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Breaking Bad

23/05/2012

às 13:29 \ Séries Anos 2000-2009

A última temporada de ‘Breaking Bad’

'Breaking Bad'

Esta semana o canal AMC anunciou a data de retorno de duas de suas séries. Hell on Wheels, a segunda maior audiência do canal (a primeira é The Walking Dead) retorna no dia 12 de agosto, com dez episódios produzidos para sua segunda temporada; e Breaking Bad estreia sua última temporada no dia 15 de julho, nos EUA. No entanto, a exibição será dividida em duas partes. Este ano o canal exibe a primeira parte com oito episódios. Os oito restantes serão apresentados na Summer Season de 2013.

A divisão de temporada não é uma novidade para o canal. No ano passado, a segunda de The Walking Dead também foi apresentada em duas etapas. Para os fãs e telespectadores a decisão pode não ter nenhum sentido, a não ser o de esticar o tempo de duração de uma série de sucesso, mas para os canais a decisão tem um outro significado: equilibrar as finanças.

Embora Breaking Bad seja uma série da Sony, o contrato com o canal estabelece que a quinta temporada tenha suas despesas de produção divididas entre a produtora e o canal.

Para que os canais mantenham o interesse de seus investidores é necessário equilibrar suas finanças, a qual é apresentada anualmente. Pelo que se sabe, o custo de produção de uma série somente é registrado nos livros de contabilidade dos canais depois que os episódios são exibidos – a divisão de temporadas ajuda o canal a equilibrar o fluxo de caixa.

Este também é o motivo pelo qual canais como o ABC Family ou TV Land costumam solicitar um número X de episódios para a temporada de uma série e, enquanto estão no ar, encomendam mais um número Y de episódios. O tempo que leva para a produção e exibição do total de episódios permite aos canais equilibrarem o fluxo de caixa. Por que eles simplesmente não encomendam uma nova temporada? Porque daí significará estabelecer um novo contrato.

16/05/2012

às 17:43 \ Atores Convidados, Séries Anos 2000-2009

Novos personagens: ‘Breaking Bad’ e ‘Californication’

Maggie Grace

Breaking BadJesse Plemons (Friday Night Lights) entrou para o elenco da quinta temporada da série, em participações recorrentes. Segundo o site TV Line, ele interpretará Todd, um rapaz de classe operária, aparentemente inofensivo.

CalifornicationEm abril foi divulgado que a nova temporada da série introduziria uma personagem chamada Faith para testar a aceitação da audiência, com o objetivo de se produzir uma spinoff.

Faith é descrita como uma jovem de vinte e poucos anos, educada em uma escola católica, que deixa o ambiente familiar para viver no meio de músicos. Acompanhando bandas de rock em seus shows, ela é considerada uma musa pelos artistas que a conhecem. Por sua vez, Faith, que mantém seus princípios religiosos, adora sexo, drogas e rock.

Na última semana, a imprensa americana divulgou a informação de que os produtores contrataram Maggie Grace (Lost) para interpretar Faith.

 

As 10 Melhores Séries de 2011

Chegou a hora de listar as produções seriadas que se destacaram ao longo do ano.

Ao contrário de 2010, foi difícil completar a lista das 10+ de 2011. Acredito que muitos irão concordar comigo quando digo que o ano foi muito fraco para a TV americana. Promessas não cumpridas e retornos abaixo das expectativas predominaram no mundo das séries.

As aparências foram mais importantes que o conteúdo. Diálogos didáticos ou excessivamente expositvos e abordagens que remontam à década de 1980 predominaram, bem como personagens, situações e propostas já vistas em outras produções foram reformuladas para dar cara nova às séries. As comédias retomaram o humor ingênuo, generalizando situações em torno de temas, alguns dos quais já exaustivamente explorados. Espero que as melhores estreias tenham sido agendadas para 2012.

Muitos poderão questionar as razões pelas quais não incluí suas séries favoritas na lista Top 10 de 2011. A resposta é simples: a lista é elaborada de acordo com a minha opinião do que é uma boa série de TV. Ela não é o resultado de um concurso de popularidade ou um apanhado geral das maiores audiências do ano. As produções foram selecionadas com base em suas propostas, bem como no desenvolvimento dos personagens e situações.

A lista inicia com as produções que, em minha opinião, se destacaram. No final da postagem encontram-se as séries que, embora não tenham entrado na lista das 10+, também são produções que valeram a pena assistir. Este ano começo a incluir na lista as minisséries, formato que faz parte do conteúdo deste blog, mas por falha minha não foram lembradas na postagem das melhores de 2010. Algumas produções ainda não chegaram ao Brasil, mas já estão disponíveis no mercado internacional.

Gostaria de lembrar que “Mad Men”, uma das melhores séries da atualidade, não consta da lista porque em 2011 não ofereceu episódios novos. Em função de uma disputa contratual, ela perdeu um ano em sua sequência de produção, retornando com sua 5ª temporada em 2012.

1. The Slap – Minissérie – Drama

Esta é uma produção australiana com base no bestseller de Christos Tsiolkas, dividida em oito episódios. Durante um churrasco que reúne familiares e amigos, Harry, primo do dono da casa, dá um tapa no rosto de Hugo, uma criança de três anos que vinha se comportando mal sem ter sido repreendida pelos pais. Este é o ponto de partida para narrar a vida de oito personagens, que reagem cada um à sua maneira à atitude de Harry. Cada episódio é protagonizado por um dos personagens.

Trata-se de uma belíssima obra que retrata de forma delicada a trajetória de cada personagem sem tomar partido, seja em relação ao tapa ou ao estilo de vida de cada um. Ninguém está 100% certo ou errado. São pessoas que vivem de acordo com suas opiniões e seus desejos, independentemente da necessidade de se tornarem simpáticas diante dos olhos de terceiros.

As opiniões e atitudes de cada um se contrastam: o homem que é escravo da família (Hector) x o homem que escraviza a família (Harry); a mulher presa às responsabilidades (Aisha) x a mulher que foge de responsabilidades (Anuk); o pai que ‘perdeu a voz’ (Manolis) x a mãe que sempre se faz ouvir (Rose); a adolescente que busca o amor (Connie) x o jovem que esconde e sufoca seus sentimentos (Richie).

2. Forbrydelsen  - 1ª Temporada – Drama 

Esta é uma produção dinamarquesa que gerou a série americana conhecida como “The Killing”. Mas, como a maioria dos remakes, a versão americana está muito abaixo da qualidade do original. Embora a primeira temporada de “Forbrydelsen” tenha sido produzida em 2007, ela somente ficou disponível para o mercado internacional em 2011.

Em 20 episódios da primeira temporada, a história acompanha as investigações em torno do assassinato de uma jovem sob circunstâncias que levam a diferentes interpretações. A narrativa divide-se entre o trabalho da polícia, comandado por Sarah Lund, e a vida pessoal de cada personagem envolvido de alguma forma com o crime ou com as investigações.

Lentamente, e de forma simples, o cenário sentimental desta série vai se formando em torno dos fatos que são revelados a cada episódio. Emoção e razão convivem de forma equilibrada, sem muito melodrama ou protecionismo por parte dos roteiristas. Através de olhares, gestos ou diálogos rotineiros, tomamos conhecimento de relacionamentos complexos e com um longo histórico, os quais não são solucionados simplesmente porque a investigação, que predomina na trama, encerrou. Meu comentário sobre a temporada está aqui.

Na segunda temporada, a série traz 10 episódios que reduzem a abordagem do lado pessoal dos personagens, embora ainda esteja presente. O foco principal é a investigação em torno do assassinato de uma advogada.

3. Men of a Certain Age – 2ª e Última Temporada – Drama

Uma das minhas decepções é a tendência atual da TV a cabo de se aproximar da TV aberta. Quando começou a produzir na década de 1990, a TV a cabo veio com uma proposta de se tornar uma alternativa para as produções oferecidas pela rede aberta. Seu sucesso forçou a TV aberta a buscar programas mais complexos e com um desenvolvimento de personagens mais profundo, que pudessem competir com o que era oferecido no cabo.

Por cerca de 10 anos ela conseguiu se manter nesse caminho, oferecendo séries com temáticas voltadas para diferentes segmentos de público. Como resultado, produções com baixa audiência conseguiram sobreviver. Aos poucos, com algumas exceções, a TV a cabo vem mudando esse perfil. Ela começou a adotar como critério de produção a medição do nível de audiência que se tornou determinante na renovação de uma série. No entanto, não é o público que a TV a cabo formou que decide o futuro de um programa, mas aquele que dá audiência à rede aberta e que também se tornou alvo dos canais a cabo. Nada contra séries de puro entretenimento, com histórias leves e desenvolvimento controlado, desde que elas não predominem, em especial na TV a cabo.

Digo tudo isso porque “Men of a Certain Age”, que por incrível que pareça surgiu na TNT, um canal que vem adotando a cada ano que passa um perfil mais popular, foi cancelada por baixa audiência para dar lugar à nova versão de “Dallas”. Para os fãs, resta a ideia de que pelo menos tivemos a oportunidade de conhecer a série.

Esta é uma das mais belas produções dos últimos anos sobre a crise da meia idade. Com uma abordagem simples e intimista ela apresenta personagens que aos poucos vão se conscientizando da passagem do tempo e do rumo que suas vidas seguiram. A princípio, eles adotam uma postura derrotista mas, lentamente, cada um ao seu próprio tempo, começa a perceber que ainda dá tempo de criar um novo futuro. A segunda temporada traz uma espécie de despedida dos personagens, já que o último episódio conseguiu oferecer, de certa forma, uma definição das situações protagonizadas por eles.

4. Breaking Bad – 4ª Temporada – Drama

Ao lado de “Mad Men”, esta série consegue manter a credibilidade do canal americano AMC, que em suas últimas estreias vem optando por uma linguagem mais popular e caricata. Renovada para sua última temporada, a série promete entrar para a história da televisão como mais uma produção que conseguiu manter sua qualidade e objetivos do começo ao fim.

A história tem início quando um pacato professor entra na vida do crime depois que descobre sofrer de câncer. A partir daí, inicia-se uma jornada que é uma verdadeira montanha-russa. Cheia de altos e baixos, Walter se arrisca constantemente, conseguindo ficar fora do alcance da polícia. Tentando manter o controle de sua vida e daqueles que o cercam, Walter descobre que isto nem sempre é possível.

Nesta quarta temporada ele, por algum tempo, perde esse controle. Sob o jugo de Gus, Walter é ‘aprisionado’. Mas como se domestica um redemoinho? Acreditando que ainda mantém o controle, Walter primeiro tenta manipular e depois mede forças com Gus. Sem resultados, ele entra no processo de ebulição que irá explodir no final.

Enquanto isso, a temporada destaca os demais personagens, como Gus e sua história, bem como sua tentativa de separar Walter e Jesse. Este sofre uma crise de identidade colocando em dúvida sua amizade e sua fé em Walter. Já Skyler revela ser perfeitamente capaz de cometer seus delitos em nome da sobrevivência. Imagino se no final o confronto será entre Walter e Hank ou se entre Walter e Skyler.

5. Him & Her - 2ª Temporada – Dramédia

Esta é uma série inglesa que já figurava em minha lista do ano passado, na categoria Vale a Pena Conferir. Ela não é uma produção que cai fácil no gosto popular mas, para quem procura algo mais que bordões e caricaturas, “Him & Her” é uma boa opção.

A série é essencialmente uma peça de teatro. Presa a um único cenário, a história transcorre em um pequeno apartamento dividido em quatro cômodos: o hall de entrada, a cozinha, o quarto e o banheiro. Dependendo da posição em que está, a câmera consegue mostrar todos os cômodos de uma só vez. Em outros casos, a câmera abre, apresentando simultaneamente o que acontece em dois cômodos, com a tela dividida por uma parede. Em alguns episódios o cenário também inclui o corredor, que fica em frente ao apartamento onde os protagonistas vivem. Ao longo da série vemos episódios que retratam situações típicas da narrativa teatral, como a construção do imaginário do público através de relatos que os personagens fazem da vida lá fora, e o entra e sai de personagens em um único ambiente.

Com uma narrativa naturalista, a série traz uma abordagem que segue a linha perpetuada por Samuel Beckett no teatro, com personagens vivendo o nada mas revelando muito. Em “Him & Her” ninguém está à espera de Godot, nem tampouco da morte, embora a história também seja centrada em dois vagabundos que em sua rotina entediante demonstram não ter entusiasmo pela vida ou objetivos a serem alcançados. No elenco também está o casal formado por Laura e Paul, ela irmã de Becky, uma jovem dominadora e egocêntrica, ele um noivo submisso.

Por opção, o casal formado por Becky e Steve se sustenta com os benefícios do governo. Sem trabalhar, os dois passam o dia dentro do apartamento tentando fazer apenas o que gostam: transar, assistir DVD e jogar games. Eles saem pouco e quando isto ocorre é, geralmente, por obrigação. Em contrapartida, os familiares e amigos insistem em bater à porta do casal se intrometendo em sua vida, algo que ocorre com mais frequência na segunda temporada.

6.  Rev. – 2ª Temporada – Dramédia

Esta é outra produção britânica que constava de minha lista de 2010, categoria Vale a Pena Conferir, que nesta segunda temporada amadureceu.

A história gira em torno de Adam, um Reverendo anglicano e sua relação com a paróquia, colegas de trabalho e sua esposa, que deseja engravidar. Inseguro, muitas vezes ingênuo, mas com uma grande vontade de ajudar o próximo, esse homem de Deus revela ser um ser humano como qualquer outro. Cheio de fraquezas, ele se vê confrontado por questões existenciais que se apresentam na rotina do dia a dia. Seu maior obstáculo é ele mesmo.

Tal como ocorre com outras produções da Inglaterra, “Rev.” tem a liberdade de explorar temas que nos EUA seriam considerados tabus, especialmente para a TV aberta. O principal deles é a religião, que ainda é evitada por diversas produções mundo afora. Na série são discutidas de forma simples, mas abertamente, situações como a estrutura política e administrativa da igreja anglicana, sua relação com as demais religiões, bem como com a sociedade.

A série também abrange temas como a solidariedade, a homossexualidade dentro da igreja, o culto às celebridades e à mídia, o uso de drogas e a dependência aos vícios, exorcismo, fé, burocracia, preconceito, a educação de jovens, e a pedofilia, que além de comentada também é vista de forma simbólica como na cena em que Adam, vestindo uma batina, persegue Enid no parque, que corre gritando como se estivesse sendo atacada.

 7. Treme – 2ª Temporada – Drama

Esta é uma produção que exemplifica o que a TV a cabo era quando surgiu. Voltada a um segmento de público específico, mantendo baixa audiência, a série da HBO consegue ser renovada para novas temporadas, sem sofrer pressão do canal para popularizar sua narrativa com o objetivo de atrair o interesse de um público maior.

A série traz uma história com conteúdo pessoal, significativo e atual: a cultura regional em contraste com a globalização cultural.

A segunda temporada desta série teve um único problema: as cenas dramáticas ficaram perdidas na quantidade exagerada de números musicais. Mas, ainda assim, conseguiu se manter fiel à sua proposta, desenvolvendo mais a fundo sua história e a complexidade de seus personagens, os quais começaram a se desprender de suas raízes e de seu passado para tentar reconstruir suas vidas.

Com isso, alguns se perdem no meio do caminho, abandonando suas crenças e dando as costas à sua cultura. Outros buscam alternativas para manter seu amor e sua fé na cultura de Nova Orleans e na importância que ela tem para a sociedade em que vivem.

8. Justified – 2ª Temporada – Drama 

Esta é uma produção da qual não esperava gostar, embora seja fã de faroestes. Quando anunciaram a série como um faroeste moderno, torci o nariz. Logo concluí que seria apenas mais uma produção policial com narrativa procedimental estrelada por um agente federal que usa chapéu de cowboy. Nada disso. Embora esses elementos se façam presentes, a série traz uma belíssima construção de personagens que conduzem a história e não vice-versa.

Nesta segunda temporada, “Justified” trouxe uma das mais belas personagens que já vi nos últimos anos. Mags Bennett é uma espécie de Ma Parker. Uma mulher que, com a ajuda dos filhos, mantém um negócio de bebida clandestina. Mas ela é ambiciosa e ao longo dos episódios busca expandir seus negócios para outras áreas.

Esta temporada se aprofundou na história do condado e o valor afetivo que o lugar tem para os moradores que nasceram e cresceram na região. A trama também explorou a forma como os relacionamentos do passado determinam o comportamento no presente. Raylan passou por cima de seus princípios para ajudar Winona e, como inimigos cordiais, Mags e seus filhos mantiveram uma distância respeitável de Raylan e sua família, ao menos enquanto foi possível.

A atriz Margo Martindale rouba todas as cenas em que aparece, mas nem por isso o restante do elenco fica diminuído. Ao contrário, os atores que contracenaram com ela ganharam com sua presença. Juntos eles construíram cenas belíssimas, transformando a temporada em um prazer de se acompanhar, embora os personagens tenham sido melhor desenvolvidos que a trama proposta.

9. Boardwalk Empire - 2ª Temporada – Drama

A série é situada na década de 1920, iniciando sua trama logo após a decretação da Lei Seca. Embora o foco principal seja o contrabando de bebidas, “Boardwalk Empire” é uma série sobre proibições e transgressões, as quais são vistas em diversos níveis. O contrabando e a luta pelo poder é apenas o ponto de partida e uma referência prática para contar a história de personagens que se envolvem em diferentes situações, as quais os obrigam a tomar decisões. Geralmente a resposta encontrada por eles é a de transgredir as leis, sejam as do homem ou as de Deus. A forma como realizam essas transgressões, ou tentam evitá-las, e a maneira como lidam com as consequências compõem a trama.

Ao longo da história alguns personagens, que tinham uma forma de vida clara e objetiva, começam a se perder; outros que estavam perdidos começam a se questionar e a buscar alternativas de vida. Mas, em todos os casos, cada um deles precisa romper com padrões enraizados, tomando decisões que, para o estilo de vida que seguiam, podem ser consideradas amorais ou proibitivas. Ninguém é inocente ou puro para ser poupado das transformações que sofrem ou de suas consequências.

A segunda temporada explorou mais a fundo o passado, a solidão e as motivações de personagens, alguns dos quais se despediram do público. A temporada encerra uma etapa da história, introduzida no início da série. Foi feita uma limpa entre os personagens, levando a história a sofrer uma reestrutura.

O mais importante é que Nucky deixou de ser apenas um personagem que reage às situações que se apresentam para assumir de fato sua posição como gângster. Ao eliminar o representante da chamada ‘geração perdida’, Nucky desceu do muro. Sua transgressão terá consequências, uma das quais poderá ser o surgimento de uma nova inimiga, talvez mais poderosa que o Comodoro: Gillian.

10. Homeland – 1ª Temporada – Drama 

Acredito que ainda seja cedo para dizer se esta série chegou para ficar, mas em sua primeira temporada, “Homeland” conseguiu se estabelecer como uma das melhores estreias de 2011. A série é uma versão americana de uma produção israelense. Seguindo a linha de “24 Horas”, “Homeland” trabalha a questão do terrorismo.

Embora se mantenha no nível de um thriller de espionagem, tomando liberdades criativas para narrar sua história, a série consegue oferecer personagens e situações que os transformam em algo mais que simples protagonistas de uma ação.

O tema principal é a relação entre terrorismo e doença. A personagem central é Carrie. Diagnosticada como bipolar, ela é capaz de identificar padrões de comportamento. Poucos acreditam nela, o que a faz assumir uma postura neurótica e de stalker para provar suas teorias. Esta mulher, dependente de drogas prescritas, representa seu país, vendo em qualquer pessoa ou situação um terrorista em potencial. Desta forma, ela justifica suas ações, mesmo quando protagoniza um ataque pessoal à liberdade daqueles que estão sob suspeita.

Em segundo plano temos Brody, um fuzileiro resgatado do Afeganistão que teve sua mente abalada ao longo dos oito anos em que foi prisioneiro. Prefiro não comentar o  personagem para não passar spoilers, mas vale a pena dizer que ambos são, de alguma forma, constantemente traídos e pressionados a reagir, cada um à sua maneira, às situações que se apresentam diante deles.

A cada episódio é revelado um pouco mais sobre esse universo e seus personagens, terminando sempre com uma situação que leva o telespectador a querer saber o que vem depois.

Outras séries que valeram a pena conferir em 2011. A relação abaixo segue a ordem alfabética:

Comédia: 30 Rock, Curb Your Enthusiasm, Modern Family, Parks and Recreation.

Dramédia: The Big C, Bored to Death, Californication, Divã, Enlightened, Episodes, Friday Night Dinner, Louie, Shameless, Sirens, Secret Diary of a Call Girl, Twenty Twelve, Weeds.

Drama: Boss, Case Sensitive, The Closer, Friday Night Lights, The Good Wife, Sons of Anarchy.

Ficção/Fantasia: Doctor Who, Fringe, Game of Thrones.

Minisséries: Black Mirror, The Crimson Petal and the White, The Shadow Line, The Sinking of Laconia, Women in Love, The Yard.
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Por Fernanda Furquim: @fer_furquim
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14/08/2011

às 23:27 \ Séries Anos 2000-2009, Séries Renovadas

Breaking Bad é Renovada para sua Última Temporada

Ao contrário do que aconteceu com “Mad Men”, as negociações para a renovação de “Breaking Bad” foram mais rápidas, embora difíceis, chegando ao ponto dos problemas se tornarem públicos. Em nota oficial, o canal AMC anunciou a renovação da série para sua quinta e última temporada que será composta de 16 episódios. No entanto, a exibição poderá ser dividida em duas temporadas de oito episódios. A decisão sobre esta questão ainda será tomada. As filmagens terão início em 2012.

As despesas com a produção dos episódios, estimada em cerca de 3 milhões de dólares, serão divididas entre o canal AMC e a Sony TV, que produz a série. O próximo passo é a renovação do contrato de Vince Gilligan, criador e produtor responsável por “Breaking Bad”, com a Sony. Segundo o site Deadline, as partes chegaram a um acordo um dia antes do contrato de exclusividade do AMC com a série expirar e três semanas antes dos contratos com os atores terminar.

A quarta temporada de “Breaking Bad”, que ainda está em exibição nos EUA, vem registrando cerca de 2 milhões de telespectadores ao vivo. Segundo o Hollywood Reporter, contabilizando as reprises e o público do DVR, a média chega a 4.3 milhões. De acordo com a nota oficial do canal, os números representam uma elevação de 30% na audiência registrada na terceira temporada, com um aumento de 45% entre o público alvo (18-34 anos).

“Breaking Bad” estreou em 2008 apresentando a história de um pacato professor de química que descobre estar com câncer. Preocupado com a segurança financeira de sua família, ele se envolve com o tráfico de drogas.

O AMC iniciou suas atividades em 1984 como um canal premium. Em 1989 passou a fazer parte do pacote básico das operadoras. Segundo divulgado, o canal registra cerca de 97 milhões de assinantes (número atualizado em agosto de 2011). Até o início deste ano o canal fazia parte do grupo Cablevision; em junho de 2011, o canal se tornou independente, formando o AMC Networks, em parceria com o Sundace Channel, IFC, WE TV e o News 12 Networks, além da rede de cinemas IFC Center e a distribuidora IFC Films.

O Que Acontece com o Canal AMC?

Depois de uma difícil e prolongada negociação, que garantiu a continuidade de “Mad Men“, o canal AMC enfrenta um novo período de incertezas, agora com “Breaking Bad“.

Pelo que foi divulgado no jornal LA Times, as negociações entre o canal e a produtora Sony Television, para garantir a quinta temporada de “Breaking Bad”, não vão nada bem. Segundo o jornal, o canal tenta reduzir custos. Para tanto, pensa em encomendar um número menor de episódios para a quinta temporada da série que, segundo seu criador, deverá ser a última. O AMC pensa em seis ou oito episódios, mas a Sony exige uma temporada completa de 13 episódios. O impasse teria chegado ao ponto da produtora ameaçar oferecer a série para, pelo menos, três outros canais a cabo (procedimento normal das produtoras quando se encontram nesta situação).

Embora o canal negue, a tentativa de reduzir custos também pode ter sido a razão pela qual Frank Darabont deixou a produção de “The Walking Dead“. Segundo o jornal, a série teria sofrido um corte de cerca de 250 mil dólares por episódio.

A razão para o corte nos orçamentos de suas demais séries teria sido a solução encontrada pelo canal para sustentar os altos custos de “Mad Men”, título que garante a respeitabilidade do AMC no mercado.

Esta produção foi responsável por colocar o canal ‘no mapa televisivo’. Sem ter uma tradição na produção de séries, o AMC decidiu apostar neste projeto depois que a HBO se recusou a investir em uma produção criada e mantida por um desconhecido: Matthew Weiner. No entanto, levando-se em consideração o perfeccionismo e o protecionismo de Weiner para com sua série, é bem possível que estes também tenham sido fatores decisivos na rejeição da HBO ao projeto de “Mad Men”.

Mas, para surpresa geral, a série conquistou rapidamente a crítica internacional, dando ao AMC uma credibilidade instantânea e o incentivo para continuar investindo em novos projetos nessa área. Assim, quando “Breaking Bad” foi recusada pelo canal FX, o AMC recebeu o projeto.

Ter duas séries aclamadas pela crítica deu a ilusão ao canal e ao público de que o AMC tinha o ‘toque de Midas’, o que o tornava capaz de fazer frente à HBO, canal que tem uma tradição na produção de séries aclamadas. De fato, por um tempo, o AMC desbancou a HBO, tanto em nível crítico quanto no circuito de premiações. Baque do qual a HBO ainda não se recuperou. Podemos dizer que, no momento, o ‘trono está vazio’.

A magia do AMC durou pouco, levando a crítica e o público a perceber que o canal teve sorte com “Mad Men” e “Breaking Bad”. Quanto maior é a receptividade para essas produções, maior é a necessidade de acertar. Esta pressão provou ser mais forte que o canal. Com exceção de “Rubicon“, cancelada com apenas uma temporada, as demais produções oferecidas pelo AMC comprovam que ele não está à altura da fama conquistada.

Buscando popularizar o conteúdo de sua programação, “The Walking Dead”, a versão americana de “The Killing” e o remake de “O Prisioneiro” representam as falhas do AMC, que também pretende investir na produção de reality shows. Segundo a crítica, que já conferiu o piloto de “Hell on Wheels“, a série também não consegue chegar no nível que “Mad Men” e “Breaking Bad” estabeleceram. O que acontecerá ao canal quando estas duas séries encerrarem suas respectivas produções?

A tentativa de redução de custo não é exclusiva do AMC. Todos fazem isso. A diferença é que o canal tem tão poucas produções originais que custa acreditar não ser capaz de mantê-las. É bem verdade que qualidade exige investimento. É por isso que existem tão poucas produções que realmente desenvolvem conteúdo e personagens, mas existem centenas que são lançadas para o puro entretenimento, que geram lucro fácil e rápido.

Tendo cancelado o desenvolvimento de diversos projetos, o AMC tem, no momento, cinco séries em produção: “Mad Men”, “Breaking Bad”, “The Walking Dead”, “The Killing” e “Hell on Wheels”, que estreia no dia 6 de novembro, nos EUA. Duas de época e três contemporâneas. O problema é que, destas, apenas “The Walking Dead” é produção própria. O que significa que todo o lucro que a série puder gerar vai para o canal. As demais pertencem a outras produtoras, que estabelecem um valor com o AMC para que ele possa exibi-las com exclusividade.

A HBO já passou por essa fase no início da década de 1990, quando investia apenas em sitcoms originais. Mas, quando o canal decidiu investir também em séries dramáticas, tomou a decisão de exibir apenas produções próprias, garantido assim seu lucro na venda internacional e de produtos agregados.

Mas, como disse antes, a repercussão que “Mad Men” teve (e suas consequências) não era esperada. O que deve ter feito com que o canal entrasse nesse meio sem estar de fato preparado e consciente dos riscos.

Adendo (11/08/20111) - Segundo a imprensa americana, no primeiro trimestre deste ano o canal AMC elevou seus lucros em 22.9% em relação ao mesmo período do ano de 2010.

Em junho de 2011, o AMC se separaou da Cablevision, empresa que o mantinha, passando a fazer parte do grupo AMC Networks. O grupo é formado pelos canais AMC, Sundace Channel, IFC, WE TV e o News 12 Networks, além da rede de cinemas IFC Center e a distribuidora IFC Films. Segundo relatórios divulgados pela imprensa, este grupo teve um aumento de 3.8% no lucro de suas operações.

21/06/2011

às 12:09 \ Galeria de Fotos, Séries Anos 2000-2009

Fotos de Breaking Bad – 4ª Temporada

Cliquem nas imagens para ampliar. Confiram outras fotos e vídeo aqui.


18/06/2011

às 10:51 \ Séries Anos 2000-2009, Trailers

Trailer de Breaking Bad – 4ª Temporada

A nova temporada da série “Breaking Bad” estreia nos EUA pelo canal AMC no dia 17 de julho.

10/06/2011

às 15:36 \ Galeria de Fotos, Séries Anos 2000-2009

Fotos do Elenco de Breaking Bad – 4ª Temporada

Cliquem nas imagens para ampliar

09/06/2011

às 13:12 \ Cartazes, Séries Anos 2000-2009

Cartaz e Banner de Breaking Bad – 4ª Temporada


01/06/2011

às 13:53 \ Séries Anos 2000-2009

A 4ª Temporada de Breaking Bad

(E-D) Aaron Paul, Jonathan Banks e Bryan Cranston

Anunciada para o dia 17 de julho, a quarta temporada de “Breaking Bad”, pelo calendário americano, estreia com uma diferença de um ano e um mês em relação à exibição do último episódio da terceira temporada.

Cuidado com Spoilers!

Segundo divulgado pela revista EW, em seu retorno, a história apresentará o desencanto de Walt (Bryan Cranston) por sua atual atividade criminosa. Submetido às vontades de Gus (Giancarlo Esposito), Walt tentará reconquistar sua independência. Enquanto isso, Jesse (Aaron Paul) tenta se livrar de seus ‘demônios’, enquanto forma uma nova parceria. Já Skyler (Anna Gunn) está comprometida com sua nova função: a lavagem de dinheiro, o que a leva a se unir a Walt. Para Hank (Dean Norris), a temporada significa período de recuperação, com a ajuda de Marie (Betsy Brandt), do tiroteio do qual saiu ferido.

A quarta temporada, que tem 13 episódios encomendados, iniciou suas filmagens em janeiro, na cidade de Albuquerque, Novo México.

No vídeo abaixo, Vince Gilligan, criador de “Breaking Bad”, e Moira Walley-Beckett, co-produtora, falam sobre o sucesso da série e o processo de desenvolvimento da trama. Na entrevista, Gilligan comenta que os roteiristas levam cerca de 10 dias para desenvolver a trama de um episódio e mais duas ou três semanas para escrevê-lo. Após ser aprovado por Gilligan, o episódio é filmado.


 

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