha de marketing da ABC.

CBS

O Upfront da CBS foi realizado no dia 15 de maio, quando foram apresentandas oito novas séries (confiram a lista, o enredo e o elenco aqui) e confirmando o cancelamento de seis séries (confiram a lista aqui)

O canal continua sendo o que gera maior audiência nos EUA. Quem acompanha a produção americana sabe que a CBS não está em primeiro lugar por oferecer as melhores séries, mas por ser o único entre os quatro grandes (ABC, CBS, Fox e NBC) que explora com mais afinco as fórmulas, as quais oferecem elementos e tipos que interessam a massa. Produzindo comédias com personagens caricatos e temáticas populares, bem como dramas policiais e de aventura (os três gêneros favoritos do grande público), ele consegue se manter no topo sem muito esforço, enquanto os demais concorrentes ainda insistem em investir em séries que satisfazem segmentos de público (melodramas, fantasia, ficção, musical, terror, etc), reduzindo sua audiência.

Mantendo-se no tradicional, a CBS também se apóia em nomes conhecidos do grande público. Entre as oito novas séries anunciadas pelo canal, sete delas são estreladas ou produzidas por nomes famosos. Nenhuma nova série da CBS chama a atenção de fato, todas se destacam em função de quem estrela ou de quem criou/produz.

A sitcom The Crazy Ones traz de volta à TV o ator Robin Williams, que se lançou com Mork & Mindy nos anos de 1980. Além de Williams, a série também é estrelada por Sarah Michelle Gellar, a eterna Buffy, a Caça Vampiros. Outras sitcoms com nomes conhecidos são The Millers, criada por Greg Garcia (Raising Hope) com Will Arnett, Beau Bridges e Margo Martindale, que vem conquistando fãs desde sua participação na segunda temporada de Justified; We Are Men, com Tony Shalhoub, o eterno Monk, Kal Penn, de House, e Jerry O’Connell (cuidado, pé frio, já enterrou três séries na sequência); Friends With Better Lives, com James Van Der Beek, de Dawson’s Creek; Intelligence, que traz de volta à TV o ator Josh Holloway, sucesso em Lost; e Hostages, série (ou minissérie?) produzida por Jerry Buckheimer estrelada pela premiada Toni Collette.

Mas a maior aposta do canal é Mom, não porque traz algo novo mas por ser criada e produzida por Chuck Lorre, o atual Midas da casa. Lorre é responsável pelos sucessos de The Big Bang Theory, Two and a Half Men e Mike & Molly, embora esta não seja tão badalada quanto as duas primeiras. Em função disso, qualquer projeto assinado por Lorre será automaticamente aprovado pelo canal, …até ele fracassar. Esta foi a trajetória dos Midas da TV que vieram antes dele.

O ‘patinho feio’ da nova programação da CBS é Reckless, que foge ao gênero comumente explorado pelo canal. Além de ser um melodrama jurídico (que fará companhia à The Good Wife, que pode encerrar com a quinta temporada), a série não foi criada por um grande nome e não traz nomes famosos no elenco. O mais conhecido é Cam Gigandet, de The O.C.

A grande novidade do canal é a de que este ano ele está apostando em duas sitcoms não tradicionais. Já faz alguns anos que a CBS vem investindo no formato sitcom tradicional, gravada com multi-camera diante de uma audiência. Com The Crazy Ones e We Are Men, a CBS oferece duas sitcoms gravadas com uma única câmera e sem a presença do público.

Elenco de 'The 100'

CW

O canal CW anunciou sua nova programação no dia 16 de maio, apresentando quatro novas séries (confiram a lista aqui) e confirmado o cancelamento de quatro produções (confiram a lista aqui).

Este ano a grande aposta do canal é o gênero ficção/fantasia. Com um total de cinco novas séries (somando a spinoff de The Vampire Diaries anunciada em abril), quatro são de ficção científica ou fantasia: The 100, sobre sobreviventes do holocausto nuclear que tentam repovoar a Terra; Star Crossed, sobre alienígenas vivendo entre humanos; The Tomorrow People, sobre o próximo estágio da evolução humana; e The Originals, sobre vampiros, bruxas e lobisomens.

Na contramão está Reign, drama de época que narra a juventude da Rainha Mary Stuart da Escócia. A série foge dos padrões do canal, voltado para o público jovem. Até hoje, o CW produziu apenas duas séries de época: Everybody Hates Chris e The Carrie Diaries, as duas situadas na década de 1980. A trama de The Vampire Diaries costuma viajar ao passado, mas sem perder o presente de vista.

Somando com as produções já existentes na grade de programação do canal, o CW terá um total de oito séries de ficção/fantasia contra três dramas (ReignThe Carrie Diaries e Hart of Dixie) e uma aventura (Nikita).

Algumas dessas produções chamam a atenção, mas a perspectiva de que consigam convencer são baixas. Cresci assistindo The Tomorrow People, a versão britânica que deu origem ao remake do CW, mas não tenho muitas esperanças de que o canal consiga fazer um bom trabalho com a proposta original.

The 100 pode vir a se tornar algo que valha a pena conferir. Parece uma mistura de Babylon 5 (dos anos de 1990) com Starlost (dos anos de 1970) e The New People (dos anos de 1960). A primeira era uma produção sobre uma estação espacial por onde passavam diversos povos, criando um conflito político, social e cultural; a segunda é uma série canadense sobre sobreviventes da Terra que viajam há gerações em uma espaçonave, sendo que os atuais habitantes ignoram o fato de que estão em uma nave; e a terceira era uma série de Rod Serling que narrava a vida de um grupo de delinquentes que tentam sobreviver em uma ilha deserta.

(E-D) Beau Bridges, Will Arnett e Margo Martindale em 'The Millers'

Fox

O canal Fox anunciou no dia 13 de maio a encomenda de nove séries (confiram a lista, enredo e elenco aqui) e confirmou o cancelamento de cinco séries (confiram a lista aqui). O canal ainda não definiu o futuro de The Goodwin Games, que ainda não estreou, mas a expectativa é a de que seja cancelada.

Acreditem ou não o maior destaque do Upfront do canal Fox foi o anúncio do retorno de 24 Horas, produzida entre 2001 e 2010. A volta de Jack Bauer ofuscou o anúncio das novas séries do canal, que não oferece produções que se destacam.

Sleepy Hollow chama a atenção pelo visual. Esta é uma adaptação da história de A Lenda do Cavaleiro Sem Cabeça, criada por Alex Kurtzman e Roberto Orci, ambos de Fringe, e Philip Iscove. A nova série de J. J. Abrams, Almost Human, parece ser o resgate da proposta de Missão Alien, também da Fox. Almost Human gira em torno de uma dupla de policiais, um é humano e o outro é um andróide, que compreende melhor a raça humana que os próprios humanos. Missão Alien apresentava a vida de uma dupla de policiais, um humano e um alienígena, que conseguia, no seu processo de compreender a humanidade, mostrar para eles sua própria cultura e modo de vida.

O canal oferece dois remakes: Rake, versão americana de série australiana (a versão original estreou no Brasil pela + Globosat), e Us & Them, remake de sitcom britânica clássica, inédita no Brasil, mas disponível no mercado internacional de DVD. Nenhuma das duas chama a atenção, embora os originais valham a pena conferir. Já Gang Related se propõe a ser um drama na linha de The Shield, série do FX que apresentou a vida de um policial corrupto. Na série da Fox temos um membro de gangue que se torna policial mas continua trabalhando em favor dos criminosos.

A minissérie Wayward Pines pode ser algo interessante de acompanhar. Produzida por  M. Night Shyamalan, a história parece o cruzamento entre Twin Peaks e O Prisioneiro. O canal ainda desenvolve outros projetos de minisséries.

James Spader em 'The Blacklist'

NBC

O canal divulgou sua nova programação no dia 13 de maio, quando anunciou a encomenda de onze séries (confiram a lista, o enredo e o elenco aqui) e o cancelamento de doze séries (confiram a lista aqui). O canal ainda não definiu o futuro de Hannibal. No caso de ser cancelada, ela poderá ser resgatada por um canal a cabo ou até mesmo pelo Amazon.

Lutando para recuperar sua idade de ouro, a NBC vem registrando baixa audiência desde o cancelamento de Plantão Médico/ER, seu último grande sucesso, que saiu do ar registrando a média de 10.3 milhões de telespectadores, ao vivo. Hoje é comemorando com festa quando qualquer série do canal consegue conquistar esta audiência.

O que mais chama a atenção nas novas séries da NBC é a quantidade de sitcoms familiares. Seria a tentativa do canal de se aproximar do sucesso de Modern Family? A NBC terá sete novas sitcoms (estou somando a Summer Season), das quais seis são sitcoms familiares (About a Boy, Family Guide, Welcome to the Family, The Michael J. Fox Show, Sean Saves the World e Camp). A única que escapa, mas não vai muito longe, é Undateable, que gira em torno de três amigos que não dão sorte em relacionamentos com mulheres. Mesmo assim, as famílias desses personagens se fazem presentes. Vale a pena ressaltar que The Michael J. Fox Show e Sean Saves the World mostrarão os protagonistas dividindo-se entre ambiente familiar e de trabalho; e Camp apresenta um acampamento de verão frequentando por diversas famílias. (Observação: não contabilizei Save Me, que é uma série anunciada no Upfront de 2012 e que ainda não estreou).

Entre as sitcoms que já existiam na grade do canal sobreviveram apenas duas: Parks and Recreation e Community, que recebeu a encomenda de apenas treze episódios, com previsão de estreia para a Midseason.

No gênero dramático, a NBC consegue diversificar mais. Entre nove dramas anunciados pelo canal, três são policiais (The Blacklist, Ironside e Chicago PD), um é ficção (Believe), um é drama médico (Night Shift), dois são de espionagem/conspiração (Crossing Line e Crisis), um é de fantasia (Drácula) e um é de época (Crossbones). Ironside é um remake de série produzida na década de 1970 e Chicago PD é spinoff de Chicago Fire. Já Crossing Line é uma série alemã, contando com a presença de atores americanos, que foi adquirida pela NBC para ser exibida na Summer Season. Vendida a canais internacionais, ela não depende da audiência americana para continuar a ser produzida.

A que chama mais a atenção é The Blacklist. Embora seu enredo remeta a séries como O Rei dos Ladrões (da década de 1960) e White Collar (em produção), a série traz uma proposta vista em O Silêncio dos Inocentes, da obra de Thomas Harris, que criou o personagem Hannibal Lecter, atualmente retratado na série da NBC, Hannibal.

The Blacklist gira em torno de um ex-militar do serviço de inteligência que se torna um dos criminosos mais procurados do país. Uma lenda entre policiais e bandidos, ele decide se entregar aos federais sem revelar os motivos que o levaram a tomar esta decisão. Raymond concorda em ajudar a polícia a capturar terroristas e outros criminosos na condição de que ele trabalhe ao lado de Elizabeth, uma agente novata do FBI que aparentemente não tem nenhuma conexão com ele.

Cria-se aqui o mesmo tipo de relação que existia entre Hannibal Lecter e a agente Clarice Starling que, dos livros publicados por Harris, é a mais popularmente conhecida graças ao sucesso do filme estrelado por Anthony Hopkins e Jodie Foster. Esta é uma relação que, segundo o produtor Bryan Fuller em entrevistas, será explorada na série Hannibal caso ela seja renovada (muito embora o que vemos atualmente também se aproxima dessa fórmula).

O fato da NBC ainda não ter definido o futuro de Hannibal pode ser um sinal de que ela esteja cogitando a possibilidade de trocar uma pela outra. Hannibal não tem conseguido registrar uma boa audiência e é criticada por seu visual violento, o qual a levou a ser cancelada por um canal regional que retransmite a programação da NBC (o mesmo que tirou do ar The Playboy Club e The New Normal). O melhor que poderia acontecer para a série é ela ser cancelada para poder migrar para a TV a cabo, onde é seu lugar. Se ficar na rede aberta, dificilmente conseguirá passar da segunda temporada.

Entre as novas séries da TV americana (Summer Season + Fall Season), apenas treze despertaram minha curiosidade: Under the Dome, Resurrection, The Millers, The 100, Sleepy Hollow, Gang Related, Wayward Pines, The Michael J. Fox Show, Crisis, Drácula, Crossbones, The Blacklist e o retorno de Jack Bauer.

Vamos ver quantas sobrevivem!

Cliquem nas fotos para ampliar.

Cartazes de ‘Falling Skies’ e ‘Crossing Lines’

Cliquem nas imagens para ampliar.

16/05/2013

às 16:55 \ Séries Anos 2010-2019, Televisão

Grade das séries americanas na Temporada 2013-2014 – Rede Aberta

Encerra hoje a semana do Upfront da TV americana, evento no qual os canais apresentam sua nova programação para os anunciantes e a imprensa.

Somando os cinco canais da rede aberta, o Upfront deste ano anunciou a produção de 44 novas séries. Considerando que canais como a NBC e CW já tinha divulgado anteriormente a encomenda de quatro produções para a Temporada 2013-2014, o total de séries que estrearão a partir da Fall Season americana é de 48 (não foram incluídas séries animadas ou minisséries)

Quem quiser somar as novas séries da Summer Season de 2013, período que compreende os meses entre junho e agosto, a TV americana terá um total de 52 novas séries para oferecer ao público. O canal com maior número de novas séries é a NBC, com dezessete (contando com a Summer Season e com Save Me, que tinha sido anunciada no ano passado).

Destas, trinta são séries dramáticas e vinte e duas são comédias. Somando as produções renovadas, a TV americana (rede aberta) tem sessenta e duas séries dramáticas e quarenta comédias para 2013-2014 (somando a Summer Season deste ano e sem contabilizar as minisséries), totalizando 102 séries. Lembrando que outras trinta e oito foram canceladas (Hannibal é a única série que ainda não teve seu futuro definido).

Podemos criticar a qualidade, mas não dá para reclamar da quantidade.

Para a Temporada 2013-2014, os canais promoveram algumas mudanças na grade, alterando os dias de exibição de séries renovadas para incluir as novas produções.

Vejam aqui as novas séries da ABC, CBS, CW, Fox e NBC. Confiram como ficou a grade de programação da Temporada 2013-2014, que tem início em setembro. Lembrando que as novas séries do CW começam a ser exibidas em outubro.

Segunda-Feira
20h – Almost Human (NBC), How I Met Your Mother (CBS), Hart of Dixie (CW)
20h30 – We Are Men – CBS
21h – 2 Broke Girls (CBS), Beauty and the Beast (CW),  Sleepy Hollow (Fox),
21h30 – Mom – CBS
22h – The Blacklist (NBC), Castle (ABC), Hostages (CBS)

Terça-Feira
20h- Dads (Fox), Marvel’s Agents of S.H.I.E.L.D. (ABC), NCIS (CBS), The Originals (CW),
20h30 – Brooklyn Nine-Nine (Fox)
21h – Supernatural (CW), NCIS: LA (CBS), New Girl (Fox), The Goldbergs (ABC),
21h30 – Trophy Wife (ABC), The Mindy Project (Fox)
22h – Person of Interest (CBS), Chicago Fire (NBC), Lucky 7 (ABC)

Quarta-Feira
20h – Revolution (NBC), The Middle (ABC), Arrow (CW)
20h30 – Back In The Game (ABC)
21h – Modern Family (ABC), Criminal Minds (CBS), Law & Order: SVU (NBC), The Tomorrow People (CW)
21h30 – Super Fun Night (ABC)
22h – Nashville (ABC), Ironside – Remake (NBC), CSI (CBS)

Quinta-Feira
20h – Parks & Recreation (NBC), Once Upon a Time in Wonderland (ABC), The Big Bang Theory (CBS), The Vampire Diaries (CW)
20h30 – The Millers (CBS)
21h – The Crazy Ones (CBS), Glee (Fox), Grey’s Anatomy (ABC), Reign (CW)
20hh30 – Two and a Half Men (CBS), Welcome To The Family (NBC)
21h – Sean Saves the World (NBC)
21h30 – The Michael J. Fox Show (NBC)
22h – Elementary (CBS), Parenthood (NBC), Scandal (ABC)

Sexta-Feira
20h – Last Man Standing (ABC), The Carrie Diaries (CW), Bones (Fox)
20h30 – The Neighbors (ABC)
21h – Raising Hope (Fox), Hawaii Five-O (CBS), Grimm (NBC)
21h30 – Enlisted (Fox)
22h – Drácula (NBC), Blue Bloods (CBS)

Domingo
20h – Os Simpsons (Fox), Once Upon a Time (ABC)
21h – Revenge (ABC), Uma Família da Pesada (Fox), The Good Wife (CBS)
22h – Betrayal (ABC), The Mentalist (CBS)
21h30 – American Dad – Fox

Midseason (2014)

Segunda-Feira
21h – The Following (Fox), The Blacklist (NBC), Intelligence (CBS)

Terça-Feira
21h – About a Boy (NBC)
21h30 – The Family Guide (NBC)
22h – Chicago Fire (NBC)

Quarta-Feira
20h – Revolution (NBC)
21h – Law & Order: SVU (NBC)
22h – Ironside (NBC)

Quinta-Feira
20h – Parks & Recreation (NBC)
20h30 – Welcome to the Family (NBC)
21h – Rake (remake) (Fox), Sean Saves the World (NBC)
21h30 – The Michael J. Fox Show (NBC)
22h – Parenthood (NBC)

Sexta-Feira
21h – Grimm (NBC)
22h – Crossbones (NBC)

Domingo
21h – Believe (NBC)
22h – Crisis (NBC)

Ainda não foram programados os dias de exibição das séries Gang Related, Surviving Jack, Us & Them e Murder Police, da Fox; Killer Women, Mind Games, Resurrection, Mixology e Suburgatory da ABC; Chicago PD, The Night Shift e Undateable, da NBC; Reckless, Friends With Better Lives e MiKe & Molly, da CBS; The 100 e Star Crossed, do CW, que estreiam na Midseason.

Primeiras fotos e trailer de ‘Drácula’, nova série da NBC com Jonathan Rhys Meyers

Com previsão de estreia para a Fall Season, a série Drácula foi anunciada em julho de 2012, sem passar pela produção de um episódio piloto para avaliação. Cliquem na primeira foto para ampliar.


12/05/2013

às 20:32 \ Remakes, Séries Anos 2010-2019, Trailers

Trailers das novas séries da NBC

A postagem será atualizada quando os trailers das outras novas séries da NBC forem liberados. Informações sobre as séries aqui. Trailer de The Blacklist aqui, de Crisis aqui e de Drácula aqui.

Fotos de ‘Chicago PD’, spinoff de ‘Chicago Fire’

Informações sobre a série aqui. Cliquem na primeira foto para ampliar. 

Fotos das novas séries da NBC

Apenas imagens em baixa definição. Na sequência, de duas em duas: About a Boy, Believe, The Family Guide, Welcome to The Family, remake de Ironside, Undateable, The Night Shift e The Blacklist. Informações sobre as séries aqui.

12/05/2013

às 19:40 \ Galeria de Fotos, Séries Anos 2010-2019

Trailer e fotos de ‘Crisis’, nova série com Gillian Anderson

Informações sobre a série aqui. Cliquem nas duas primeiras fotos para ampliar.

 

 

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