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Clarice Falcão

19/10/2010

às 14:59 \ Séries Brasil

Série As Cariocas Estreia na Globo

Esta noite, após a exibição de “Casseta & Planeta”, a rede Globo estreia a série “As Cariocas”, produção com base na obra de Sérgio Porto.

Cronista e compositor, conhecido por seu olhar crítico e irônico, Porto fez carreira nas décadas de 1940 a 1960, período no qual criou o personagem Stanislaw Ponte Preta, que satirizava através de suas crônicas a  sociedade carioca e a política brasileira. Na década de 1950, começou a publicar a lista anual “As Certinhas do Lalau”, que nomeava as mulheres mais bonitas do Brasil. Como forma de protesto, publicou o FEBEAPÁ – Festival de Besteiras que Assola o País, que traziam notícias cômicas, escritas como se fossem sérias.

O livro “As Cariocas” traz seis histórias independentes, apresentando histórias de diversas mulheres e seus estilos de vida. Elas são separadas em dois tipos: as sofisticadas, que vivem em Copacabana, e as desinibidas, que vivem no Grajaú.

A obra já foi transformada em filme, produzido em 1966, com a adaptação de três histórias: “A Grã-Fina de Copacabana”, dirigida por Fernando Barros; “Corpo Ardente”, adaptação de “A Noiva do Catete”, com direção de Walter Hugo Khouri; e “A Desinibida do Grajaú”, com direção de Roberto Santos.

A série surgiu da vontade do diretor, produtor e ator Daniel Filho, que há três anos desejava transpor a obra novamente para o cinema. Mas, em 2009, após comprar os direitos para a adaptação, o projeto foi entregue à Rede Globo para ser transformado em série de TV, com roteiro final de  Euclydes Marinho, que já adaptou “Capitu” e “Primo Basílio”.

A versão da obra para a TV não será literal. Trata-se de uma adaptação livre com dez episódios, apresentando histórias independentes e introduzindo um narrador que se faz passar por Stanislaw. Das histórias produzidas, apenas quatro foram inspiradas no texto de Sérgio Porto.

Visto que o livro trazia uma visão muito particular dos hábitos cariocas da época, a versão para a TV optou por uma abordagem mais universal, para que pudesse atrair o interesse de pessoas que vivem em outros estados, com uma visão do comportamento da mulher nos dias atuais.

Os episódios são: “A Noiva do Catete”, “A Vingativa do Méier”, “A Adúltera da Urca”, ”A Traída da Barra”, “A Iludida de Copacabana”, “A Invejosa de Ipanema”, “A Atormentada da Tijuca”, “A Internauta da Mangueira”, “A Suicida da Lapa” e “A Desinibida do Grajaú”.

O elenco da série é composto por: Alessandra Negrini, Alinne Moraes, Deborah Secco, Fernanda Torres, Paola Oliveira, Grazi Massafera, Sônia Braga, Adriana Esteves, Cíntia Rosa, Angélica, Regina Duarte, Antônio Fagundes, Ângelo Antônio, Luciano Huck,  Pedro Nercessian, Dalton Viegh, Aílton Graça, Nelson Baskerville, entre outros.

Com direção geral de Daniel Filho, os episódios têm a direção de Amora Mautner, de “Hoje é Dia de Maria”,  e Cris D’Amato, de “Primo Basílio”. A redação final é de Euclydes Marinho, com roteiros de Cláudia Tajes, de “Antônia”, Marcelo Saback, Gregório Duvivier, Adriana Falcão, de “A Grande Família”, e Clarice Falcão, com texto de Geraldo Carneiro, de “Dalva & Herivelto”, para a narração dos episódios. A trilha sonora é de Pedro Luís.

A série marca o retorno de Daniel Filho à TV, veículo do qual estava afastado desde 2000, quando produziu a minissérie “A Invenção do Brasil”, que teve sua versão compacta lançada nos cinemas.

 

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