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Forbrydelsen

‘Forbrydelsen’ estreia na Globosat HD

Sofie Gråbøl como Sarah Lund em 'Forbrydelsen'

O canal a cabo Globosat HD estreia esta noite a série dinamarquesa Forbrydelsen, que já ganhou uma versão americana pelo canal AMC com o título de The Killing.

Criada por Søren Sveistrup, a primeira temporada tem 20 episódios produzidos. Na história, Sarah Lund (Sofie Gråbøl), prestes a se mudar para Suécia, é encarregada pelo Departamento de Polícia de Copenhague a definir a linha de trabalho que será adotada por seu substituto, Jan Meyer ( Søren Malling), nas investigações em torno do assassinato de Nanna Birk Larsen, uma jovem de 19 anos. Ao longo dos trabalhos, a dupla chega a diversos suspeitos, entre eles o candidato a prefeito Troels Hartmann (Lars Mikkelsen).

No Brasil, a série recebeu o título de The Killing – História de um Assassinato. Meu comentário sobre a temporada você lê aqui (cuidado com spoilers).

Em uma rápida conversa com o blog Nova Temporada, o ator Lars Mikkelsen fala sobre seu trabalho na série e seu personagem, um candidato a prefeito que se torna a esperança de renovação política. No entanto, quando se torna suspeito do crime, Troels se vê envolvido em um conflito moral.

Lars Mikkelsen como Troels

NT - Que características do seu personagem você buscou desenvolver mais?

LM - Desde o início da produção percebi que seria possível criar um personagem que representaria o político idealista e moderno vivendo a realidade da política local, o que o força a abrir mão de alguns de seus ideais. Eu realmente gosto da idéia de um homem idealista e ingênuo que tenta se comunicar diretamente com o povo, ao contrário da comunicação controlada do político que você encontra em muitos dos nossos líderes. Assim, busquei criar um homem empático e apaixonado por seu trabalho.

NT - Vocês sabiam quem era o assassino desde o início? Trabalharam o desenvolvimento de personagens com esse conhecimento?

LM - Nós não sabíamos quem era o assassino até a produção dos dois últimos episódios ter início. Mas durante todo o tempo todos nós trabalhamos diretamente com os roteiristas no desenvolvimento dos personagens.

NT - Apesar de Troels ser um suspeito, Sarah sempre o tratou com uma certa diferença em relação aos demais suspeitos. Qual sua opinião sobre essa relação ambígua entre Troels e Sarah, se é que ela realmente existe?

LM -Eu acho que os dois conseguem reconhecer no outro sua própria solidão, juntamente com a paixão que cada um tem pelo seu trabalho, o que os faz partilharem uma certa simpatia. Mas, como ele também é um suspeito, essa simpatia se torna ambígua.

NT - De que forma o sucesso nacional e internacional de Forbrydelsen afetou a produção televisiva da Dinamarca?

LM - Eu acho que a produção na Dinamarca vem mantendo uma escalada constante nos últimos dez anos ou mais, em termos de qualidade. Forbrydelsen é o resultado desse crescimento. Mas a linha narrativa da história, juntamente com o grande elenco e os bons diretores que ela teve, trouxe realmente para esta série um novo nível de qualidade. O que isso significa não serei capaz de responder-lhe agora. Os efeitos serão visíveis daqui a alguns anos.

NT - Você já viu a versão americana? Qual sua opinião sobre seu personagem na versão americana? Acha que é muito diferente?

LM - Lamento dizer que ainda não vi a versão americana porque venho me dedicando ao trabalho com uma peça de teatro. Mas tão logo tenha tempo, irei conferir. Billy Campbell esteve em Compenhague. Ele é uma ótima pessoa. Sinto-me honrado que ele esteja fazendo o personagem.

NT - Você já esteve no Brasil ou já viu  algum filme ou programa de TV brasileiro?

LM - Nunca estive em seu país, mas sempre desejei conhecê-lo. Assisti Cidade de Deus, que achei uma grande e assustadora experiência, um grande filme. Esta é a única produção brasileira que conheço.

A série Forbrydelsen estreia esta noite às 22 horas.

28/12/2011

às 10:56 \ Séries Anos 2000-2009, Séries Dinamarca

Forbrydelsen Estreia no Brasil em Fevereiro

Sofie Gråbøl como Sarah Lund em "Forbrydelsen"

A série dinamarquesa “Forbrydelsen” estreia no Brasil pelo Globosat HD no dia 27 de fevereiro, às 22h, com o título de “The Killing – História de um Assassinato”.

A produção de 2007 está atualmente em sua terceira, e possivelmente última temporada, que estreia em seu país em setembro de 2012. Ao ser exibida na Inglaterra, se transformou rapidamente em um cult. Bem recebida pela crítica e pela audiência, a série conquistou dezenas de prêmios, entre eles o BAFTA (versão inglesa do Emmy). Em 2011, “Forbrydelsen” gerou um remake com o título de “The Killing”.  Mas, além de não conquistar a mesma receptividade, a versão americana também alterou diversas situações e construção de personagens, que mudaram o rumo da história em relação ao original.

Criada por Søren Sveistrup, a primeira temporada tem 20 episódios produzidos. Na história, Sarah Lund (Sofie Gråbøl), prestes a se mudar para Suécia, é encarregada pelo Departamento de Polícia de Copenhague a definir a linha de trabalho que será adotada por seu substituto, Jan Meyer ( Søren Malling), nas investigações em torno do assassinato de Nanna Birk Larsen, uma jovem de 19 anos. Ao longo dos trabalhos, a dupla chega a diversos suspeitos, entre eles o candidato a prefeito Troels Hartmann (Lars Mikkelsen).

A temporada transcorre ao longo de 20 dias nos quais acompanhamos as investigações em torno do assassinato, a forma como a família da vítima lida com a perda, e as diversas manipulações políticas que interferem com os trabalhos de Sarah.

Na segunda temporada Sarah investiga a morte de uma advogada que mantinha conexões com os militares. Já na terceira temporada, Sarah precisa solucionar o assassinato de um marinheiro, situação que a leva a entrar em contato com membros da comunidade financeira, que atualmente vivem os altos e baixos da crise global econômica.

Cliquem na imagem para ampliar. 

As 10 Melhores Séries de 2011

Chegou a hora de listar as produções seriadas que se destacaram ao longo do ano.

Ao contrário de 2010, foi difícil completar a lista das 10+ de 2011. Acredito que muitos irão concordar comigo quando digo que o ano foi muito fraco para a TV americana. Promessas não cumpridas e retornos abaixo das expectativas predominaram no mundo das séries.

As aparências foram mais importantes que o conteúdo. Diálogos didáticos ou excessivamente expositvos e abordagens que remontam à década de 1980 predominaram, bem como personagens, situações e propostas já vistas em outras produções foram reformuladas para dar cara nova às séries. As comédias retomaram o humor ingênuo, generalizando situações em torno de temas, alguns dos quais já exaustivamente explorados. Espero que as melhores estreias tenham sido agendadas para 2012.

Muitos poderão questionar as razões pelas quais não incluí suas séries favoritas na lista Top 10 de 2011. A resposta é simples: a lista é elaborada de acordo com a minha opinião do que é uma boa série de TV. Ela não é o resultado de um concurso de popularidade ou um apanhado geral das maiores audiências do ano. As produções foram selecionadas com base em suas propostas, bem como no desenvolvimento dos personagens e situações.

A lista inicia com as produções que, em minha opinião, se destacaram. No final da postagem encontram-se as séries que, embora não tenham entrado na lista das 10+, também são produções que valeram a pena assistir. Este ano começo a incluir na lista as minisséries, formato que faz parte do conteúdo deste blog, mas por falha minha não foram lembradas na postagem das melhores de 2010. Algumas produções ainda não chegaram ao Brasil, mas já estão disponíveis no mercado internacional.

Gostaria de lembrar que “Mad Men”, uma das melhores séries da atualidade, não consta da lista porque em 2011 não ofereceu episódios novos. Em função de uma disputa contratual, ela perdeu um ano em sua sequência de produção, retornando com sua 5ª temporada em 2012.

1. The Slap – Minissérie – Drama

Esta é uma produção australiana com base no bestseller de Christos Tsiolkas, dividida em oito episódios. Durante um churrasco que reúne familiares e amigos, Harry, primo do dono da casa, dá um tapa no rosto de Hugo, uma criança de três anos que vinha se comportando mal sem ter sido repreendida pelos pais. Este é o ponto de partida para narrar a vida de oito personagens, que reagem cada um à sua maneira à atitude de Harry. Cada episódio é protagonizado por um dos personagens.

Trata-se de uma belíssima obra que retrata de forma delicada a trajetória de cada personagem sem tomar partido, seja em relação ao tapa ou ao estilo de vida de cada um. Ninguém está 100% certo ou errado. São pessoas que vivem de acordo com suas opiniões e seus desejos, independentemente da necessidade de se tornarem simpáticas diante dos olhos de terceiros.

As opiniões e atitudes de cada um se contrastam: o homem que é escravo da família (Hector) x o homem que escraviza a família (Harry); a mulher presa às responsabilidades (Aisha) x a mulher que foge de responsabilidades (Anuk); o pai que ‘perdeu a voz’ (Manolis) x a mãe que sempre se faz ouvir (Rose); a adolescente que busca o amor (Connie) x o jovem que esconde e sufoca seus sentimentos (Richie).

2. Forbrydelsen  - 1ª Temporada – Drama 

Esta é uma produção dinamarquesa que gerou a série americana conhecida como “The Killing”. Mas, como a maioria dos remakes, a versão americana está muito abaixo da qualidade do original. Embora a primeira temporada de “Forbrydelsen” tenha sido produzida em 2007, ela somente ficou disponível para o mercado internacional em 2011.

Em 20 episódios da primeira temporada, a história acompanha as investigações em torno do assassinato de uma jovem sob circunstâncias que levam a diferentes interpretações. A narrativa divide-se entre o trabalho da polícia, comandado por Sarah Lund, e a vida pessoal de cada personagem envolvido de alguma forma com o crime ou com as investigações.

Lentamente, e de forma simples, o cenário sentimental desta série vai se formando em torno dos fatos que são revelados a cada episódio. Emoção e razão convivem de forma equilibrada, sem muito melodrama ou protecionismo por parte dos roteiristas. Através de olhares, gestos ou diálogos rotineiros, tomamos conhecimento de relacionamentos complexos e com um longo histórico, os quais não são solucionados simplesmente porque a investigação, que predomina na trama, encerrou. Meu comentário sobre a temporada está aqui.

Na segunda temporada, a série traz 10 episódios que reduzem a abordagem do lado pessoal dos personagens, embora ainda esteja presente. O foco principal é a investigação em torno do assassinato de uma advogada.

3. Men of a Certain Age – 2ª e Última Temporada – Drama

Uma das minhas decepções é a tendência atual da TV a cabo de se aproximar da TV aberta. Quando começou a produzir na década de 1990, a TV a cabo veio com uma proposta de se tornar uma alternativa para as produções oferecidas pela rede aberta. Seu sucesso forçou a TV aberta a buscar programas mais complexos e com um desenvolvimento de personagens mais profundo, que pudessem competir com o que era oferecido no cabo.

Por cerca de 10 anos ela conseguiu se manter nesse caminho, oferecendo séries com temáticas voltadas para diferentes segmentos de público. Como resultado, produções com baixa audiência conseguiram sobreviver. Aos poucos, com algumas exceções, a TV a cabo vem mudando esse perfil. Ela começou a adotar como critério de produção a medição do nível de audiência que se tornou determinante na renovação de uma série. No entanto, não é o público que a TV a cabo formou que decide o futuro de um programa, mas aquele que dá audiência à rede aberta e que também se tornou alvo dos canais a cabo. Nada contra séries de puro entretenimento, com histórias leves e desenvolvimento controlado, desde que elas não predominem, em especial na TV a cabo.

Digo tudo isso porque “Men of a Certain Age”, que por incrível que pareça surgiu na TNT, um canal que vem adotando a cada ano que passa um perfil mais popular, foi cancelada por baixa audiência para dar lugar à nova versão de “Dallas”. Para os fãs, resta a ideia de que pelo menos tivemos a oportunidade de conhecer a série.

Esta é uma das mais belas produções dos últimos anos sobre a crise da meia idade. Com uma abordagem simples e intimista ela apresenta personagens que aos poucos vão se conscientizando da passagem do tempo e do rumo que suas vidas seguiram. A princípio, eles adotam uma postura derrotista mas, lentamente, cada um ao seu próprio tempo, começa a perceber que ainda dá tempo de criar um novo futuro. A segunda temporada traz uma espécie de despedida dos personagens, já que o último episódio conseguiu oferecer, de certa forma, uma definição das situações protagonizadas por eles.

4. Breaking Bad – 4ª Temporada – Drama

Ao lado de “Mad Men”, esta série consegue manter a credibilidade do canal americano AMC, que em suas últimas estreias vem optando por uma linguagem mais popular e caricata. Renovada para sua última temporada, a série promete entrar para a história da televisão como mais uma produção que conseguiu manter sua qualidade e objetivos do começo ao fim.

A história tem início quando um pacato professor entra na vida do crime depois que descobre sofrer de câncer. A partir daí, inicia-se uma jornada que é uma verdadeira montanha-russa. Cheia de altos e baixos, Walter se arrisca constantemente, conseguindo ficar fora do alcance da polícia. Tentando manter o controle de sua vida e daqueles que o cercam, Walter descobre que isto nem sempre é possível.

Nesta quarta temporada ele, por algum tempo, perde esse controle. Sob o jugo de Gus, Walter é ‘aprisionado’. Mas como se domestica um redemoinho? Acreditando que ainda mantém o controle, Walter primeiro tenta manipular e depois mede forças com Gus. Sem resultados, ele entra no processo de ebulição que irá explodir no final.

Enquanto isso, a temporada destaca os demais personagens, como Gus e sua história, bem como sua tentativa de separar Walter e Jesse. Este sofre uma crise de identidade colocando em dúvida sua amizade e sua fé em Walter. Já Skyler revela ser perfeitamente capaz de cometer seus delitos em nome da sobrevivência. Imagino se no final o confronto será entre Walter e Hank ou se entre Walter e Skyler.

5. Him & Her - 2ª Temporada – Dramédia

Esta é uma série inglesa que já figurava em minha lista do ano passado, na categoria Vale a Pena Conferir. Ela não é uma produção que cai fácil no gosto popular mas, para quem procura algo mais que bordões e caricaturas, “Him & Her” é uma boa opção.

A série é essencialmente uma peça de teatro. Presa a um único cenário, a história transcorre em um pequeno apartamento dividido em quatro cômodos: o hall de entrada, a cozinha, o quarto e o banheiro. Dependendo da posição em que está, a câmera consegue mostrar todos os cômodos de uma só vez. Em outros casos, a câmera abre, apresentando simultaneamente o que acontece em dois cômodos, com a tela dividida por uma parede. Em alguns episódios o cenário também inclui o corredor, que fica em frente ao apartamento onde os protagonistas vivem. Ao longo da série vemos episódios que retratam situações típicas da narrativa teatral, como a construção do imaginário do público através de relatos que os personagens fazem da vida lá fora, e o entra e sai de personagens em um único ambiente.

Com uma narrativa naturalista, a série traz uma abordagem que segue a linha perpetuada por Samuel Beckett no teatro, com personagens vivendo o nada mas revelando muito. Em “Him & Her” ninguém está à espera de Godot, nem tampouco da morte, embora a história também seja centrada em dois vagabundos que em sua rotina entediante demonstram não ter entusiasmo pela vida ou objetivos a serem alcançados. No elenco também está o casal formado por Laura e Paul, ela irmã de Becky, uma jovem dominadora e egocêntrica, ele um noivo submisso.

Por opção, o casal formado por Becky e Steve se sustenta com os benefícios do governo. Sem trabalhar, os dois passam o dia dentro do apartamento tentando fazer apenas o que gostam: transar, assistir DVD e jogar games. Eles saem pouco e quando isto ocorre é, geralmente, por obrigação. Em contrapartida, os familiares e amigos insistem em bater à porta do casal se intrometendo em sua vida, algo que ocorre com mais frequência na segunda temporada.

6.  Rev. – 2ª Temporada – Dramédia

Esta é outra produção britânica que constava de minha lista de 2010, categoria Vale a Pena Conferir, que nesta segunda temporada amadureceu.

A história gira em torno de Adam, um Reverendo anglicano e sua relação com a paróquia, colegas de trabalho e sua esposa, que deseja engravidar. Inseguro, muitas vezes ingênuo, mas com uma grande vontade de ajudar o próximo, esse homem de Deus revela ser um ser humano como qualquer outro. Cheio de fraquezas, ele se vê confrontado por questões existenciais que se apresentam na rotina do dia a dia. Seu maior obstáculo é ele mesmo.

Tal como ocorre com outras produções da Inglaterra, “Rev.” tem a liberdade de explorar temas que nos EUA seriam considerados tabus, especialmente para a TV aberta. O principal deles é a religião, que ainda é evitada por diversas produções mundo afora. Na série são discutidas de forma simples, mas abertamente, situações como a estrutura política e administrativa da igreja anglicana, sua relação com as demais religiões, bem como com a sociedade.

A série também abrange temas como a solidariedade, a homossexualidade dentro da igreja, o culto às celebridades e à mídia, o uso de drogas e a dependência aos vícios, exorcismo, fé, burocracia, preconceito, a educação de jovens, e a pedofilia, que além de comentada também é vista de forma simbólica como na cena em que Adam, vestindo uma batina, persegue Enid no parque, que corre gritando como se estivesse sendo atacada.

 7. Treme – 2ª Temporada – Drama

Esta é uma produção que exemplifica o que a TV a cabo era quando surgiu. Voltada a um segmento de público específico, mantendo baixa audiência, a série da HBO consegue ser renovada para novas temporadas, sem sofrer pressão do canal para popularizar sua narrativa com o objetivo de atrair o interesse de um público maior.

A série traz uma história com conteúdo pessoal, significativo e atual: a cultura regional em contraste com a globalização cultural.

A segunda temporada desta série teve um único problema: as cenas dramáticas ficaram perdidas na quantidade exagerada de números musicais. Mas, ainda assim, conseguiu se manter fiel à sua proposta, desenvolvendo mais a fundo sua história e a complexidade de seus personagens, os quais começaram a se desprender de suas raízes e de seu passado para tentar reconstruir suas vidas.

Com isso, alguns se perdem no meio do caminho, abandonando suas crenças e dando as costas à sua cultura. Outros buscam alternativas para manter seu amor e sua fé na cultura de Nova Orleans e na importância que ela tem para a sociedade em que vivem.

8. Justified – 2ª Temporada – Drama 

Esta é uma produção da qual não esperava gostar, embora seja fã de faroestes. Quando anunciaram a série como um faroeste moderno, torci o nariz. Logo concluí que seria apenas mais uma produção policial com narrativa procedimental estrelada por um agente federal que usa chapéu de cowboy. Nada disso. Embora esses elementos se façam presentes, a série traz uma belíssima construção de personagens que conduzem a história e não vice-versa.

Nesta segunda temporada, “Justified” trouxe uma das mais belas personagens que já vi nos últimos anos. Mags Bennett é uma espécie de Ma Parker. Uma mulher que, com a ajuda dos filhos, mantém um negócio de bebida clandestina. Mas ela é ambiciosa e ao longo dos episódios busca expandir seus negócios para outras áreas.

Esta temporada se aprofundou na história do condado e o valor afetivo que o lugar tem para os moradores que nasceram e cresceram na região. A trama também explorou a forma como os relacionamentos do passado determinam o comportamento no presente. Raylan passou por cima de seus princípios para ajudar Winona e, como inimigos cordiais, Mags e seus filhos mantiveram uma distância respeitável de Raylan e sua família, ao menos enquanto foi possível.

A atriz Margo Martindale rouba todas as cenas em que aparece, mas nem por isso o restante do elenco fica diminuído. Ao contrário, os atores que contracenaram com ela ganharam com sua presença. Juntos eles construíram cenas belíssimas, transformando a temporada em um prazer de se acompanhar, embora os personagens tenham sido melhor desenvolvidos que a trama proposta.

9. Boardwalk Empire - 2ª Temporada – Drama

A série é situada na década de 1920, iniciando sua trama logo após a decretação da Lei Seca. Embora o foco principal seja o contrabando de bebidas, “Boardwalk Empire” é uma série sobre proibições e transgressões, as quais são vistas em diversos níveis. O contrabando e a luta pelo poder é apenas o ponto de partida e uma referência prática para contar a história de personagens que se envolvem em diferentes situações, as quais os obrigam a tomar decisões. Geralmente a resposta encontrada por eles é a de transgredir as leis, sejam as do homem ou as de Deus. A forma como realizam essas transgressões, ou tentam evitá-las, e a maneira como lidam com as consequências compõem a trama.

Ao longo da história alguns personagens, que tinham uma forma de vida clara e objetiva, começam a se perder; outros que estavam perdidos começam a se questionar e a buscar alternativas de vida. Mas, em todos os casos, cada um deles precisa romper com padrões enraizados, tomando decisões que, para o estilo de vida que seguiam, podem ser consideradas amorais ou proibitivas. Ninguém é inocente ou puro para ser poupado das transformações que sofrem ou de suas consequências.

A segunda temporada explorou mais a fundo o passado, a solidão e as motivações de personagens, alguns dos quais se despediram do público. A temporada encerra uma etapa da história, introduzida no início da série. Foi feita uma limpa entre os personagens, levando a história a sofrer uma reestrutura.

O mais importante é que Nucky deixou de ser apenas um personagem que reage às situações que se apresentam para assumir de fato sua posição como gângster. Ao eliminar o representante da chamada ‘geração perdida’, Nucky desceu do muro. Sua transgressão terá consequências, uma das quais poderá ser o surgimento de uma nova inimiga, talvez mais poderosa que o Comodoro: Gillian.

10. Homeland – 1ª Temporada – Drama 

Acredito que ainda seja cedo para dizer se esta série chegou para ficar, mas em sua primeira temporada, “Homeland” conseguiu se estabelecer como uma das melhores estreias de 2011. A série é uma versão americana de uma produção israelense. Seguindo a linha de “24 Horas”, “Homeland” trabalha a questão do terrorismo.

Embora se mantenha no nível de um thriller de espionagem, tomando liberdades criativas para narrar sua história, a série consegue oferecer personagens e situações que os transformam em algo mais que simples protagonistas de uma ação.

O tema principal é a relação entre terrorismo e doença. A personagem central é Carrie. Diagnosticada como bipolar, ela é capaz de identificar padrões de comportamento. Poucos acreditam nela, o que a faz assumir uma postura neurótica e de stalker para provar suas teorias. Esta mulher, dependente de drogas prescritas, representa seu país, vendo em qualquer pessoa ou situação um terrorista em potencial. Desta forma, ela justifica suas ações, mesmo quando protagoniza um ataque pessoal à liberdade daqueles que estão sob suspeita.

Em segundo plano temos Brody, um fuzileiro resgatado do Afeganistão que teve sua mente abalada ao longo dos oito anos em que foi prisioneiro. Prefiro não comentar o  personagem para não passar spoilers, mas vale a pena dizer que ambos são, de alguma forma, constantemente traídos e pressionados a reagir, cada um à sua maneira, às situações que se apresentam diante deles.

A cada episódio é revelado um pouco mais sobre esse universo e seus personagens, terminando sempre com uma situação que leva o telespectador a querer saber o que vem depois.

Outras séries que valeram a pena conferir em 2011. A relação abaixo segue a ordem alfabética:

Comédia: 30 Rock, Curb Your Enthusiasm, Modern Family, Parks and Recreation.

Dramédia: The Big C, Bored to Death, Californication, Divã, Enlightened, Episodes, Friday Night Dinner, Louie, Shameless, Sirens, Secret Diary of a Call Girl, Twenty Twelve, Weeds.

Drama: Boss, Case Sensitive, The Closer, Friday Night Lights, The Good Wife, Sons of Anarchy.

Ficção/Fantasia: Doctor Who, Fringe, Game of Thrones.

Minisséries: Black Mirror, The Crimson Petal and the White, The Shadow Line, The Sinking of Laconia, Women in Love, The Yard.
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Por Fernanda Furquim: @fer_furquim
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Trailer de Forbrydelsen – 2ª Temporada

Esta noite estreia na Inglaterra, pelo canal BBC4, a segunda temporada de “Forbrydelsen, que na tradução significa “Crime”. Este é um drama dinamarquês que rapidamente se tornou um clássico com sua estreia no Reino Unido.

O sucesso conquistado pela série levou o canal AMC a encomendar uma versão americana, que recebeu o título de “The Killing”. Foi esta a produção que chegou ao Brasil pelo canal A&E.

A série original dinamarquesa está prevista para estrear pela Globosat HD no dia 27 de fevereiro. O canal adquiriu as três temporadas já produzidas.

A primeira temporada, exibida na Inglaterra entre janeiro e março de 2011, foi produzida em 2007. A segunda, que estreia esta noite, foi produzida em 2009. Atualmente, a série está em sua terceira temporada, que tem previsão de estreia na Dinamarca em setembro de 2012.

Criada por Søren Sveistrup, a segunda temporada tem 10 episódios produzidos. Segundo divulgação do canal, a trama é mais complexa que a aquela oferecida na primeira e lida com temas como política nacional, militarismo e terrorismo islâmico.

[Spoilers] A história tem início dois anos após o assassinato de Nanna. Sarah (Sofie Gråbøl) foi rebaixada de cargo e agora trabalha no aeroporto de Gedser, interior da Dinamarca. Mas quando uma advogada é assassinada, Lennart Brix (Morten Suurballe), a nova chefe de polícia, pede sua ajuda. As investigações levam a crer que a morte da mulher está ligada ao assassinato de civis no Afeganistão, do qual soldados dinamarqueses teriam feito parte. [Fim dos Spoilers]

Forbrydelsen ou The Killing?

Forbrydelsen” é uma série dinamarquesa que fez muito sucesso quando estreou em 2007. Exibida pela BBC britânica, tornou-se rapidamente um cult. Após vários prêmios e reconhecimento crítico, foi adaptada pelo canal americano AMC com o título de “The Killing”. Esta, por sua vez, estreou nos EUA em abril de 2011, com 13 episódios produzidos para a primeira temporada, a qual encerrou com um episódio que dividiu a opinião da crítica e do público.

A produção original conta com três temporadas, sendo que a terceira ainda não estreou em seu país de origem. Cada temporada narra uma trama diferente, em torno de Sarah Lund, uma investigadora da polícia de Copenhagem. A  primeira temporada de  “Forbrydelsen” tem 20 episódios, os quais narram a investigação em torno do assassinato de Nanna Birk Larsen, uma jovem estudante que é violentada e morta. Seu é corpo encontrado no bagageiro de um carro, o qual pertence à equipe do vereador Troels Hartmann, candidato a prefeito da cidade.

Na versão americana, a jovem chama-se Rose Larsen e o vereador Darren Richmond. Mas, embora elas contem a mesma história, as duas séries são diferentes, tanto no desenvolvimento de conteúdo, quanto de personagem. Até meados do episódio nove, as duas séries seguem o mesmo caminho, com algumas diferenças nas situações apresentadas e na composição dos personagens. Mas, a partir do nono episódio cada série segue seu próprio rumo.

“Forbrydelsen” foge do lugar comum das produções americanas, algo que foi adotado por “The Killing”. Ao invés das investigações se apoiarem no uso de uma parafernália eletrônica ou no dom especial, quase milagroso, de personagens que, embora não tenham super poderes posam como tal, a série introduz pessoas comuns que lidam com suas limitações e poucos recursos tecnológicos para solucionar um crime, aparentemente simples.

A proposta da série é trabalhar com a ideia de que as pessoas julgam e condenam ou absolvem terceiros com base nas aparências e em conclusões precipitadas. A partir dessa ideia, a história original se divide em quatro linhas: as investigações em torno do crime; a conspiração política, na qual temos um partido deturpando evidências para incriminar o oponente, enquanto este busca desesperadamente se eximir de qualquer responsabilidade, ao mesmo tempo em que esconde evidências para não se comprometer; a família da vítima, que tenta lidar com a perda e com o escrutínio da polícia; e a briga de egos e de poder dentro da própria chefatura de polícia, que prejudica as investigações.

Este texto não irá revelar quem é o assassino na história original, mas traz alguns spoilers que ainda podem, ou não, serem utilizados pela versão americana.

Na série original, Sarah é uma mulher de poucas palavras e amigos. Reservada, obcecada por seu trabalho, vive com a mãe e com seu filho, fruto de uma relação que não deu certo em função de sua dedicação à carreira. Sarah não se afasta propositalmente do convívio com as pessoas. Ela apenas não sabe como interagir socialmente. Quando a história começa, ela está noiva de Bengt, psicólogo criminalista que trabalha com a polícia. Os dois pretendem se casar e morar na Suécia.

Bengt foi na frente para acompanhar a obra que está sendo feita na nova casa. Enquanto isso, Sarah e seu filho (que nesta versão quase não aparece) continuam morando com a mãe. Esta, por sua vez, está feliz por ver que a filha está finalmente dedicando-se a construir uma vida pessoal.

Sarah e sua mãe mantém uma relação sociável. Constantemente cobrando da filha uma atenção maior ao neto e à sua vida pessoal, a mãe de Sarah não consegue manter um diálogo com a filha, que ignora ostensivamente o que ela fala. O mesmo tipo de relação Sarah tem com o filho, mas em papeis invertidos.

Holder e Sarah, versão americana

Então o corpo de Nanna é encontrado. O chefe de polícia pede a Sarah que auxilie Meyer, que irá substituí-la, no início das investigações, visto que ele ainda é um novato em sua função. Sua tarefa é determinar a linha de ação das investigações.

O encontro entre Sarah e Meyer é amigável. Ao contrário da versão americana, Sarah não o critica ou o vê de forma negativa. Ao longo das investigações eles têm diferentes pontos de vista ou forma de conduzir o trabalho, mas em nenhum momento ela o critica.

Sua obsessão por encontrar o assassino isola seu pensamento e seu comportamento de qualquer outra questão. É Meyer quem critica seu comportamento a um nível que o leva a comprometer as investigações. Em determinado momento, ele toma a decisão de registrar queixa contra ela junto a seu superior. No entanto, muda de ideia quando vê que ela está certa.

Nesta versão, Meyer é casado e tem três filhas. Dedicado à família, um dos pontos de discórdia entre ele e Sarah é o fato de que Meyer quer voltar para casa à noite para ficar com a esposa e as filhas, mas ela o faz acompanhá-lo a algum lugar para seguir alguma pista. Na série americana, Holder é solteiro, tem uma irmã e um sobrinho. Seu trabalho o levou ao vício das drogas, embora já esteja se recuperando com a ajuda de um grupo de apoio.

Troels Hartmann veio de uma família de políticos. Vereador, concorre ao cargo de prefeito da cidade enfrentando Poul Bremer, que está há 12 anos no poder e tenta sua quarta reeleição. O prefeito é um velhaco que conhece todas as manhas do cargo, mantém uma faceta diante do público e outra no gabinete. Ao invés de se dedicar a uma campanha limpa, busca formas de desacreditar seu oponente.

Meyer e Sarah, versão dinamarquesa

Troels é um político importante na cidade. Homem de princípios, ele representa a esperança do público para uma renovação política. Sua campanha propõe integridade, renovação sócio-cultural e transparência administrativa.

Sua esposa, grávida, morreu de câncer há alguns anos (na versão americana, ela morre em um acidente de carro provocado por uma motorista alcoolizada). A perda da esposa o levou à depressão e a um comportamento do qual não sente orgulho. Ao longo de meses, Troels frequentou um clube noturno, onde Nanna (a vítima) e sua tia trabalhavam como garçonetes.

Este clube criou uma rede social de encontros, do qual Troels se tornou ativo sob o pseudônimo de Fausto. Através dele, Troels manteve relações com diversas mulheres, até que, ao iniciar sua campanha para prefeito, passou a manter uma relação com sua assistente. A partir daí, ele se afastou da vida que levava.

No entanto, sua conta não foi fechada e seu pseudônimo passou a ser utilizado por outra pessoa, que marcou um encontro com Nanna. O carro onde Nanna foi encontrada, sua conta no site de encontros, o fato de seu apartamento ter sido utilizado pelo assassino e a recusa de Troels de revelar seu verdadeiro álibi leva a polícia a considerá-lo o principal suspeito pelo assassinato da jovem.

Tentando manter seu nome limpo, mas ao mesmo tempo perplexo com a quantidade de circunstâncias que o ligam ao caso, Troels se vê encurralado, sendo obrigado a tomar atitudes que comprometem sua proposta de campanha.

Por outro lado, Sarah está com pressa de resolver o caso. Sentido-se pressionada pela mãe, pelo noivo e por ela mesma para largar tudo e mudar-se para a Suécia, Sarah entra em um conflito emocional que a leva a cometer erros em sua linha de investigação. Tirando conclusões apressadas, passando por cima de evidências e atropelando as investigações, Sarah pula de um suspeito a outro tentando provar que cada um é o culpado, ao invés de seguir as pistas que a levem ao criminoso.

No entanto, seus instintos falam mais alto e ela mesma percebe que estava errada, o que a leva ao próximo suspeito. Somente quando Sarah percebe que seu trabalho lhe custou mais uma relação, quando a pressão para se mudar para a Suécia acaba, é que ela pára de cometer erros. A partir daí, ela dedica 100% de sua atenção ao caso que investiga o que, aos olhos de terceiros, a faz parecer paranóica. Mas apesar das aparências, Sarah está, pela primeira vez, no controle de suas ações e pensamentos, o que a leva à solução do caso.

Pernille, a mãe de Nanna na Dinamarca

Apesar disso, em nenhum momento da série original Sarah perde a calma. Não importa o nível de pressão ou situação, ela não se deixa abater. Sua mente controla seus atos o tempo inteiro. Ao contrário da série americana, sua relação com Troels se mantém amigável, mesmo quando ele é acusado pelo crime. Sua mente funciona pela lógica, cada peça precisa se encaixar. Quando ele é acusado, Sarah é a única que percebe que algo está errado. Enquanto a polícia está crente de ter pego o assassino, ela convence Meyer a seguir com as investigações, pois não acredita que o caso tenha sido encerrado.

Na série original, o noivo de Sarah tem uma presença maior na sua vida e ao longo das investigações. Ao contrário da produção americana, Bengt oferece apoio, mesmo não concordando com suas decisões. O caso de Nanna leva a um impasse na relação entre os dois, mas, mesmo assim, ele continua apoiando Sarah. Em três momentos cruciais, nos quais ela está em um beco sem saída é ele quem lhe mostra o caminho a ser seguido.

Traçando o perfil do criminoso, Bengt dá a Sarah sua primeira pista importante. Quando ela fica sem saber para onde conduzir suas investigações é ele quem diz a Sarah para voltar ao ponto de início e se concentrar no carro onde o corpo foi encontrado. Isto a coloca no caminho certo o qual, eventualmente, a leva a descobrir o assassino. E quando a polícia suspeita que Sarah possa ter sido responsável pela morte de um policial, é ele quem a tira da cadeia.

O terceiro núcleo da série é a família da vítima. A partir da morte da filha, Pernille se vê presa na contradição de querer que o responsável seja encontrado e a vontade de ser deixada em paz.

Para que o assassino seja localizado, ela precisa abrir as portas de sua casa e de sua vida a estranhos, que vasculham os objetos pessoais de sua filha, fazem mil e uma perguntas e acusações contra diversos suspeitos que, no fim, se tornam infundadas. Em 20 dias, o caso é encerrado e reaberto tantas vezes que Pernille começa a duvidar de que um dia o verdadeiro assassino seja realmente encontrado.  Em meio a isso tudo, ela busca o isolamento.

Mitch, a mãe de Rose na série americana

Theis, o marido, tenta apoiá-la da melhor forma possível. Introspectivo, de poucas palavras, ele prefere seguir em frente a remoer sua dor. Ao contrário da versão americana, Pernille não fica sofrendo pelos cantos. De uma forma mecânica, ela mantém as tarefas da casa e os cuidados com os filhos, que aqui são menores. Pernille se torna apática, prostrada, mas não é melodramática. Seu olhar é distante, sem dor, vazio. Somente quando fala da filha é que a dor e as lágrimas aparecem, para logo depois se tornar vazia novamente.

Tal como Sarah, ela se torna obcecada por encontrar o assassino da filha. O fato a leva a expulsar o marido de casa, quando ela percebe que ele está mais disposto ‘a virar a página’. Após uma breve separação, ela percebe que é preferível manter o resto de sua família unida que separada.

Sua irmã não é tão presente em sua vida como na versão americana. Outra grande diferença entre “Forbrydelsen” e “The Killing” é a vida de Nanna/Rose Larsen. Na série dinamarquesa, Nanna é uma jovem que mantém uma relação com um homem mais velho e casado. Na série americana é sugerido que a jovem tenha se tornado uma prostituta de luxo (o que ainda não foi comprovado).

Outras diferenças significativas entre as duas séries:

Troels acredita realmente que seu assistente é responsável por vazar informações sigilosas para a imprensa, o que o leva a afastá-lo da campanha. Ele somente retornaria mais tarde, quando Troels tem provas de que ele é inocente. Na versão americana, Darren não acredita que ele seja o responsável mas o encarrega de se infiltrar ‘nas linhas inimigas’. Algo que Troels jamais faria.

Troels não conhecia o professor de Nanna. Ele fazia parte do grupo de professores que trabalhava com um grupo de meninos de rua em um projeto mantido pelo vereador. Os dois são apresentados quando a imprensa está presente, porque o professor foi um dos escolhidos para participar da campanha de divulgação do projeto. Troels mantém sua fé na inocência do professor pelo que ele representa, pelo que ele fez pelo projeto e por uma evidência em relação ao carro (desconhecida por Sarah). Desta forma, luta pela imagem do projeto e não porque ele conhece o caráter do professor. Quando a evidência ‘vai por água abaixo’, a fé do vereador na inocência do professor acaba.

Troels e sua assistente Rie, na Dinamarca

No original é uma foto que mostra o encontro entre Troels e Nanna. Na versão americana, é um vídeo. No original, ela é a última evidência apresentada contra ele, já no final da trama. De posse da foto, Troels se vê em um conflito moral: entrega à polícia, afirmando sua transparência e confiança em sua inocência ou omite a prova, tornando-se o político que ele acusa o oponente de ser?

As duas séries se separam a partir do episódio nove. Na produção original, é aqui que Sarah encontra o fio da meada que eventualmente a leva ao assassino: o carro com o tanque cheio. Na série americana, a história se separa do original quando Rose é identificada como uma possível prostituta de luxo que frequenta um Cassino, sendo que as investigações são interrompidas no episódio 11 para que Sarah, com a ajuda de Holder, possa localizar seu filho que desapareceu. Na série dinamarquesa essa situação não existe.

A propósito, o e-mail enviado por Sarah a Darren com o título de “Eu sei o que você fez”, também não existe na versão original, e Troels não sofre nenhum atentado contra sua vida.

Outra diferença está na fotografia. Na versão original ela é mais realista, enquanto que na série americana é utilizada uma fotografia gélida que acentua o óbvio: o distanciamento e isolamento entre os personagens.

Gwen e Darren, na série americana

Em seus primeiros episódios, “The Killing” seguiu a proposta da série dinamarquesa, com algumas diferenças de composição de personagens e situações apresentadas.

No entanto, ao chegar no episódio treze, a série americana se transforma em outra produção. Amontoando situações vistas ao longo de pelo menos três episódios da série original, “The Killing” ‘pisa na jaca’ ao atropelar a narrativa e alterar o ritmo de sua história, distorcer comportamentos e forçar situações com o objetivo de oferecer rapidamente algumas conclusões, as quais levaram a uma sequência de cenas sensacionalistas e melodramáticas.

A segunda temporada deverá concluir a trama de Rose Larsen. Segundo Veena Sud, responsável pela adaptação, os novos episódios finalizarão as investigações em torno dessa história e também introduzirão um novo caso.

Pela forma como a primeira temporada terminou, é possível que a segunda siga o mesmo ritmo proposto no último episódio exibido. Alterando, assim, a proposta de narrativa da série. O conteúdo já é outro, visto que Holder se revela parte de uma conspiração contra o vereador, algo que no original Meyer não era. Desta forma, é possível que o novo caso a ser investigado seja introduzido apenas no final da segunda temporada, também composta de 13 episódios, oferecendo um cliffhanger.

Seja como for, pelo conteúdo desenvolvido por “Forbrydelsen” e, até agora, por “The Killing”, fico com a primeira, sem pensar duas vezes.
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Por Fernanda Furquim: @fer_furquim

03/06/2011

às 12:37 \ Séries Dinamarca

Versão Original de The Killing Chega à América Latina

A empresa alemã ZDF Enterprises anunciou a venda da série “Forbrydelsen” para países da América Latina. A produção dinamarquesa originou a versão americana, atualmente exibida pelo canal AMC com o título de “The Killing“.

Fred Burcksen, Vice-Presidente da empresa, declarou que o sucesso da exibição da série no Reino Unido estimulou o interesse de outros países pela produção. Apesar de ter sido exibida com legendas, a primeira temporada de “Forbrydelsen” teria registrado cerca de 94% da audiência em seu horário pelo canal BBC4, de acordo com o jornal The Daily Telegraph. A série também saiu vencedora na categoria Produções Internacionais do prêmio BAFTA 2011.

Segundo a ZDF, a série original foi comprada por diversos países, entre eles o Brasil, pela Globosat HD. No entanto, até o momento o canal não confirma a compra. (Adendo – No dia 30/06/2011 o canal confirmou a compra das três temporadas da série. Ainda não há data de estreia).

Produzida pela DR, canal público dinamarquês, em parceria com a ZDF, a série também teria sido comprada pela Argentina, Chile, Colômbia, Equador, Peru, Porto Rico, Uruguai, Venezuela, Ilhas Virgens e Caribe, pela DirecTV Panamericana.

Criada por Søren Sveistrup, “Forbrydelsen” estreou na Dinamarca em 2007, com 20 episódios produzidos para sua primeira temporada, a qual gira em torno das investigações do assassinato da jovem Nanna Larsen. O sucesso da série em seu país a levou a ser renovada para a segunda temporada, esta com 10 episódios, que acompanham as investigações de outro crime. Atualmente, a série está em fase de produção de sua terceira temporada, com previsão de estreia para setembro de 2012, na Dinamarca.

Na história da primeira temporada, Sarah Lund (Sofie Gråbøl), uma detetive da polícia de Copenhagen que planeja mudar-se para a Suécia com o noivo, precisa investigar o estupro e assassinato de Nanna Birk Larsen, uma jovem de 19 anos. Durante as investigações, Troels Hartmann (Lars Mikkelsen), um político local que concorre à prefeito da cidade, se torna o principal suspeito do crime.

A versão americana do canal AMC dividiu a primeira temporada da série dinamarquesa em duas. “The Killing” traz 13 episódios iniciais. A produção da segunda temporada ainda não foi confirmada pelo canal AMC. Mas, caso ela seja produzida, deverá ter sete episódios encomendados para completar os 20 produzidos originalmente para esta trama. A não ser, é claro, que a versão americana prolongue as investigações para fechar a segunda temporada com 10 episódios, por exemplo.

Cuidado com Spoilers!

A segunda temporada da série dinamarquesa tem início dois anos após o assassinato de Nanna, apresentando uma nova história. Sarah foi rebaixada de cargo e agora trabalha no aeroporto de Gedser, interior da Dinamarca. Mas quando uma advogada é assassinada, Lennart Brix (Morten Suurballe), a nova chefe de polícia, pede sua ajuda. As investigações levam a crer que a morte da mulher está ligada ao assassinato de civis no Afeganistão, do qual soldados dinamarqueses teriam feito parte.

Vejam abaixo preview da primeira temporada de “Forbrydelsen”, que traduzindo significa ‘crime’:

Vídeo Teaser de The Killing, Nova Série do AMC

Joel Kinnaman e Mireille Enos em The Killing (Foto AMC/Divulgação)

O canal que trouxe “Mad Men”, “Breaking Bad”, “The Walking Dead” e “Rubicon” se prepara para lançar sua nova série: “The Killing”. Trata-se da versão americana de uma produção dinamarquesa chamada “Forbrydelsen“, vencedora do Monte Carlo Television Festival, desse ano. Criada por Søren Sveistrup a adaptação está a cargo de Veena Sud, de “Cold Case”.

A produção original teve 20 episódios para a primeira temporada produzida em 2007. Em 2009, a TV dinamarquesa exibiu a segunda temporada, com 10 episódios, que retrataram as investigações de um novo caso de assassinato.

O projeto da versão americana foi anunciado em janeiro de 2010. Em agosto, o canal anunciou a encomenda da série americana, que terá 13 episódios para a primeira temporada, com estreia prevista para 2011. Situada em Seattle, a história apresenta as investigações do assassinato de uma jovem. A narrativa é dividida em três focos: as investigações da polícia, a dor dos pais da vítima e o dia a dia dos principais suspeitos.

No elenco estão Mireille Enos, vista em “Big Love”,  Michelle Forbes, de “Battlestar Galactica” e “True Blood”, Brent Sexton, Billy Campbell, de “Once and Again” e “The 4400″, Eric Ladin, Joel Kinnaman e Jamie Anne Allman.

A produção é de Mikkel Bondesen, de “Burn Notice”, pela Fox Television Studios, em parceria com a Fuse Entertainment, para o AMC, que ainda tem em desenvolvimento o projeto da série “Hell on Wheels“, de Joe e Tony Gayton.

Canal AMC Encomenda mais uma Série

O canal americano, que nessa década se transformou no principal concorrente da HBO, anunciou a encomenda de mais uma série. Esta é a quinta na linha de produção do canal que tem “Mad Men”, “Breaking Bad”, “Rubicon” e “The Walking Dead” (ainda inédita). A nova série tem como base o projeto “The Killing” anunciado em janeiro, que agora deverá mudar de nome.

A série é uma versão americana da produção dinamarquesa “Forbrydelsen“, uma das vencedoras do prêmio The Golden Nymph do Monte Carlo Televison Festival desse ano. A adaptação está a cargo de Veena Sud, de “Cold Case”, com 13 episódos encomendados para a primeira temporada, que tem estreia prevista para 2011.

Situada em Seattle, a história apresenta as investigações do assassinato de uma jovem. Dividindo-se em três focos, a trama acompanha as investigações da polícia, a dor dos pais da vítima e o dia a dia dos principais suspeitos.

Na história original da série dinamarquesa temos uma detetive da polícia de Copenhagen que planeja mudar-se para a Suécia com o namorado quando ocorre o estupro e o assassinato de uma jovem de 19 anos. Durante as investigações, um político local que concorre à prefeito da cidade torna-se o principal suspeito do crime. Enquanto a polícia tenta descobrir se as pistas que levam ao político são reais ou plantadas pelo verdadeiro criminoso, os pais da vítima buscam a ajuda dos amigos para tentarem lidar com a dor da perda.

O elenco da versão americana será formado por Mireille Enos, vista em “Big Love”, como Sarah, a detetive da homicídios;  Michelle Forbes, de “Battlestar Galactica” e “True Blood”, e Brent Sexton, como os pais da vítima; Billy Campbell, de “Once and Again” e “The 4400″, como Darren Richmond, político que concorre ao cargo de prefeito; Eric Ladin, como o assessor político de Darren; Joel Kinnaman, como Stephen Holder, um policial da narcóticos que se une à equipe da homicídios para participar das investigações; e Jamie Anne Allman.

A produção é de Mikkel Bondesen, de “Burn Notice”, pela Fox Television Studios, em parceria com a Fuse Entertainment, para o AMC. Outro  projeto do canal que está em fase de produção do piloto é “Hell on Wheels“.

Abaixo, cenas da série original:


 

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