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Men of a Certain Age

As 10 Melhores Séries de 2011

Chegou a hora de listar as produções seriadas que se destacaram ao longo do ano.

Ao contrário de 2010, foi difícil completar a lista das 10+ de 2011. Acredito que muitos irão concordar comigo quando digo que o ano foi muito fraco para a TV americana. Promessas não cumpridas e retornos abaixo das expectativas predominaram no mundo das séries.

As aparências foram mais importantes que o conteúdo. Diálogos didáticos ou excessivamente expositvos e abordagens que remontam à década de 1980 predominaram, bem como personagens, situações e propostas já vistas em outras produções foram reformuladas para dar cara nova às séries. As comédias retomaram o humor ingênuo, generalizando situações em torno de temas, alguns dos quais já exaustivamente explorados. Espero que as melhores estreias tenham sido agendadas para 2012.

Muitos poderão questionar as razões pelas quais não incluí suas séries favoritas na lista Top 10 de 2011. A resposta é simples: a lista é elaborada de acordo com a minha opinião do que é uma boa série de TV. Ela não é o resultado de um concurso de popularidade ou um apanhado geral das maiores audiências do ano. As produções foram selecionadas com base em suas propostas, bem como no desenvolvimento dos personagens e situações.

A lista inicia com as produções que, em minha opinião, se destacaram. No final da postagem encontram-se as séries que, embora não tenham entrado na lista das 10+, também são produções que valeram a pena assistir. Este ano começo a incluir na lista as minisséries, formato que faz parte do conteúdo deste blog, mas por falha minha não foram lembradas na postagem das melhores de 2010. Algumas produções ainda não chegaram ao Brasil, mas já estão disponíveis no mercado internacional.

Gostaria de lembrar que “Mad Men”, uma das melhores séries da atualidade, não consta da lista porque em 2011 não ofereceu episódios novos. Em função de uma disputa contratual, ela perdeu um ano em sua sequência de produção, retornando com sua 5ª temporada em 2012.

1. The Slap – Minissérie – Drama

Esta é uma produção australiana com base no bestseller de Christos Tsiolkas, dividida em oito episódios. Durante um churrasco que reúne familiares e amigos, Harry, primo do dono da casa, dá um tapa no rosto de Hugo, uma criança de três anos que vinha se comportando mal sem ter sido repreendida pelos pais. Este é o ponto de partida para narrar a vida de oito personagens, que reagem cada um à sua maneira à atitude de Harry. Cada episódio é protagonizado por um dos personagens.

Trata-se de uma belíssima obra que retrata de forma delicada a trajetória de cada personagem sem tomar partido, seja em relação ao tapa ou ao estilo de vida de cada um. Ninguém está 100% certo ou errado. São pessoas que vivem de acordo com suas opiniões e seus desejos, independentemente da necessidade de se tornarem simpáticas diante dos olhos de terceiros.

As opiniões e atitudes de cada um se contrastam: o homem que é escravo da família (Hector) x o homem que escraviza a família (Harry); a mulher presa às responsabilidades (Aisha) x a mulher que foge de responsabilidades (Anuk); o pai que ‘perdeu a voz’ (Manolis) x a mãe que sempre se faz ouvir (Rose); a adolescente que busca o amor (Connie) x o jovem que esconde e sufoca seus sentimentos (Richie).

2. Forbrydelsen  - 1ª Temporada – Drama 

Esta é uma produção dinamarquesa que gerou a série americana conhecida como “The Killing”. Mas, como a maioria dos remakes, a versão americana está muito abaixo da qualidade do original. Embora a primeira temporada de “Forbrydelsen” tenha sido produzida em 2007, ela somente ficou disponível para o mercado internacional em 2011.

Em 20 episódios da primeira temporada, a história acompanha as investigações em torno do assassinato de uma jovem sob circunstâncias que levam a diferentes interpretações. A narrativa divide-se entre o trabalho da polícia, comandado por Sarah Lund, e a vida pessoal de cada personagem envolvido de alguma forma com o crime ou com as investigações.

Lentamente, e de forma simples, o cenário sentimental desta série vai se formando em torno dos fatos que são revelados a cada episódio. Emoção e razão convivem de forma equilibrada, sem muito melodrama ou protecionismo por parte dos roteiristas. Através de olhares, gestos ou diálogos rotineiros, tomamos conhecimento de relacionamentos complexos e com um longo histórico, os quais não são solucionados simplesmente porque a investigação, que predomina na trama, encerrou. Meu comentário sobre a temporada está aqui.

Na segunda temporada, a série traz 10 episódios que reduzem a abordagem do lado pessoal dos personagens, embora ainda esteja presente. O foco principal é a investigação em torno do assassinato de uma advogada.

3. Men of a Certain Age – 2ª e Última Temporada – Drama

Uma das minhas decepções é a tendência atual da TV a cabo de se aproximar da TV aberta. Quando começou a produzir na década de 1990, a TV a cabo veio com uma proposta de se tornar uma alternativa para as produções oferecidas pela rede aberta. Seu sucesso forçou a TV aberta a buscar programas mais complexos e com um desenvolvimento de personagens mais profundo, que pudessem competir com o que era oferecido no cabo.

Por cerca de 10 anos ela conseguiu se manter nesse caminho, oferecendo séries com temáticas voltadas para diferentes segmentos de público. Como resultado, produções com baixa audiência conseguiram sobreviver. Aos poucos, com algumas exceções, a TV a cabo vem mudando esse perfil. Ela começou a adotar como critério de produção a medição do nível de audiência que se tornou determinante na renovação de uma série. No entanto, não é o público que a TV a cabo formou que decide o futuro de um programa, mas aquele que dá audiência à rede aberta e que também se tornou alvo dos canais a cabo. Nada contra séries de puro entretenimento, com histórias leves e desenvolvimento controlado, desde que elas não predominem, em especial na TV a cabo.

Digo tudo isso porque “Men of a Certain Age”, que por incrível que pareça surgiu na TNT, um canal que vem adotando a cada ano que passa um perfil mais popular, foi cancelada por baixa audiência para dar lugar à nova versão de “Dallas”. Para os fãs, resta a ideia de que pelo menos tivemos a oportunidade de conhecer a série.

Esta é uma das mais belas produções dos últimos anos sobre a crise da meia idade. Com uma abordagem simples e intimista ela apresenta personagens que aos poucos vão se conscientizando da passagem do tempo e do rumo que suas vidas seguiram. A princípio, eles adotam uma postura derrotista mas, lentamente, cada um ao seu próprio tempo, começa a perceber que ainda dá tempo de criar um novo futuro. A segunda temporada traz uma espécie de despedida dos personagens, já que o último episódio conseguiu oferecer, de certa forma, uma definição das situações protagonizadas por eles.

4. Breaking Bad – 4ª Temporada – Drama

Ao lado de “Mad Men”, esta série consegue manter a credibilidade do canal americano AMC, que em suas últimas estreias vem optando por uma linguagem mais popular e caricata. Renovada para sua última temporada, a série promete entrar para a história da televisão como mais uma produção que conseguiu manter sua qualidade e objetivos do começo ao fim.

A história tem início quando um pacato professor entra na vida do crime depois que descobre sofrer de câncer. A partir daí, inicia-se uma jornada que é uma verdadeira montanha-russa. Cheia de altos e baixos, Walter se arrisca constantemente, conseguindo ficar fora do alcance da polícia. Tentando manter o controle de sua vida e daqueles que o cercam, Walter descobre que isto nem sempre é possível.

Nesta quarta temporada ele, por algum tempo, perde esse controle. Sob o jugo de Gus, Walter é ‘aprisionado’. Mas como se domestica um redemoinho? Acreditando que ainda mantém o controle, Walter primeiro tenta manipular e depois mede forças com Gus. Sem resultados, ele entra no processo de ebulição que irá explodir no final.

Enquanto isso, a temporada destaca os demais personagens, como Gus e sua história, bem como sua tentativa de separar Walter e Jesse. Este sofre uma crise de identidade colocando em dúvida sua amizade e sua fé em Walter. Já Skyler revela ser perfeitamente capaz de cometer seus delitos em nome da sobrevivência. Imagino se no final o confronto será entre Walter e Hank ou se entre Walter e Skyler.

5. Him & Her - 2ª Temporada – Dramédia

Esta é uma série inglesa que já figurava em minha lista do ano passado, na categoria Vale a Pena Conferir. Ela não é uma produção que cai fácil no gosto popular mas, para quem procura algo mais que bordões e caricaturas, “Him & Her” é uma boa opção.

A série é essencialmente uma peça de teatro. Presa a um único cenário, a história transcorre em um pequeno apartamento dividido em quatro cômodos: o hall de entrada, a cozinha, o quarto e o banheiro. Dependendo da posição em que está, a câmera consegue mostrar todos os cômodos de uma só vez. Em outros casos, a câmera abre, apresentando simultaneamente o que acontece em dois cômodos, com a tela dividida por uma parede. Em alguns episódios o cenário também inclui o corredor, que fica em frente ao apartamento onde os protagonistas vivem. Ao longo da série vemos episódios que retratam situações típicas da narrativa teatral, como a construção do imaginário do público através de relatos que os personagens fazem da vida lá fora, e o entra e sai de personagens em um único ambiente.

Com uma narrativa naturalista, a série traz uma abordagem que segue a linha perpetuada por Samuel Beckett no teatro, com personagens vivendo o nada mas revelando muito. Em “Him & Her” ninguém está à espera de Godot, nem tampouco da morte, embora a história também seja centrada em dois vagabundos que em sua rotina entediante demonstram não ter entusiasmo pela vida ou objetivos a serem alcançados. No elenco também está o casal formado por Laura e Paul, ela irmã de Becky, uma jovem dominadora e egocêntrica, ele um noivo submisso.

Por opção, o casal formado por Becky e Steve se sustenta com os benefícios do governo. Sem trabalhar, os dois passam o dia dentro do apartamento tentando fazer apenas o que gostam: transar, assistir DVD e jogar games. Eles saem pouco e quando isto ocorre é, geralmente, por obrigação. Em contrapartida, os familiares e amigos insistem em bater à porta do casal se intrometendo em sua vida, algo que ocorre com mais frequência na segunda temporada.

6.  Rev. – 2ª Temporada – Dramédia

Esta é outra produção britânica que constava de minha lista de 2010, categoria Vale a Pena Conferir, que nesta segunda temporada amadureceu.

A história gira em torno de Adam, um Reverendo anglicano e sua relação com a paróquia, colegas de trabalho e sua esposa, que deseja engravidar. Inseguro, muitas vezes ingênuo, mas com uma grande vontade de ajudar o próximo, esse homem de Deus revela ser um ser humano como qualquer outro. Cheio de fraquezas, ele se vê confrontado por questões existenciais que se apresentam na rotina do dia a dia. Seu maior obstáculo é ele mesmo.

Tal como ocorre com outras produções da Inglaterra, “Rev.” tem a liberdade de explorar temas que nos EUA seriam considerados tabus, especialmente para a TV aberta. O principal deles é a religião, que ainda é evitada por diversas produções mundo afora. Na série são discutidas de forma simples, mas abertamente, situações como a estrutura política e administrativa da igreja anglicana, sua relação com as demais religiões, bem como com a sociedade.

A série também abrange temas como a solidariedade, a homossexualidade dentro da igreja, o culto às celebridades e à mídia, o uso de drogas e a dependência aos vícios, exorcismo, fé, burocracia, preconceito, a educação de jovens, e a pedofilia, que além de comentada também é vista de forma simbólica como na cena em que Adam, vestindo uma batina, persegue Enid no parque, que corre gritando como se estivesse sendo atacada.

 7. Treme – 2ª Temporada – Drama

Esta é uma produção que exemplifica o que a TV a cabo era quando surgiu. Voltada a um segmento de público específico, mantendo baixa audiência, a série da HBO consegue ser renovada para novas temporadas, sem sofrer pressão do canal para popularizar sua narrativa com o objetivo de atrair o interesse de um público maior.

A série traz uma história com conteúdo pessoal, significativo e atual: a cultura regional em contraste com a globalização cultural.

A segunda temporada desta série teve um único problema: as cenas dramáticas ficaram perdidas na quantidade exagerada de números musicais. Mas, ainda assim, conseguiu se manter fiel à sua proposta, desenvolvendo mais a fundo sua história e a complexidade de seus personagens, os quais começaram a se desprender de suas raízes e de seu passado para tentar reconstruir suas vidas.

Com isso, alguns se perdem no meio do caminho, abandonando suas crenças e dando as costas à sua cultura. Outros buscam alternativas para manter seu amor e sua fé na cultura de Nova Orleans e na importância que ela tem para a sociedade em que vivem.

8. Justified – 2ª Temporada – Drama 

Esta é uma produção da qual não esperava gostar, embora seja fã de faroestes. Quando anunciaram a série como um faroeste moderno, torci o nariz. Logo concluí que seria apenas mais uma produção policial com narrativa procedimental estrelada por um agente federal que usa chapéu de cowboy. Nada disso. Embora esses elementos se façam presentes, a série traz uma belíssima construção de personagens que conduzem a história e não vice-versa.

Nesta segunda temporada, “Justified” trouxe uma das mais belas personagens que já vi nos últimos anos. Mags Bennett é uma espécie de Ma Parker. Uma mulher que, com a ajuda dos filhos, mantém um negócio de bebida clandestina. Mas ela é ambiciosa e ao longo dos episódios busca expandir seus negócios para outras áreas.

Esta temporada se aprofundou na história do condado e o valor afetivo que o lugar tem para os moradores que nasceram e cresceram na região. A trama também explorou a forma como os relacionamentos do passado determinam o comportamento no presente. Raylan passou por cima de seus princípios para ajudar Winona e, como inimigos cordiais, Mags e seus filhos mantiveram uma distância respeitável de Raylan e sua família, ao menos enquanto foi possível.

A atriz Margo Martindale rouba todas as cenas em que aparece, mas nem por isso o restante do elenco fica diminuído. Ao contrário, os atores que contracenaram com ela ganharam com sua presença. Juntos eles construíram cenas belíssimas, transformando a temporada em um prazer de se acompanhar, embora os personagens tenham sido melhor desenvolvidos que a trama proposta.

9. Boardwalk Empire - 2ª Temporada – Drama

A série é situada na década de 1920, iniciando sua trama logo após a decretação da Lei Seca. Embora o foco principal seja o contrabando de bebidas, “Boardwalk Empire” é uma série sobre proibições e transgressões, as quais são vistas em diversos níveis. O contrabando e a luta pelo poder é apenas o ponto de partida e uma referência prática para contar a história de personagens que se envolvem em diferentes situações, as quais os obrigam a tomar decisões. Geralmente a resposta encontrada por eles é a de transgredir as leis, sejam as do homem ou as de Deus. A forma como realizam essas transgressões, ou tentam evitá-las, e a maneira como lidam com as consequências compõem a trama.

Ao longo da história alguns personagens, que tinham uma forma de vida clara e objetiva, começam a se perder; outros que estavam perdidos começam a se questionar e a buscar alternativas de vida. Mas, em todos os casos, cada um deles precisa romper com padrões enraizados, tomando decisões que, para o estilo de vida que seguiam, podem ser consideradas amorais ou proibitivas. Ninguém é inocente ou puro para ser poupado das transformações que sofrem ou de suas consequências.

A segunda temporada explorou mais a fundo o passado, a solidão e as motivações de personagens, alguns dos quais se despediram do público. A temporada encerra uma etapa da história, introduzida no início da série. Foi feita uma limpa entre os personagens, levando a história a sofrer uma reestrutura.

O mais importante é que Nucky deixou de ser apenas um personagem que reage às situações que se apresentam para assumir de fato sua posição como gângster. Ao eliminar o representante da chamada ‘geração perdida’, Nucky desceu do muro. Sua transgressão terá consequências, uma das quais poderá ser o surgimento de uma nova inimiga, talvez mais poderosa que o Comodoro: Gillian.

10. Homeland – 1ª Temporada – Drama 

Acredito que ainda seja cedo para dizer se esta série chegou para ficar, mas em sua primeira temporada, “Homeland” conseguiu se estabelecer como uma das melhores estreias de 2011. A série é uma versão americana de uma produção israelense. Seguindo a linha de “24 Horas”, “Homeland” trabalha a questão do terrorismo.

Embora se mantenha no nível de um thriller de espionagem, tomando liberdades criativas para narrar sua história, a série consegue oferecer personagens e situações que os transformam em algo mais que simples protagonistas de uma ação.

O tema principal é a relação entre terrorismo e doença. A personagem central é Carrie. Diagnosticada como bipolar, ela é capaz de identificar padrões de comportamento. Poucos acreditam nela, o que a faz assumir uma postura neurótica e de stalker para provar suas teorias. Esta mulher, dependente de drogas prescritas, representa seu país, vendo em qualquer pessoa ou situação um terrorista em potencial. Desta forma, ela justifica suas ações, mesmo quando protagoniza um ataque pessoal à liberdade daqueles que estão sob suspeita.

Em segundo plano temos Brody, um fuzileiro resgatado do Afeganistão que teve sua mente abalada ao longo dos oito anos em que foi prisioneiro. Prefiro não comentar o  personagem para não passar spoilers, mas vale a pena dizer que ambos são, de alguma forma, constantemente traídos e pressionados a reagir, cada um à sua maneira, às situações que se apresentam diante deles.

A cada episódio é revelado um pouco mais sobre esse universo e seus personagens, terminando sempre com uma situação que leva o telespectador a querer saber o que vem depois.

Outras séries que valeram a pena conferir em 2011. A relação abaixo segue a ordem alfabética:

Comédia: 30 Rock, Curb Your Enthusiasm, Modern Family, Parks and Recreation.

Dramédia: The Big C, Bored to Death, Californication, Divã, Enlightened, Episodes, Friday Night Dinner, Louie, Shameless, Sirens, Secret Diary of a Call Girl, Twenty Twelve, Weeds.

Drama: Boss, Case Sensitive, The Closer, Friday Night Lights, The Good Wife, Sons of Anarchy.

Ficção/Fantasia: Doctor Who, Fringe, Game of Thrones.

Minisséries: Black Mirror, The Crimson Petal and the White, The Shadow Line, The Sinking of Laconia, Women in Love, The Yard.
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Por Fernanda Furquim: @fer_furquim
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As Estreias da Semana

Melissa & Joey

Melissa & Joey, a série do ABC Family  já renovada para sua segunda temporada, estreia hoje às 21h no canal Sony Spin. A primeira temporada tem 30 episódios.

Criada por David Kendall e Bob Young, a história resgata o enredo de “Who’s the Boss?”, série dos anos de 1980, que lançou Alyssa Milano ao estrelato. Melissa Joan Hart, de “Sabrina, Aprendiz de Feiticeira”, é Mel Burke, que assume a guarda de seus dois sobrinhos adolescentes, Lennox e Ryder. Sem ter a menor noção de como cuidar deles, Mel decide contratar uma babá. É aí que entra Joe Longo (Joey Lawrence), que lhe pede a chance de provar ser apto para o trabalho.

Hot in Cleveland

No dia 6 de outubro é a vez de “Hot in Cleveland, que estreia às 22h30 pelo TBS, novo canal do grupo Turner, disponível via Embratel.

A série criada por Suzanne Martin, de “Frasier” e “Ellen”, é estrelada por Valerie Bertinelli, de “One Day at a Time”, Wendie Malick, de “Just Shoot Me”, e Jane Leeves, de “Frasier”. A série ainda conta com a presença de Betty White, de “Mary Tyler Moore”, “Supergatas” e “Boston Legal”.

Na história, três mulheres de Beverly Hills se vêem presas em Cleveland quando seu vôo para Paris é forçado a fazer uma aterrisagem no aeroporto local.

A forma como elas se vestem e se comportam as transformam nas estrelas do lugar. Por isso, elas decidem ficar morando na cidade por algum tempo. Logo elas fazem amizade com a vizinha, uma senhora que não deixa a idade impedi-la de continuar aproveitando a vida.

A primeira temporada tem 10 episódios produzidos. Atualmente, a série se prepara para estrear a terceira temporada nos EUA, prevista para o dia 30 de novembro.

No Brasil, “Hot in Cleveland” concorre com “Gravity, que estreia no mesmo dia e horário pelo canal Globosat HD.

Criada por Jill Franklyn e Eric Schaeffer, a série teve apenas uma temporada produzida nos EUA, com um total de 10 episódios. A história acompanha um grupo de apoio a sobreviventes de tentativas de suicídio. Entre eles está Lily Champagne (Krysten Ritter), vendedora de maquiagem, emprego que detesta. Considerada clinicamente depressiva, ela sente a falta do amor do pai. Não conseguindo se conectar com ninguém, Lily tenta se matar. Mas, no hospital, ela testemunha um breve momento de uma visão que lhe dá um novo propósito para sobreviver e recomeçar sua vida.

Mais informações sobre a história aqui.

No dia 7 de outubro estreia pelo SBT a série “Homens de Certa Idade”, título em português de “Men of a Certain Age“, que será exibida no ingrato horário das 5h da manhã.

Criada por Ray Romano (Everybody Loves Raymond) e Mike Royce, a série foi cancelada com apenas duas temporadas produzidas, com 12 episódios cada.

Estrelada por Romano, Scott Bakula e Andre Braugher, a dramédia gira em torno de três amigos de longa data que passam pela crise da meia idade. Reavaliando suas vidas e as decisões que tomaram ao longo do caminho, eles tentam reescrever seus respectivos futuros.

O canal GNT anunciou a estreia de “InSecurity” para o dia 7 de outubro, mas não confirmou o horário. Cique no link acima para obter mais informações sobre a produção.

Murdoch Mysteries

No dia 8 de outubro, às 21h, estreia pela Globosat HD a série canadense “Murdoch Mysteries“, produção que estreou em seu país em 2008 e já foi renovada para sua quinta temporada.

Criada por Cal Coons e Alexandra Zarowny, a série acompanha as aventuras do detetive Murdoch (Yannick Bisson) desvendando mistérios em Toronto na década de 1890. A primeira temporada tem 13 episódios produzidos.

No dia 9 de outubro, às 21h  estreia pela HBO Brasil a segunda temporada de “Boardwalk Empire“, produção de Martin Scorsese estrelada por Steve Buscemi. A série situada no período da Lei Seca americana tem 12 episódios encomendados para sua segunda temporada, que estreou nos EUA registrando a média de 2.9 milhões de telespectadores, ao vivo, praticamente a metade do público que conquistou na estreia da primeira temporada.

No mesmo dia, às 22h, estreia pelo TCM a versão dublada em português da minissérie “Os Pilares da Terra“. Adaptada da obra de Ken Follet, a trama é situada na Inglaterra do Século 12 quando a Kingsbridge Cathedral, a primeira igreja gótica do Reino Unido, começa a ser construída. A história é ficcional e narra 40 anos da vida dos personagens envolvidos na construção, que gerou crises políticas e religiosas. A minissérie tem oito episódios produzidos, sendo que uma continuação já está em produção com o título de “World Without a End“.

Acompanhem as estreias de séries, temporadas e minisséries no Brasil, Canadá, EUA e Inglaterra pelo nosso Calendário.

23/08/2011

às 16:07 \ Atores Convidados, Séries Anos 2000-2009

Andre Braugher Negocia Participações em Law & Order: SVU

Andre Braugher

Com o cancelamento de “Men of a Certain Age“, os atores entram no circuito de participações especiais.

Scott Bakula estará em curta temporada em Londres com a peça “Terrible Advice“; Ray Romano será visto no primeiro episódio da terceira temporada de “The Middle”, o ator também dubla a voz de Manny no filme “A Era do Gelo 4″; e Andre Braugher está negociando sua participação na série “Law & Order: SVU“.

Se tudo der certo, Braugher terá participação semirregular na nova temporada de “Law & Order: SVU”, interpretando um advogado que defende causas envolvendo pessoas com baixo poder aquisitivo. Um dos casos com o qual trabalha o leva a entrar em contato com a Detetive Olivia Benson (Mariska Hargitay).

Indicado ao Emmy de 2011, na categoria de Melhor Ator Coadjvuante, Braugher também está no elenco do filme “The Baytown Disco”, ao lado de Paul Wesley (The Vampire Diaries) e Eva Longoria (Desperate Housewives), entre outros.

15/07/2011

às 18:16 \ Séries Anos 2000-2009, Séries Canceladas

Men of a Certain Age é Cancelada

Estou de luto! Como previsto, o canal TNT anunciou o cancelamento da série “Men of a Certain Age” não renovando a produção para sua terceira temporada.

Rumores sobre seu cancelamento vinham circulando há alguns dias, tendo em vista a baixa audiência registrada pela série. Acreditava-se que o canal estava apenas esperando o anúncio dos indicados ao prêmio Emmy para tomar sua decisão. Visto que a produção não conseguiu ser indicada na categoria Melhor Série Dramática, o anúncio de seu cancelamento é feito no dia seguinte. “Men of a Certain Age” recebeu apenas uma indicação para Melhor Ator Coadjuvante (Andre Braugher).

Segundo a imprensa, a TNT planejava cancelar uma de suas séries para abrir espaço em sua programação para a nova versão de “Dallas“.

Nos EUA, cada canal tem um perfil de programação. A TNT mantém um perfil que é uma mescla de CBS com USA, ou seja, séries policiais leves. As vezes o canal se arrisca a exibir produções que fogem de seu perfil. “Men of a Certain Age” era uma delas. Mas, por fugir completamente da proposta do canal, a série não conseguiu conquistar uma audiência. Esta é uma produção que caberia em canais como AMC, HBO ou mesmo FX.

A dramédia girava em torno de três amigos de longa data que passam pela crise da meia idade. Reavaliando suas vidas e as decisões que tomaram ao longo do caminho, eles tentam reescrever seus respectivos futuros.

Estrelada por Ray Romano, Scott Bakula e Andre Braugher, entre outros, a série foi criada por Romano e Mike Royce. “Men of a Certain Age” estreou em 2009 registrando 5.9 milhões de telespectadores, audiência média do canal. Mas, ao longo da exibição de sua primeira temporada, composta de 10 episódios, a série foi perdendo público, encerrando com cerca de 2.6 milhões. A segunda temporada estreou em dezembro de 2010, registrando cerca de 2.4 milhões. Com 12 episódios produzidos, encerrou sua exibição com cerca de 1.7 milhões de telespectadores ao vivo.

No Brasil, a série é exibida pelo canal a cabo Warner, que estreou a segunda temporada no dia 6 de julho.

Com o cancelamento de “Men of a Certain Age” e o fim próximo de “The Closer”, a TNT americana ficou mais vazia.

27/05/2011

às 17:50 \ Cartazes, Séries Anos 2010-2019

Novo Cartaz de Men of Certain Age – 2ª Temporada

Os novos episódios da segunda temporada de “Men of a Certain Age” terão início no dia 1º de junho, nos EUA.

Dividida em duas, a temporada de 12 episódios iniciou no dia 6 de dezembro de 2010, exibindo seis episódios. Em janeiro, a série teve uma pausa, voltando agora em junho.

No Brasil, a segunda temporada será exibida pelo canal Warner a partir do dia 6 de julho.

Cliquem no cartaz para ampliar.

Cuidado com Spoilers!

Na segunda temporada, Joe (Ray Romano) dedica mais tempo na prática do golfe e Owen (Andre Braugher) se torna gerente da loja de carros de seu pai, onde Terry (Scott Bakula) tenta se adaptar ao emprego de vendedor.

No episódio de retorno, que tem o título de “The Great Escape”, Joe procura criar uma relação de amizade com Manfro (Jon Manfrellotti), seu ex-bookmaker, que está passando por problemas de saúde. Terry, apaixonado por Erin, tenta criar um relacionamento mais sério com ela, e Owen recebe uma proposta estranha de uma empresa concorrente.

Confiram o primeiro cartaz aqui.

06/05/2011

às 11:30 \ Cartazes, Séries Anos 2010-2019

Cartaz de Men of a Certain Age – 2ª Temporada

A segunda temporada de “Men of a Certain Age” teve sua exibição dividida em duas partes. A primeira parte, composta de seis episódios, foi apresentada entre dezembro de 2010 e janeiro de 2011. A segunda parte, com de mais seis episódios, estreia nos EUA no dia 1º de junho. No Brasil, a série é exibida pelo canal Warner, que ainda não divulgou a exibição dos novos episódios. Cliquem na imagem para ampliar.

As 10 Melhores Séries de 2010

Mad Men (Foto AMC/Arquivo)

Todo final de ano são publicadas listas dos 10 melhores disso ou daquilo. Com o universo das séries não é diferente. Publicações americanas começam a listar as dez mais do ano contando com a opinião de seus críticos e de jornalistas que acompanham a programação de TV.

Para a revista Time, por exemplo, a lista publicada no dia 9 de dezembro elege “Breaking Bad”, “Mad Men”, “Parks and Recreation”, “Louie”, “Boardwalk Empire”, “Party Down”, “The Pacific” (minissérie), “The Good Wife”, “Rubicon” e “Terriers”, as duas últimas já canceladas.

Para a revista TV Guide, a lista é composta de 15 séries: “Mad Men”, “The Good Wife”, “Justified”, “Boardwalk Empire”, “Glee”, “Breaking Bad”, “Modern Family”, “Havaí 5-0″ (remake), “The Walking Dead”, “Community”, “Damages”, “Parks and Recreation”, “Terriers”, “Nikita” e “The Big C”.

Muitas publicações ainda não divulgaram suas listas, mas aqui vocês podem encontrar o Top 10 do AFI. Abaixo está ‘minha listinha’ de Top 10, com base na proposta e no desenvolvimento de conteúdo das séries.

1. Mad Men: trata-se de uma produção que consegue permanecer fiel à sua proposta e desenvolver seu conteúdo, apresentando questões pessoais e sociais que não ficam presas ou à mercê da vontade do público. Algo cada vez mais raro na TV que está levando até a produção a cabo a buscar as satisfações da audiência.

A maioria das séries tem um tempo de vida médio de cinco anos. Muitas são criadas com esse propósito. “Mad Men” também foi concebida para ter cinco anos, mas seu criador já avisou que está preparado para manter a história por seis temporadas, se necessário. A tendência de uma produção que chega ao quarto ano é perder o ritmo e declinar, trazendo falhas aqui e ali em seu desenvolvimento. Mas “Mad Men” vem crescendo e se consolidando a cada ano.

Atendo-se a um desenvolvimento interno dos personagens, eles se movimentam na trama, surpreendendo e mudando o rumo de suas vidas, de acordo com a época em que vivem. Nesta quarta temporada, temos a nova fase da vida de Don Draper. Profissionalmente bem sucedido, mas vivendo um caos pessoal. Porém, quando todos pensam que ele vai continuar caindo, Don toma uma decisão que promove uma reviravolta na sua vida. A pergunta que fica é: ele manterá um padrão de comportamento ou terá de fato mudado?

Em contrapartida, Betty continua caindo. Sua situação está longe de ser resolvida, já que ela ainda não olhou para si. Continua preocupada em manter as aparências como seu estilo de vida, construindo uma existência de acordo com os padrões da sociedade. O movimento que esta personagem faz na história retrata a revolução feminina do período, sem contundo levantar ‘a bandeira’.

A série é exibida nos EUA pelo AMC e no Brasil pela HBO. A quarta temporada já está disponível em DVD no mercado americano.

Breaking Bad (Foto AMC/Arquivo)

2. Breaking Bad: esta é uma produção que levei tempo para começar a assistir. Mas depois que se começa, não se consegue mais parar. O que mais chama a atenção, além da própria história, é a energia dos atores. Muitas são as séries que trazem um ótimo argumento e personagens, mas seus atores oferecem o mesmo nível de interpretação, prejudicando a evolução dos personagens e da história. Com isso, aqueles personagens que têm personalidades mais fortes ficam no mesmo nível daqueles que são mais fracos. Muitas vezes, para resolver isso, apela-se para a caricatura ou representação de um tipo. É necessário que cada ator encontre sua própria energia e a nivele às características de seu personagem, sem ignorar suas nuances. É o que acontece aqui.

Como se não bastasse, o desenvolvimento da história é excelente: um sujeito pacato que descobre ter câncer passa a se comportar como a própria doença ao destruir tudo que está ao seu redor. A montanha russa em que vive atinge sua família e seus amigos, que reagem a seu comportamento. Alguns o seguem, outros tentam resistir à sua força. Cada personagem é uma ‘célula’ que Walter vai destruindo conforme sua situação vai se deteriorando.  Interpretações e histórias são brindadas com uma belíssima fotografia.

A série é exibida nos EUA pelo AMC e no Brasil pelo AXN. A terceira temporada já está disponível em DVD no mercado americano.

Treme (Foto HBO/Arquivo)

3. Treme: será que sou a única que gostou dessa série? Não vejo críticos listarem essa produção em seus comentários sobre as melhores do ano. David Simon não consegue criar uma série ruim, mas nenhuma delas foi popular. “Homicide: Life on the Streets” foi subjugada por “Nova Iorque Contra o Crime”, série que conquistou público e crítica; “The Wire” passou despercebida pelo grande público, que na mesma época acompanhava “A Família Soprano”. E agora “Treme”, que está sendo ignorada até pela crítica.

É uma produção que traz um belo grupo de personagens, muito bem definidos. Cada um tem seus problemas e cada um segue suas próprias vontades, mas todos estão interligados pela mesma tragédia: a passagem do furacão Katrina por Nova Orleans. Tentando refazer suas vidas, cada um reagindo ao seu modo, eles são pressionados pela força de uma cultura que domina o ambiente.

Sem exageros ou melodramas, a série conseguiu estabelecer em sua primeira temporada um universo rico, cheio de possibilidades, tal qual as produções anteriores de Simon.

A série é exibida nos EUA e no Brasil pela HBO. A primeira temporada já está disponível em DVD no mercado americano.

Rubicon (Foto AMC/Arquivo)

4. Rubicon: esta foi outra série que demorei para conferir. Tal qual sua narrativa, levei tempo para penetrar no universo proposto. Mas desde o primeiro episódio, os personagens e as situações que viviam seduziram.

Seu cancelamento, embora previsto, entristece. Nem tanto pela produção em si, que mostrou a que veio e teve uma conclusão, mas pelo fato de que o canal AMC provou que nem ele está disposto a investir em um segmento que prefere o tipo de conteúdo e narrativa apresentados na série.

“Rubicon” foi um oásis em meio aos blockbusters de espionagem, que seduzia por seu tom intimista com um tema que normalmente apela para situações explosivas e, muitas vezes, burras. Comentários sobre a série aqui.

A série foi exibida nos EUA pelo AMC e estreia no Brasil em 2011 pelo canal I.Sat. “Rubicon” está disponível em video-on-demand no mercado americano.

Men of a Certain Age (Foto TNT/Arquivo)

5. Men of a Certain Age: essa estreou nos EUA na virada de 2009, tendo poucos episódios exibidos em 2010, chegando ao Brasil ao longo do ano. A segunda temporada recém estreou na TV americana. O que mais chama a atenção é o fato de que, apesar de explorar o universo masculino, não utiliza uma linguagem que retrata um comportamento de aparências.

A série penetra no íntimo de três personagens que vivem a crise da meia idade. Sem verbalizar ou ‘tentar discutir a relação’ eles revelam sua intimidade diante do público. Medos, anseios, sonhos, desejos e formas de pensar ou julgar situações e pessoas são passadas para o público de forma simples, mas sincera, que atinge seu objetivo muito mais profundamente que  qualquer melodrama.

Delicada e sem exageros, a série define personagens e situações que poderiam facilmente cair no clichê, mas escapa deles por conseguir explorar a realidade na qual cada um deles vive.

Recusada pela HBO, a série foi parar na TNT, que geralmente busca por produções de aventura, processuais ou mesmo dramáticas mas com desenvolvimento superficial. Comentários sobre “Men of a Certain Age” aqui.

A série é exibida nos EUA pela TNT e no Brasil pela Warner. A primeira temporada já está disponível em DVD no mercado americano.

Justified (Foto FX/Arquivo)

6. Justified: esta é outra produção que surpreendeu. Anunciada como um faroeste moderno, ela vai além do ambiente no qual está inserida. Trabalhando a relação entre justiça, tradições e religião, a história introduz personagens que, muitas vezes, parecem não ter muita importância na trama, mas seus desenvolvimentos revelam ramificações e interesses pessoais que os transformam em parte essencial para o conjunto da obra.

A trama também é aparentemente simples mas, no decorrer dos episódios, percebe-se que ela está apoiada a um enrraizamento cultural, que leva as histórias a um outro caminho com um significado muito mais profundo.

Excelentes personagens, muito bem introduzidos e desenvolvidos nessa primeira temporada.

A série é exibida nos EUA pelo canal FX e no Brasil pelo Space.

Downton Abbey (Foto ITV/Arquivo)

7. Downton Abbey: esta é uma produção inglesa que também trabalha com os aspectos culturais de uma época. De forma delicada, sem exageros, vemos os personagens se desenvolverem e se definirem ao longo de comportamentos corriqueiros. Personalidades são apresentadas de forma sutil, muitas vezes restritas a um comentário, um gesto ou um olhar.

A série segue a narrativa de “Assassinato em Gosford Park”, mas sem o crime. Temos aqui a relação patrões e empregados dentro de uma mansão inglesa no final da década de 1910. Mantendo reminiscências da relação que existia entre proprietário e escravo, a forma de se colocarem no mundo começa a se alterar quando chegam ao local pessoas vindas de fora, trazendo novas ideias e comportamentos.

A influência é percebida  entre os empregados e patrões. Assim, tentando equilibrar suas vontades e sonhos com as imposições de uma sociedade que cobra um comportamento exemplar, os personagens vão se transformando lentamente. O elenco conta com a presença de Maggie Smith, como sempre, impagável.

A série é exibida na Inglaterra pelo canal ITV. A primeira temporada já está disponível em DVD nos mercados americano e inglês.

Wallander (Foto BBC/Arquivo)

8. Wallander: só três episódios da segunda temporada da produção inglesa em 2010, mas tal qual a primeira, marcantes. Mantendo o contraste de um belo visual com o a crueza do comportamento humano, a temporada desenvolveu ainda mais a situação de Wallander em seu trabalho e na relação com o pai, que sofre do Mal de Alzheimer.

As angústias do personagem não são consequências de um trauma sofrido na infância ou no passado recente. Elas são inerentes à sua natureza humana, mais sensível e desorganizada, levando-o a um conflito social e pessoal. Sem conseguir lidar com o ambiente em que vive, Wallander se fecha, se torna introspectivo, tratando a todos com mau humor ou impaciência, ao mesmo tempo em que parece estar resignado com o fato de que jamais conseguirá mudar.

A forma como Kenneth Branagh conduz essas nuances do personagem dão o tom da série e determinam o desenvolvimento de seu conteúdo. Nessa segunda temporada, ele mergulha ainda mais em seus conflitos e neuroses, que agora não estão restritas à relação com o pai, mas também com a filha, que começa a dar um rumo para sua vida.

A série é exibida na Inglaterra pelo canal BBC. A primeira temporada foi disponiblizada em DVD no Brasil. A segunda já foi lançada nos mercados americano e inglês.

The Good Wife (Foto CBS/Arquivo)

9. The Good Wife: quando começou parecia ser mais uma produção jurídica apoiada em debates entre advogados e promotores. Mas a trama que se desenvolve como pano de fundo tem conseguido explorar o potencial da série e de seus personagens, apoiada por um ótimo elenco.

Intimista e consistente, a narrativa conseguiu se desprender do escândalo que deu início à série, mostrando que por trás do fato existem muitas histórias e ramificações. Com isso, a história conseguiu ultrapassar os limites da narrativa processual, apresentando ao público uma trama de articulações políticas que questiona o comportamento ético de candidatos a cargos públicos. Em meio a esse universo, existe uma mulher que tenta se manter ilesa dos atos de terceiros. Assim, a série deixa de lado a ideia de que se trata apenas de uma série sobre uma mulher traída que precisa refazer sua vida.

A série é exibida nos EUA pela CBS e no Brasil pelo canal Universal. A primeira temporada será lançada em DVD no mercado brasileiro em abril.

Boardwalk Empire (Foto HBO/Arquivo)

10. Boardwalk Empire: apesar de achar que a série ainda não conseguiu atingir seu potencial nessa primeira temporada, ela teve um desempenho muito bom. Os primeiros episódios serviram apenas para apresentar os personagens com seus históricos e seus objetivos dentro da trama, situando o ambiente e a época. Dentro dessa visão, a série ofereceu um ótimo roteiro que conseguiu fazer um bom cruzamento entre as histórias de diversos personagens ficcionais com um ambiente e situações  históricas e pessoas reais. Caberá à segunda temporada dar a ‘partida’ no desenvolvimento da trama proposta.

O que me incomodou nessa primeira temporada foram as atuações de alguns atores que, em minha opinião, ainda não mergulharam nos conflitos internos de seus respectivos personagens. Mantendo um distanciamento seguro, eles atuam em um nível racional. Precisariam tomar para si as dores, angústias e solidão daqueles a quem interpretam, adotando uma atuação mais orgânica. Coadjuvantes como Aleksa Palladino (Angela), Dabney Coleman (Comodoro) e Jack Huston (Richard) conseguem fazer pela série o que os atores principais ainda não fizeram.

Pela forma como a história foi desenvolvida, a segunda temporada poderá estabelecer um nível de interpretação que colocaria a série no mesmo patamar que produções como “Mad Men”, “Breaking Bad” ou “Treme” (as três primeiras séries dessa lista).

“Boardwalk Empire” é exibida nos EUA e no Brasil pela HBO.

Séries que também valeram a pena conferir em 2010.

Comédias: “30 Rock”, “Modern Family” e “Parks and Recreation”.

Dramas: “Terriers”, “Sons of Anarchy”, “Damages”, “Thorne”, “Luther”, “In Treatment”,  “The Closer”, “Lone Star” e “Sherlock”.

Dramédias: “The Big C”, “Nurse Jackie”, “United States of Tara”, “Him & Her”, “Whites”, “Rev.”, “Afinal, o Que Querem as Mulheres?”, “Bored to Death”.

Ficção/Fantasia: “Doctor Who” e “Fringe”.
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Por Fernanda Furquim: @fer_furquim

02/11/2010

às 12:24 \ Galeria de Fotos

Fotos de Men of a Certain Age – 2ª Temporada

A segunda temporada estreia nos EUA no dia 6 de dezembro.

Cartaz, fotos e informações aqui.

Cliquem nas fotos para ampliar.

(E-D) Scott Bakula, Andre Braugher e Ray Romano (Foto TNT)

19/10/2010

às 21:57 \ Cartazes

Cartaz da 2ª Temporada de Men of a Certain Age

26/09/2010

às 12:33 \ Atores Convidados

Atores Convidados e Atualizações de Elencos

The Big Bang Theory - Eliza Dushku, de “Dollhouse”, terá participação em pelo menos um episódio da série. Na história, Wolowitz (Simon Helberg) precisa ser liberado pelo Serviço Secreto para ter acesso a um projeto classificado. Eliza interpretará uma agente do FBI responsável por levantar informações sobre seu trabalho e sua vida. Para tanto, ela precisa entrevistar membros de sua família e amigos. A participação de Eliza será no sétimo episódio da quarta temporada que estreou ontem à noite nos EUA, registrando cerca de 13.95 milhões de telespectadores.

Chuck - A atriz de “Terminator: The Sarah Connor Chronicles” é a mais nova convidada especial da série. Summer Glau será Greta, agente da Buy More, que a cada semana é interpretada por uma atriz ou ator diferente, à la o Número 2 de “O Prisioneiro”, série inglesa dos anos de 1960. Ela será vista no oitavo episódio da nova temporada.

Off the Map – A nova série de Shonda Rhimes que estreia nos EUA no primeiro trimestre de 2011 terá a participação de Zach Gilford, de “Friday Night Lights”. Ele interpretará um cirurgião plástico, por quem a personagem de Aimee Garcia, de “Trauma”, se apaixona. O ator estará em pelo menos dois episódios. A série gira em torno do cotidiano de médicos que trabalham em uma clínica médica localizada na América do Sul.

The Good Wife – Miranda Cosgrove, de “iCarly”, terá participação em um episódio da série na qual interpretará uma cliente de Alicia, Sloan, uma estrela pop detida por dirigir embriagada. A cobertura da imprensa levará Alicia de volta aos jornais. O episódio deverá ser exibido nos EUA no dia 16 de novembro. Nessa nova temporada, a série terá a introdução de dois personagens semiregulares: Tammy (Elizabeth Reaser, de “Grey’s Anatomy”), uma jornalista esportiva que se envolve com um dos personagens do elenco fixo; e Donna (Lili Taylor, de “A Sete Palmos”), como o novo interesse romântico de Kalinda (Archie Panjabi).

Castle – A série terá participação do cantor Lyle Lovett em um episódio que deverá ser exibido em novembro. Lovett interpretará o agente Darryll Shafer, responsável por proteger informações de segurança nacional. Ele surge na história quando Castle e Beckett investigam um caso, cujas evidências apontam a possibilidade de uma abdução alienígena. A série também terá um novo personagem semiregular. Lee Tergesen, de “Oz”, interpretará ‘Gates’, principal suspeito de ser o assassino em série conhecido como ‘the triple killer’ ou ’3xk’.

V – O ator Jay Karnes, de “The Shield”, entrou para o elenco semiregular da série na qual interpretará Chris Bolling, agente do FBI chamado para ser o novo parceiro de Erica (Elizabeth Mitchell). Velhos conhecidos, Chris começará a suspeitar das atividades de Erica e de sua pretensa lealdade aos visitantes. A segunda temporada da série está prevista para estrear em novembro.

The Middle - O comediante Norm MacDonald, que já passou por “Saturday Night Live” e estrelou sua própria sitcom, “Norm”, fará uma participação na série. Ele será o irmão de Mike (Neil Flynn).

30 Rock - A série terá as participações de Rob Reiner, de “Tudo em Família”, Paul Giamatti, de “John Adams” e Queen Latifah, de “Living Single”. O primeiro interpretará uma versão televisiva de si mesmo, enquanto que Giamatti será um editor esnobe que interfere no trabalho da equipe de Liz. Já Latifah será uma Congressista que exige da rede NBC um número maior de programas que abordem a diversidade cultural.

Stargate Universe - A série terá a presença de vários atores conhecidos, entre eles: Victor Garber, de “Alias” e “Eli Stone”, interpretando Ovirda, o Embaixador do planeta Langara; Kathleen Quinlan, como a Senadora Michaels, substituta do Senador Armstrong, pai de Chloe; French Stewart, de “3rd Rock From the Sun”, como o Dr. Andrew Covel, chefe da equipe de pesquisas; e os atores de “Stargate Atlantis” que retornam a seus personagens em participações especiais já divulgadas: David Hewlett, como o Dr. Rodney McKay, e Robert Picardo, como Woolsey.

Men of a Certain Age - A série terá a presença de David Newson interpretando Mark, o irmão mais novo de Terry (Scott Bakula), que tenta se reconciliar com ele durante o aniversário do sobrinho. Esta não é a primeira vez que os dois atores interpretam irmãos. Newson foi o irmão de Sam Beckett, personagem de Scott Bakula na série “Contratempos”.  A segunda temporada da série estreia nos EUA no dia 6 de dezembro. O episódio com Newson deverá ser exibido no dia 3 de janeiro.

Glee – Nem todo mundo está ansioso por fazer participação na série da Fox. Tim Curry recusou o convite dos produtores para aparecer no episódio que fará uma homenagem ao musical “The Rocky Horror Show”, no qual Tim interpretou o Dr. Frank-N-Furter. Por enquanto, do elenco original do filme teremos a presença de Barry Bostwick (Brad) e Meat Loaf (Eddie). Susan Sarandon, que interpretou Janet, revelou ter interesse em fazer a série, mas nada está confirmado ainda. O episódio em homenagem ao musical deverá ser exibido no final de outubro, próximo ao Dia das Bruxas.

Desperate Housewives – John Schneider, de “Smallville”, e Nancy Travis, de “Becker”, serão os pais do personagem de Brian Austin Green. O casal deverá aparecer na série durante o sétimo episódio da sétima temporada.

House - Além das já divulgadas presenças de Matthew Lillard e Jennifer Grey, a série também terá as participações de Dylan Baker, visto em “The Good Wife”, e Amy Irving, vista em “Alias”.

CSI: NY – John Larroquette, de “Justiça Sem Limites”, terá participação em pelo menos dois episódios da série. Ele interpretará o detetive Ted Carver, que ‘bate de frente’ com Mac (Gary Sinise) enquanto investigam os ataques de um franco atirador em Manhattan. Larroquete será visto no episódio que irá ao ar nos EUA no dia 5 de novembro.

Blue Mountain State - A série do canal a cabo Spike terá a presença da ex-esposa de Charlie Sheen, Denise Richards, que estrela o reality show “It’s Complicated”. Ela interpretará Debra, ex-esposa do treinador Marty (Ed Marinaro). A série também contará com a participação de algumas celebridades do mundo dos esportes, como Bill Parcells, Boomer Esaison, Bill Romanowski e Brian Bosworth.

Lie to Me – A série terá participações dos atores Jamie Hector, de “The Wire”, que será visto no episódio do dia 10 de novembro, nos EUA, além de Shawn Doyle, de “Big Love”, e Tricia Helfer, de “Battlestar Galactica” e atualmente em “Dark Blue”.

Psych - O episódio da série que fará uma homenagem a “Twin Peaks” contará com a participação de Julee Cruise, cantora que apareceu na série de David Lynch. Ela interpretará uma versão especial do tema de abertura de “Psych”.

The Borgias - A nova série do Showtime que gira em torno da família Borgia terá a participação de Emmanuelle Chriqi, de “Entourage”, em três episódios, interpretando a Princesa Sancia, forçada a se casar com um dos filhos de Rodrigo Borgia (Jeremy Irons).


 

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