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Breaking Bad

Trailer: remake colombiano de ‘Breaking Bad’ estreia em junho

Em 2013, a Sony Pictures TV anunciou uma parceria com a colombiana Teleset para produzir a série Metástasis, remake latino de Breaking Bad, série criada por Vince Gilligan.

Tal qual no original, a versão latina acompanha a vida de um professor de química que, ao ser diagnosticado com câncer, decide utilizar seus conhecimentos para fabricar drogas, com o objetivo de deixar para a família algum dinheiro.

Pelas imagens do vídeo, parece que todas as cinco temporadas da série original já foram refilmadas pela produção latina.

No elenco estão Diego Trujillo (Walter Blanco/Walter White), Roberto Urbina (José Miguel Rosas/Jesse), Sandra Reyesm(Cielo/Skyler) e Julián Arangon (Enrique Navarro/Hank), entre outros. A direção é de Andy Vice e Andrés Birman.

O primeiro episódio será exibido no dia 8 de junho pelo Unimás, canal de Miami voltado para o público de língua espanhola. Os demais episódios passam a ser exibidos semanalmente a partir do dia 12 de junho. Todos os episódios produzidos serão exibidos ao longo de três meses.

Lista completa das séries canceladas na Temporada 2013-2014

TVforadoarPostagem atualizada no dia 31 de maio.

Entre os dias 12 e 15 de maio, as redes americanas anunciarão sua nova programação. Com a encomenda de novas séries, aquelas que registravam baixa audiência foram canceladas.

Tendo em vista se tratar de muitas produções, segue uma lista com todos os títulos que foram cancelados nesta Temporada. Este ano, decidi incluir as produções da TV a cabo e de outros países, que costumam ser divulgados neste blog.

Embora as Temporadas iniciem em setembro, finalizando em maio, existem algumas produções que são exibidas na Summer Season (período entre junho e agosto) que também foram canceladas e outras que tiveram seu cancelamento anunciado durante o período da Summer Season. Para que elas não fiquem de fora da lista, estou considerando (apenas para este propósito) que a Temporada de 2013-2014 compreende os meses entre junho de 2013 e maio de 2014.

Com isto, esta lista cobre todos os cancelamentos ocorridos desde a publicação da última lista (Temporada 2012-2013), que você pode conferir aqui. Lembrando que a lista anterior cobre apenas as produções da rede aberta, no período entre setembro de 2012 e maio de 2013.

A título de registro, a lista também inclui as produções que foram encerradas, ou seja, aquelas que acabaram porque os produtores concluíram que a história já tinha sido contada ou que a série já tinha chegado ao seu limite.

ABC 
The Assets
Back in the Game
Betrayal
Killer Women
Lucky 7
Mind Games
Mixology
The Neighbors
Once Upon a Time in Wonderland
Suburgatory
Super Fun Night
Trophy Wife

 

ABC Family 
Ravenswood
Bunheads
The Lying Game

 

A&E
The Glades

Obs.: embora não tenha sido feito qualquer anúncio, o remake de Those Who Kill é considerado como cancelado.

 

AMC 
Low Winter Sun
Breaking Bad (produção encerrada com cinco temporadas)

 

BBC America 
Copper

 

CBS 
Bad Teacher
The Crazy Ones
Friend Me (cancelada sem ter estreado)
Friends with Better Lives
Hostages
Intelligence
We Are Men

 

CW 
The Carrie Diaries
Star-Crossed
The Tomorrow People
Nikita (tinha sido renovada para a última temporada, exibida em 2014)

 

Fox 
Almost Human
Dads
Enlisted
Murder Police (cancelada sem ter estreado)
Raising Hope
Rake
Surviving Jack

Obs.: a série Us & Them é considerada como cancelada antes de sua estreia, embora a Fox não tenha oficializado esta informação.

 

FX
Chozen

 

FXX
Legit

 

HBO 
Eastbound & Down (produção encerrada com quatro temporadas)
Family Tree
Treme (produção encerrada com quatro temporadas)

 

Lifetime 
Army Wives
Drop Dead Diva
The Client List

 

MTV 
Zach Stone is Gonna Be Famous

 

NBC
Believe
Camp
Community
Crisis
Dracula
Growing Up Fisher
Ironside
The Michael J. Fox Show
Revolution
Save Me
Sean Saves the World
Welcome to the Family

 

Starz 
Magic City

 

Showtime 
The Borgias

 

SyFy
Being Human (remake americano)
Warehouse 13 (tinha sido renovada para a quinta e última temporada, exibida em 2014)

 

TBS 
Men At Work

 

TNT 
King and Maxwell
Mob City

 

TV Land 
Happily Divorced

 

USA Network 
Burn Notice (produção encerrada com sete temporadas)
Necessary Roughness
Psych (produção encerrada com oito temporadas)

 

Séries que foram renovadas para a última temporada

Boardwalk Empire (para a quinta e última temporada)
Californication (para a sétima e última temporada – já em exibição)
Cougar Town (para a sexta e última temporada)
Glee (para a sexta e última temporada)
Hello Ladies (terá um especial para encerrar a história)
Justified (para a sexta e última temporada)
The Killing (para a quarta e última temporada)
The Mentalist  (para a sétima e última temporada)
The Newsroom (para a terceira e última temporada)
Parenthood (para a sexta e última temporada)
Parks and Recreation (para a sétima e última temporada)
See Dad Run (para a terceira e última temporada)
Sons of Anarchy (para a sétima e última temporada)
Strike Back (para a quinta e última temporada)
True Blood (para a sétima e última temporada)
Two and a Half Men (para a 12ª temporada)
White Collar (para a sexta e última temporada)
Wilfred (para a quarta e última temporada)

 

Inglaterra

BBC 
Hebburn
The Paradise
Frankie
Heading Out
Luther (produção encerrada com três temporadas)
Outnumbered (produção encerrada com cinco temporadas)
Silk (produção encerrada com três temporadas)
Way To Go
The Wright Way

Obs.: em entrevistas à imprensa britânica, o ator Tom Hollander disse que não há intenção de se produzir uma nova temporada de Rev. O canal ainda não confirmou a informação.

 

Channel 4 
Bad Sugar (cancelada com apenas o piloto exibido)
Misfits (produção encerrada com cinco temporadas)

 

ITV 
The Bletchley Circle
Breatheless
Love and Marriage
Poirot (produção encerrada com 13 temporadas)
Whitechapel

 

Sky 
Starlings

 

Canadá

CBC 
Arctic Air
Cracked

 

CTV 
Satisfaction

As 10 melhores séries de 2013

TopTenFinal de ano, quase natal. Época de confraternização e listinhas de melhores do ano. Em 2010 comecei a elaborar uma lista das produções seriadas que mais se destacaram por sua qualidade. Este, portanto, é o quarto ano que publico uma lista. Quem tiver interesse em conferir as anteriores, basta entrar nos links: 2010, 2011 e 2012.

Esta não é uma tarefa fácil, mas é algo que ajuda a exercitar o olhar na hora de fazer o levantamento das produções que merecem um reconhecimento, independente da popularidade que tenham conquistado.

Esta lista é o resultado da minha opinião do que é uma boa série. A seleção foi feita com base no desenvolvimento de personagens, proposta e situações. Após fazer uma pré-seleção, revejo todos os episódios da temporada ou minissérie com potencial para entrar na lista principal, desta vez com um olhar mais crítico. Somente então classifico as produções que considero as dez mais do ano.

Minha lista inicia com as dez melhores, finalizando com as produções que também valeram a pena assistir, ou seja, aquelas que não me deram a sensação de tempo perdido. Algumas produções ainda não chegaram ao Brasil, mas já estão disponíveis no mercado internacional.

Quem tiver interesse de deixar nos comentários sua própria lista, fique à vontade. Lembrando que o espaço dos comentários não é lugar para palavrões e ofensas pessoais (que não serão aceitos).

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1. Rectify – Drama – Estados Unidos

Esta é uma série do canal Sundance criada por Ray McKinnon (ator de Sons of Anarchy e Deadwood) com produção de Mark Johnson (Breaking Bad). A primeira temporada tem apenas seis episódios, sendo que Rectify já foi renovada para sua segunda temporada. Originalmente desenvolvido para o canal AMC, o projeto migrou para o Sundance Channel, que o transformou em sua primeira série ficcional.

A história apresenta a trajetória de Daniel Holden (Aden Young), um homem condenado à morte pelo estupro e assassinato de sua namorada. Depois de passar quase duas décadas no corredor da morte, ele é liberado graças às novas evidências de DNA. Por ter passado muito tempo no isolamento, Daniel sente dificuldades de se readaptar à sociedade e à sua família.

Esta foi a grande surpresa do ano. A história e os personagens não são diferentes do que já foi visto diversas vezes. O que faz de Rectify a melhor série de 2013 é a sensibilidade do texto. A série apresenta um estudo sobre a natureza humana com uma abordagem contemplativa.

A primeira temporada é narrada ao longo de uma semana da vida de Daniel, sendo que as situações são intercaladas entre o tempo presente e o passado, nos quais vemos como era sua rotina quando ainda estava na cadeia. Ao receber uma nova chance, Daniel experimenta uma situação surreal. É difícil para ele acreditar que não está mais na cadeia e que sua experiência fora dela não é fruto de sua imaginação. Tendo educado sua mente a aceitar a morte sem questionar, Daniel não sabe como lidar com o fato de que irá viver. Ao sair da cadeia, ele se comporta como se, de repente, ‘acordasse dentro de um sonho’. Em determinado momento ele chega a perguntar para uma das pessoas com quem está conversando se ela é real.

Na prisão, Daniel perdeu o sentido do tempo. Todos os dias são iguais e seguem um ritmo próprio, na lentidão de seu relógio interno, que não tem o mesmo ritmo daqueles que estão agora ao seu redor. A narrativa da série segue o ritmo de Daniel. É bastante lenta, levando o telespectador a mergulhar no estado contemplativo do personagem que olha para tudo como se fosse a primeira vez. Os pequenos detalhes da vida ao seu redor chamam mais sua atenção que sua própria situação. Embora ele tenha sido liberado, ele não foi inocentado.

Com um olhar provocativo, a série permite que os personagens permaneçam muitas vezes em silêncio, o qual nos leva a interpretar os sentimentos e atitudes de cada um. Logo que somos apresentados a Daniel, nos deixamos mergulhar em seu questionamento sobre a existência humana. Suas opiniões e visão de mundo, embora muitas vezes possam parecer sem sentido, dão o tom da trama que não perde de vista a história. A série também não abandona os demais personagens que se fazem presentes logo no primeiro episódio. Com personalidades bem definidas e cada um com suas próprias vidas, eles não desaparecem ou se deixam levar pelo protagonista, embora se coloquem à sua disposição para ajudá-lo a enfrentar este período de adaptação.

A série ainda não chegou ao Brasil e, por ser um programa que não gera popularidade, é possível que nem chegue. Mas ela está disponível em DVD no mercado internacional.

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2. Mad Men – Drama – Estados Unidos

A sexta temporada aproxima a série de seu fim. Tal como ocorreu nos anos anteriores, a trama proposta para esta temporada reflete o período no qual ela é situada. Estamos no final dos anos de 1960, época em que muitos movimentos culturais, já desgastados, davam lugar a algo novo. A morte de Martin Luther King e Bobby Kennedy marcaram o fim de uma era e o início de um futuro incerto. Este é o fim da era Draper. O mundo ao redor de Don (Jon Hamm) está mudando e ele não consegue acompanhar as transformações. Enquanto os demais se adaptam aos novos tempos, Don começa a questionar sua vida e a se sentir fora de seu ambiente.

Don morre várias vezes ao longo da temporada: aos olhos da filha, que começa a enxergar o pai que tem e a questionar seu comportamento; aos olhos de seus colegas, quando ele não consegue manter mais seu interesse no trabalho; aos olhos da esposa que, depois de diversas tentativas de se adaptar ao mundo dele, demonstra já estar cansada de viver sua vida; e aos olhos da amante que o dispensa para voltar para o marido. Mas a principal morte que a temporada revela é a de Don e seu interesse pela vida que construiu.

Seu futuro é incerto e para construí-lo ele decide voltar ao passado, refazer o trajeto de sua infância e adolescência, tentando encontrar o Don (ou Dick) que ele era.

A sétima e última temporada da série será dividida em duas partes, com episódios exibidos entre 2014 e 2015.

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3. Breaking Bad – Drama – Estados Unidos

Já considerada um clássico e uma das melhores séries de todos os tempos, Breaking Bad encerrou sua trajetória com a segunda parte da quinta temporada já exibida no Brasil e disponibilizada em DVD.

Ao longo de cinco temporadas, Breaking Bad se manteve fiel à sua proposta de mostrar a metamorfose do bem no mal. Acompanhamos a trajetória de Walter White (Bryan Cranston), um pacato professor de química que se transforma em Heisenberg, o frio e calculista fabricante de metanfetamina. Ao estilo Jeckyl & Hyde, o professor vai se deixando dominar pelo mal que existe dentro dele.

Tudo levava o telespectador a crer que Vince Gilligan, criador da série, conseguiria algo inédito na TV americana: transformar o herói em bandido. Mas, no último episódio, Gilligan deu aos fãs o final satisfatório que eles desejavam, fazendo a alegria de muitos e decepcionando poucos. Assim, Walter levanta de seu leito de morte e, sem qualquer dificuldade, nem mesmo aquelas que poderiam ser geradas por seu estado de saúde, se transforma em um herói justiceiro.

Apesar disso, a trajetória da série não foi invalidada. Até o penúltimo episódio Breaking Bad conseguiu oferecer um belíssimo desenvolvimento de personagem que teve a sorte de contar com um ótimo ator. Embora a série gire em torno de Walter, os coadjuvantes contribuíram para que ela se transformasse em um marco na história da TV americana, apesar de que alguns deles não tenham conseguido atingir seu potencial na trama. A história foi construída ‘tijolo a tijolo’, sem pressa ou desvios, evoluindo a cada temporada. Nesta última, temos a conclusão de diversas questões que estavam em aberto, especialmente a relação entre Walter e Jesse (Aaron Paul), bem como a de Walter e Hank (Dean Norris), que representam os dois momentos cruciais da última leva de episódios.

Vamos torcer para que o cuidado que se teve na construção desta série não seja um dos momentos raros na produção televisiva americana.

Treme

4. Treme – Drama – Estados Unidos

Chega ao fim mais uma obra-prima de David Simon, criador de The Wire. Com quatro temporadas, Treme trouxe para a televisão uma alternativa para as fórmulas e tipos que dominam a produção seriada.

Narrando a vida de New Orleans após a passagem do furacão Katrina, Treme trouxe o retrato de uma cidade que luta para se recuperar do golpe que sofreu, enfrentando todos os obstáculos que surgem pelo caminho. Esta não é uma série sobre personagens e suas histórias. Ela é a história de uma cidade que sobreviveu (não apenas à enchente mas a tudo o que vem de fora). Mantendo-se fiel às suas raízes, New Orleans se torna a protagonista da trama. As pessoas são seus coadjuvantes que surgem em cena vivenciado e apresentando diferentes aspectos, situações e características desta personagem.

Ainda faltam dois episódios dos cinco produzidos para serem exibidos. A impressão que dá é a de que a temporada não terá um final no qual tudo será resolvido e que ‘daqui para frente tudo será diferente’. Tudo indica que a série encerrará com os personagens (pessoas e cidade) ainda tentando resolver seus problemas. A vida continua, é a série que acaba.

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5. Enlightened – Comédia – Estados Unidos

Outra produção que terminou este ano. Totalmente injustiçada pela audiência. Uma das poucas séries que conseguiu retratar a mentalidade dos nossos dias de forma direta e crítica, Entlightened teve apenas duas temporadas produzidas, tendo sido cancelada.

Amy Jellicoe (Laura Dern) é uma anti-heroína, o tipo de personagem muito valorizado pelo público de hoje. Da noite para o dia sua vida passou por uma transformação que a forçou a reavaliar seu estilo de vida e a forma como se coloca no mundo. Depois de perder o emprego e passar por uma crise nervosa, ela se interna em um spa no Havaí onde é apresentada a um outro estilo de vida. Algo mais natural, voltado para a consciência social e espiritualidade. Forçada a morar com a mãe e a trabalhar em uma área que não é a sua, Amy mantém o mesmo comportamento de antes. O que muda é seu foco. Tal como fazia antes de sofrer o colapso, ela tenta convencer a todos à sua volta que sua forma de pensar é a certa.

Com um conhecimento que vai um pouco além dos ’140 caracteres’, Amy se considera apta a pregar ideologias e cobrar atitudes de terceiros na sua luta para tornar as pessoas mais engajadas na defesa do meio ambiente e na melhoria da qualidade de vida. Tentando fazer o que acredita ser certo, ela passa por cima das pessoas, ignorando os sentimentos e opiniões do próximo, visando um propósito maior pelo qual ela espera se tornar a pessoa que salvará o mundo. O que a move não é um sentimento altruísta, mas seu egoísmo e seu medo de voltar ao tipo de vida que tinha antes.

A solidão das pessoas que vivem em um mundo conectado também é uma presença marcante na série. Além de Amy, temos Tyler, interpretado por Mike White, cocriador da série. Trabalhando no setor de informática de uma grande empresa, ele vive sozinho e não tem amigos. Tyler já desistiu de buscar um significado para sua vida ou de construir um futuro. Seu presente e sua solidão são tudo que ele tem. Até que Tyler encontra alguém como ele, e isto o faz lutar para não desperdiçar esta oportunidade de ser feliz. Já Helen, mãe de Amy, é uma mulher que vive no seu próprio mundo, o qual ela não quer ver maculado pela presença da filha que, em sua opinião, destrói tudo o que toca. Levi, o ex-marido de Amy, é o primeiro a demonstrar interesse em descobrir este mundo sobre o qual ela tanto fala. Ele chega ao ponto de se submeter ao mesmo processo pelo qual Amy passou. Mas, ao contrário dela, Levi retorna do Havaí mais consciente do espaço que ocupa que ela.

Enlightened pode não ter durado, mas foi uma experiência que deu certo. Daqui a alguns anos, quem sabe, o público a descobre.

"House of Cards"

6. House of Cards – Drama – Estados Unidos

Esta é uma série que está em sua primeira temporada. Trata-se da primeira produção original do site de streaming Netflix, que já conquistou a crítica e indicações a prêmios. Adaptada por Beau Willimon da obra de Michael Dobbs, a série é a segunda versão do livro, que já teve uma minissérie britânica produzida em 1990, pela BBC.

A série acompanha a vida do congressista Francis Underwood (Kevin Spacey) que, após perder a oportunidade de exercer o cargo de Secretário de Estado, inicia uma campanha para derrubar aqueles que o prejudicaram e garantir seu poder em Washington.

Tomando liberdades criativas, a série oferece como protagonista um político ambicioso, manipulador e amoral, que utiliza qualquer tática necessária para alcançar seus objetivos. Por vezes conversando com o público como se falasse com um diário, ele oferece ‘algumas dicas’ de como o sistema político funciona em Washington à la Machiavel. Mas ele não é o único. Sua esposa Claire (Robin Wright) faz o mesmo no mundo corporativo e sua amante Zoe (Kate Mara), uma jornalista política, também estabelece a mesma trajetória para conquistar rapidamente seu lugar ao sol. Não demora muito e os interesses desses três começam a entrar em conflito.

Ao longo dos episódios, a primeira temporada dá uma pausa na história para mostrar um episódio que revela um pouco mais do passado de Frank. Ao ser homenageado por sua antiga faculdade, ele reencontra seus melhores amigos e seu passado. É neste momento que o público é apresentado ao homem que existe por trás do político. Claire também tem seu momento de introspecção, quando decide se afastar de Frank e se reencontrar com um antigo amante. A relação de Frank e Claire é um dos pontos altos da trama. Sólido, bem definido e honesto, o relacionamento é o que sustenta os dois. Separados, eles ficam na metade do caminho.

A série está disponível no site Netflix, que estreia a segunda temporada no dia 14 de fevereiro.

HimHer

7. Him & Her – Comédia – Inglaterra

Esta é outra produção que encerrou este ano. Him & Her foi uma série que surgiu ‘do nada’. Sem nomes importantes ou o apoio de uma máquina publicitária que cria a ilusão de qualidade de uma série, ela se fez por conta própria. Adotando uma abordagem naturalista e minimalista, Him & Her contou com personagens riquíssimos que passavam o dia aparentemente não fazendo nada mas que, a cada cena e diálogo, revelavam diversos aspectos da natureza humana de uma forma profunda e direta.

Em sua última temporada, a série trocou o cenário do apartamento de Steve (Russell Tovey) e Becky (Sarah Solemani) por um hotel, ampliando também o número de personagens em cena. É o casamento de Laura (Kerry Howard) e Paul (Ricky Champ) e tudo gira em torno da noiva, que faz questão de cobrar a atenção de todos. Depois de passar três temporadas pisando e abusando daqueles que estão ao seu redor, Laura sofre as consequências. No dia que deveria ser o mais feliz de sua vida, ela descobre que o noivo a traía, em uma das melhores cenas da temporada. Este foi sem dúvida o melhor momento de Kerry, que teve a oportunidade de extravasar o que havia de pior em Laura, uma mulher com atitudes detestáveis mas que, ao mesmo tempo, revela todo seu sofrimento e insegurança, o que a torna uma pessoa totalmente aceitável.

Para Steve e Becky, a temporada representou um afastamento de seu habitat natural (o apartamento em que vivem) e um distanciamento entre eles, já que os dois só conseguiram ficar juntos no início do primeiro episódio e novamente no final do último. Neste meio tempo, eles lutam para se reunir por alguns minutos ao menos, mas logo são afastados um do outro novamente. As cenas típicas das comédias de encontros e desencontros.

Esta é uma comédia romântica sem romantismos. É a história de amor de dois casais totalmente diferentes que passam por diversas situações as quais testam constantemente seus sentimentos. Vai demorar um pouco para surgir outra produção que consiga ter uma visão tão realista e honesta sobre os relacionamentos entre casais como esta conseguiu apresentar.

A série chegou ao Brasil pelo Multishow.

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8. Les Revenants – Ficção/Fantasia – França

Esta foi a grande surpresa europeia do ano. Com uma proposta limitada a um segmento de público, a série consegue conquistar audiência e crítica em cada país por onde ela passa, com o título internacional de The Returned. No Brasil, Les Revenants chegou pelo canal Max, do grupo HBO.

Esta é uma versão televisiva de Fabrice Gobert do filme de Robin Campillolançado nos cinemas em 2004. Na história, pessoas que morreram há alguns anos voltam à vida em uma pequena e isolada cidade do interior da França. A última lembrança que eles têm é do momento anterior às suas respectivas mortes. Alguns faleceram há pouco tempo, outros há décadas. Agora eles buscam se reintegrar à sociedade que não compreende a razão pela qual esse fenômeno ocorre, aparentemente, apenas nessa cidade. Cada episódio acompanha a história de um núcleo de personagens.

Embora seja enquadrada no gênero ficção científica/fantasia, a série está mais próxima a um drama psicológico. Com uma narrativa lenta, mantendo um tom sombrio, a trama apresenta personagens introspectivos vivendo uma situação surreal. Boa parte das cenas valoriza mais o silêncio e os personagens que a situação propriamente dita. A primeira temporada é dedicada a esmiuçar os sentimentos, opiniões e os valores de cada personagem  central da trama. A forma como ela encerra leva a crer que a segunda, já encomendada, vá trabalhar a situação na qual eles se encontram. Neste primeiro momento, ficam apenas perguntas a serem respondidas: o que está acontecendo e por quê?

Apesar da série se apoiar em uma história sobre o retorno dos mortos, em nenhum momento ela se torna apelativa ou se transforma em um discurso religioso, mesmo com a presença de um padre na trama. Também não vemos situações clichês dominarem a trama que está mais interessada em discutir o sentimento de perda de um ente querido e a forma como aqueles que ficaram lidam com a situação, agora que eles voltaram.

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9. Top of The Lake – Drama – Minissérie – Inglaterra

Quando a minissérie estava em fase de desenvolvimento, o canal BBC2 firmou parceria com a ABC – Australian Broadcasting Corporation, que entraria como coprodutora. Esta, por sua vez, só concordou em investir na minissérie se ela fosse estrelada por uma atriz australiana ou neozelandesa. Quando a BBC decidiu contratar a americana Elizabeth Moss (Mad Men), os australianos se afastaram do projeto. Para substituí-los a BBC se aliou ao canal a cabo UKTV, também da Inglaterra, e ao Sundance Channel dos EUA, que ficou interessado no projeto quando soube que seria estrelado por Moss. Com roteiro de Jane Campion (O Piano) e Gerard Lee, a minissérie foi filmada na Nova Zelândia.

A história inicia quando Tui (Jacqueline Joe), uma menina de 12 anos, é encontrada em um lago. Grávida de cinco meses, ela se nega a revelar o nome do pai da criança. Quando ela desaparece, a detetive Robin Griffin (Moss), especialista em casos envolvendo crianças, é encarregada de localizá-la. Robin está na cidade para visitar sua mãe (Robyn Nevin), que sofre de câncer. Com a ajuda de seu colega, Al Parker (David Wenham), detetive da polícia local, ela inicia as investigações, as quais a levam a entrar em contato com duas espécies de deuses da região: Matt (Peter Mullan, de The Fear), o pai de Tui, representante do universo masculino; e G.J. (Holly Hunter, de Saving Grace), uma xamã, que lidera o universo feminino.

Mantendo uma atmosfera introspectiva e sombria, Top of the Lake vai revelando ao longo de seus episódios a natureza humana que parece poluir o meio ambiente. Separados em tribos, tendo como objetivo único a luta pela sobrevivência, os personagens criam suas próprias regras morais e sociais longe da cidade grande. A natureza engole os personagens levando-os a agirem de acordo com seus instintos. Aqui, os homens são animais que reagem aos seus desejos e as mulheres se colocam como vítimas que buscam se enquadrar no ambiente em que estão inseridas. Os homens são liderados por um predador que controla o tráfico da região. As mulheres seguem uma xamã que criou um refúgio para mulheres danificadas. Isto não significa que G.J. ampare essas mulheres como uma mãe acolhe os filhos feridos na guerra. Ela é dura, critica a forma como as mulheres se diminuem e cobra delas uma atitude mais forte para que possam enfrentar o mundo masculino.

O que pesa contra Top of the Lake é o tom extremamente depressivo que a produção escolheu para narrar a história, o que afugenta muitos telespectadores. Quem está acostumado com dramas leves ou comédias terá dificuldades de passar do primeiro episódio. Mas aqueles que insistirem serão premiados com uma belíssima produção.

A minissérie foi exibida no Brasil pelo canal Max.

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10. Borgen – Drama – Dinamarca

A Dinamarca está vivendo sua era de ouro da televisão, ao menos no que se refere à receptividade internacional. Desde o sucesso de Forbrydelsen as produções televisivas dinamarquesas se tornaram uma obrigação para qualquer pessoa que se considera fã de séries. Borgen é mais um exemplo da qualidade de texto e atuações que o país é capaz de oferecer.

Criada por Adam Price, Jeppe Gjervig Gram e Tobias Lindholm, a série acompanha os trabalhos de Birgitte Nyborg (Sidse Babett Knudsen), membro do partido popular que se torna Primeira Ministra da Dinamarca. Logo ela descobre que o cargo traz muitas responsabilidades que ela não previa. Ao longo de seu mandato, Birgitte tenta estabelecer seu governo ao mesmo tempo em que precisa manter unida sua família, formada por seu companheiro e dois filhos. A segunda temporada acompanha o governo de Birgitte e as decisões políticas que ela é forçada a tomar para manter o país social e economicamente equilibrado. Enfrentando a oposição e as desavenças, ela tenta ser fiel aos seus princípios, mas problemas familiares a forçam a tomar a decisão de deixar a política e a vida pública.

Esta é uma série política que não se apoia nas tramóias maquiavélicas ou na imposição de uma visão idealizada. Ela força o questionamento sobre a conduta moral e ética que está por trás de cada decisão do governo ou de empresas.

Na terceira e última temporada, Birgitte já está pronta para voltar à ativa, mas seu partido não aceita seu retorno. Insatisfeita com a forma como ele vem distorcendo seus princípios políticos e morais, Birgitte decide criar um novo partido. Ao longo dos episódios vemos sua luta para estabelecer o partido e fazer com que o governo o reconheça oficialmente. Seu objetivo é conseguir o maior número de cadeiras no Parlamento durante as eleições. Para tanto, ela aproveita cada oportunidade que surge para aparecer na mídia e levantar o debate em torno de alguma questão polêmica, seja ela relacionada à estrutura social, econômica, política ou legal.

Além disso, a temporada também trabalha a situação da mídia e a forma como ela é utilizada pelos políticos. O editor do mais antigo e tradicional telejornal da Dinamarca sofre constantes pressões de um jovem contratado pelo canal com a missão de elevar a audiência. Seu objetivo é transformar os debates políticos em programas de entretenimento, o que leva o editor a enfrentar um conflito moral. Em paralelo, a apresentadora do telejornal enfrenta o desafio de deixar uma carreira financeiramente segura e estável para prestar assessoria de imprensa para o novo partido de Birgitte, onde ela também enfrenta conflitos morais sobre a forma mais correta de agir.

A série chegou ao Brasil pelo canal +Globosat.

Outras séries que valeram a pena conferir em 2013. A relação abaixo segue a ordem alfabética:

Comédia/Dramédia: 30 Rock, Alpha House, The Big C, Bluestone 42, Californication, Family Tree, Getting On (remake), Girls, Hello Ladies, The IT Crowd (especial), Last Tango in Halifax, Maron, Modern Family, My Mad Fat Diary, Nurse Jackie, Orange is the New Black, Parks and Recreation, Toast of London, Veep, Vicious, The Wrong Mans, Yes Prime Minister (nova versão).

Drama: The Americans, Black Mirror, Boardwalk Empire, Borgia, Broadchurch, Bron/Broen, Call the Midwife, Case Histories, Cloudstreet, Copper, Dates, The Doctor Blake Mysteries, East West 101, Endeavour, The Fall, The Foyle’s War, The Good Wife, Justified, Luther, Magic City, Masters of Sex, A Menina Sem Qualidades, Mr. Selfridge, Peaky Blinders, Please Like Me, Ripper Street, Shetland, Sons of Anarchy, Vera, The Village.

Ficção/Fantasia: Doctor Who, Fringe, Game of Thrones, Orphan Black.

Minisséries:  The Escape Artist, The Great Train Robbery.

Trailer: ‘Breaking Bad’ ganha remake na Colômbia

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Diego Trujillo como Walter na versão colombiana de ‘Breaking Bad’ (Foto: Teleset/Sony)

A produtora Sony Pictures Television em parceria com a Teleset prepara a estreia de Metástasis, remake colombiano de Breaking Bad, série criada por Vince Gilligan que encerrou sua exibição em setembro, nos EUA.

Tal qual no original, a versão latina acompanha a vida de um professor de química que, ao ser diagnosticado com câncer, decide utilizar seus conhecimentos para fabricar drogas, com o objetivo de deixar para a família algum dinheiro.

Embora narre a mesma trama, a versão colombiana será situada em Bogotá e México, introduzindo algumas situações diferentes daquelas vistas na série americana.

No elenco estão Diego Trujillo (Walter Blanco/Walter White), Roberto Urbina (José Miguel Rosas/Jesse), Sandra Reyesm (Cielo/Skyler) e Julián Arangon (Enrique Navarro/Hank). Ainda não há informações sobre quem interpretará a personagem Marie. A direção é de Andy Vice e Andrés Birman.

A primeira temporada de Metástasis já foi vendida aos países da América Latina que falam espanhol, bem como para o canal UniMas, dos EUA, do grupo Univision.

Cliquem na foto para ampliar.

30/09/2013

às 11:26 \ Opinião, Séries Anos 2010-2019

‘Breaking Bad’ se despede do público

Este texto contém spoilers.

Neste final de semana, a série Breaking Bad fez sua despedida, encerrando a trajetória de Walter White, o professor de química que, ao descobrir sofrer de câncer, passa a fabricar drogas para poder deixar dinheiro para sua família. Ao longo do caminho, ele redescobre o prazer de estar vivo, se torna obcecado pelo poder e destrói a vida de todos aqueles que o cercam. Vince Gilligan, o criador da série, dizia que seu principal objetivo era oferecer uma história na qual o público pudesse acompanhar a transformação do herói em vilão. Esta mudança se deu ao longo de cinco temporadas, mostrando a cada passo dado por Walter as razões pelas quais ela ocorria.

Mantendo o foco em seu objetivo, Walter justificou para si mesmo, seus colegas e sua família, cada decisão que tomou. No fim, reconheceu que, tudo o que fez, ele fez por ele. Pelo prazer de saber que podia, pelo prazer de ver que conseguia e pelo prazer que tudo aquilo lhe dava de viver. Ainda assim, Walter permaneceu obcecado em realizar seu objetivo inicial: garantir a sobrevivência de sua família. Agarrando-se a esta ideia até o final, Walter se manteve vivo perseguindo um sentido moral que o diferenciava dos criminosos com os quais lidava.

Esta diferença se tornou ainda mais evidente nos últimos episódios da série, quando os roteiristas começaram a conduzir a trama para o seu final. No momento em que a família de Todd assume o comando da situação, Gilligan mostra para o público que, se as coisas eram ruins com Walter, pior sem ele. A família de Todd não tem relação afetiva com os personagens que fazem parte do mundo de Walter, nem tampouco a necessidade de buscar uma justificativa moral para seus atos. Eles são criminosos.

Encaminhando a trama para seu duelo final, Gilligan tirou Walter de seu leito de morte para limpar a cidade e salvar aqueles que estão em perigo (por sua causa). Gilligan não conseguiu manter a transformação de Walter. No fim, ele se tornou herói. Não o tipo de herói bonzinho, com a moral elevada e se sacrificando em nome do bem mas, ainda assim, herói. Em sua missão de vingança ele fez o bem.

Foi um final satisfatório, como prometido por Gilligan, mas não necessariamente bom. O episódio serviu para aparar as arestas e dar um fim à história. Gilligan facilitou a vida de Walter, permitindo que ele fosse bem sucedido em seu plano, sem passar por qualquer tipo de aperto. Desta vez, não ocorreu nenhuma situação inesperada que forçasse Walter a elaborar rapidamente um plano B. Sozinho, tudo que Walter planejou deu certo.

Desde a morte de Hank, a polícia desapareceu da história. Depois que Walter garantiu a Skyler sua liberdade, a polícia é apenas mencionada. Sabemos que ela está à caça de Walter, mas sua participação no desfecho da série não passa disso. Fugindo da justiça, se escondendo e tentando sobreviver, Walter não tem nada a temer. Ao voltar para casa, ele não tem o menor problema em circular livremente pela cidade, chegando facilmente nos lugares que deseja e falar com quem precisa.

O final da série inicia com uma situação que merecia ser desenvolvida em um único episódio. Walter reencontra Gretchen e Elliott, o casal milionário que fez sua fortuna no ramo farmacêutico e que chegou a se oferecer a pagar as custas do tratamento médico de Walter no início da série. Este se recusa, por não aceitar caridade. A história dos três não chegou a ser desenvolvida (embora eles representem o início de tudo), ficando apenas a ideia do que tinha ocorrido para levar Walter a se afastar da sociedade sem receber sua parte nos lucros da empresa.

O casal retornou à história a pedido de um fã. Em fase terminal de câncer, o rapaz conheceu Gilligan, que perguntou a ele o que gostaria de ver no final de Breaking Bad. Este respondeu que gostaria de rever Gretchen e Elliott. Assim, o casal reaparece no final do penúltimo episódio, levando Walter a procurá-los. Não para se vingar do que eles tinham feito, não para cobrar satisfações, mas para exigir deles sua colaboração. Walter dá eles o resto do dinheiro que guardou, cerca de 9 milhões de dólares, com a condição de que eles utilizem o dinheiro para garantir o futuro de seus filhos, Walter Jr. (que voltou a adotar o nome de Flynn) e Holly. A ideia é boa, mas a ameaça que ele faz para garantir a colaboração do casal é incrivelmente fraca. Walter convence os dois que eles ficarão eternamente na mira de assassinos profissionais caso não cumpram com o acordo.

Walter não teve problemas para chegar na casa em que Gretchen e Elliott moram, nem tampouco para sair do local. Também não teve problemas de chegar em Skyler ou de executar seu plano de vingança, o qual deu à sua família segurança e paz. Tudo funcionou conforme planejado. Walter termina seus dias sob seus termos. Para uma série que desafiou a moral, Breaking Bad ofereceu um final moralista.

Embora Walter tenha escapado da justiça, na sua vingança, ele faz o bem. Walter salvou Jesse, matou todos os bandidos, incluindo Lydia, e garantiu a segurança de sua família (financeira e física). No processo, foi punido, perdendo tudo aquilo que amava: sua família, seu trabalho (se é que pode ser classificado desta forma) e sua vida, deixando para trás pessoas emocional e psicologicamente destruídas por sua existência.

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17/09/2013

às 12:20 \ Cartazes, Séries Anos 2000-2009

Cartaz de despedida de ‘Breaking Bad’

Com uma imagem que mostra o sol se pondo, a produção de Breaking Bad divulgou este cartaz no qual se lê que a química era tudo para fazer da série uma das melhores dos últimos anos.

No dia 29 de setembro, o canal AMC exibe o último episódio de Breaking Bad, encerrando a trajetória de Walter White (Bryan Cranston), um professor de química que, ao descobrir sofrer de câncer no pulmão, decide fabricar drogas para deixar algum dinheiro para sua família.

Ao longo de sua jornada, o simplório professor se transforma em um homem frio, calculista e manipulador, que não poupa ninguém que atravesse seu caminho. Apoiando-se na ideia de ele que faz tudo por sua família, Walter vai perdendo sua humanidade.

Conforme vai se aproximando do final, a série eleva sua audiência. Registrando entre a primeira e quarta temporada a média de 2 a 3 milhões de telespectadores ao vivo, a série chegou a 3.5 milhões ao vivo na primeira leva de episódios da quinta e última temporada. Em seu retorno, Breaking Bad vem registrando na segunda leva a média de 5.24 milhões, sendo que o último episódio exibido até o momento chegou a 6.4 milhões, a maior audiência da série até hoje.

O último episódio será exibido no dia 29 de setembro. No Brasil, a quinta e última temporada será apresentada pelo canal AXN a partir do dia 4 de outubro. A temporada completa será lançada em DVD no dia 27 de novembro, pela Sony.

Cliquem na foto para ampliar.

11/09/2013

às 17:42 \ Pilotos de Séries, Spinoff

Avançam as negociações para dar a ‘Breaking Bad’ uma spinoff

Bob Odenkirk como Saul Goodman (Foto: AMC/Arquivo)

O AMC anunciou esta tarde ter chegado a um acordo com a Sony Pictures Television para que possa ser encomendada a produção da série Better Call Saul, projeto criado por Vince Gilligan e Peter Gould e anunciado em abril. Se a produção for aprovada, esta será a primeira spinoff de Breaking Bad.

Estrelada por Bob Odenkirk, a história será um prelúdio que apresentará a vida do advogado criminalista Saul Goodman antes de conhecer Walter. Ao contrário da série original, Better Call Saul é uma comédia de uma hora de duração. O título faz referência ao comercial que Saul estrela em Breaking Bad para divulgar seu trabalho (vejam o vídeo abaixo).

A expectativa é a de que o canal anuncie em breve a produção da série, que deverá ser encomendada sem passar por um episódio piloto, tendo em vista a origem do personagem. Ainda falta o AMC chegar a um acordo com os envolvidos com a produção, entre eles, Gilligan, Gould e Odenkirk.

21/08/2013

às 11:50 \ Atores, Televisão

2013: os atores mais bem pagos das séries da TV

(E-D) Jon Cryer e Ashton Kutcher em 'Two and a Half Men' (Foto: CBS)

Esta semana a revista TV Guide divulgou a lista dos atores de séries de TV mais bem pagos dos EUA. A lista totaliza 49 nomes, que ganham a média de valores entre 125 e 750 mil dólares por episódio. Não foram contabilizados as percentagens que alguns atores ganham com a venda das séries ou com os produtos agregados.

Geralmente, Hollywood determina os valores pagos aos atores com base no currículo dos profissionais, nos prêmios recebidos, no poder de atrair público e mídia, além do sucesso da série que, conforme é renovada, eleva os salários do elenco principal.

Em geral, canais menores ou a cabo não têm condições de manter grandes salários; neste caso, cabe ao ator aceitar o que for oferecido ou negociado. Outros canais podem oferecer um valor maior a um determinado ator por seu potencial de atrair audiência, não sendo, necessariamente, uma série popular ou um personagem importante na trama.

Os três primeiros lugares são ocupados por atores que estrelam séries da CBS, o canal que tem as séries de maior audiência nos últimos anos nos EUA. O canal é representado por dez séries. A NBC, que traz séries com baixas audiências, aparece com cinco produções. A TV a cabo, que tem menos recursos que a rede aberta, aparece na lista com seis séries. A Fox é representada por três séries e a ABC por duas.

Confiram a lista. Os valores são por episódio.

Ashton Kutcher – Two and a Half Men750 mil dólares
Jon Cryer - Two and a Half Men – 650 mil dólares
Mark HarmonNCIS - 525 mil dólares por episódio
Mariska HargitayLaw & Order: SVU – 400 mil dólares
Kaley CuocoThe Big Bang Theory – 350 mil dólares
Johny GaleckiThe Big Bang Theory – 350 mil dólares
Jim ParsonsThe Big Bang Theory – 350 mil dólares
Simon BakerThe Mentalist – 350 mil dólares
Patrick Dempsey – Grey’s Anatomy - 350 mil dólares
Ellen Pompeo – Grey’s Anatomy – 350 mil dólares
Sandra Oh - Grey’s Anatomy  - 350 mil dólares
Michael C. Hall - Dexter - 300 mil dólares
Dan Castellaneta – Os Simpsons300 mil dólares
Julie Kavner – Os Simpsons300 mil dólares
Yeardley Smith – Os Simpsons -  300 mil dólares
Jon Hamm - Mad Men - 275 mil dólares
Stephen Moyer – True Blood – 275 mil dólares
Anna Paquin – True Blood275 mil dólares
Alexander Skarsgard - True Blood – 275 mil dólares
David Boreanaz – Bones – 250 mil dólares
Emily Deschanel - Bones - 250 mil dólares
Claire Danes – Homeland - 250 mil dólares
Damian Lewis - Homeland  - 250 mil dólares
Michael Weatherly - NCIS - 250 mil dólares
Tim Allen - Last Man Standing - 235 mil dólares
Patricia Heaton - The Middle - 235 mil dólares
Bryan Cranston - Breaking Bad - 225 mil dólares
Alyson Hannigan – How I Met Your Mother - 225 mil dólares
Neil Patrick Harris – How I Met You Mother – 225 mil dólares
Josh Radnor – How I Met Your Mother – 225 mil dólares
Jason Segel – How I Met Your Mother225 mil dólares
Cobie Smulders - How I Met Your Mother – 225 mil dólares
Ed O’Neill - Modern Family – 200 mil dólares
Amy Poehler - Parks and Recreation - 200 mil dólares
Julie Bowen – Modern Family175 mil dólares
Ty Burrell – Modern Family -175 mil dólares
Eric Stonestreet  - Modern Family - 175 mil dólares
Sofia Vergara - Modern Family – 175 mil dólares
Laurence Fishburne - Hannibal - 175 mil dólares
Lauren Graham – Parenthood – 175 mil dólares
Pauley Perrette – NCIS – 175 mil dólares por episódio
Robin Williams – The Crazy Ones – 165 mil dólares
Peter Dinklage – Game of Thrones150 mil dólares
Lena Headey - Game of Thrones – 150 mil dólares
Aaron Paul – Breaking Bad – 150 mil dólares
Lucy Liu – Elementary – 130 mil dólares
James Spader – The Blacklist – 125 mil dólares
Zooey Deschanel – New Girl – 125 mil dólares
Anna Faris – Mom – 125 mil dólares

Allison JanneyMom – 125 mil dólares

As séries Mom, The Blacklist, The Crazy Ones estreiam nos EUA na Fall Season, que inicia em setembro.

11/08/2013

às 12:34 \ Séries Anos 2000-2009

‘Breaking Bad’ entra em sua reta final

Esta noite nos EUA começam a ser exibidos os últimos episódios de Breaking Bad, série de Vince Gilligan que encerra sua produção com cinco temporadas, 62 episódios e (até o momento) sete prêmios Emmy (distribuídos entre atores e edição). Sem nunca ter ganho o prêmio de melhor produção, Breaking Bad está na corrida do Emmy deste ano, podendo ainda ser indicada em 2014, com os episódios que serão exibidos a partir de hoje.

Tendo estreado em 2008, a série surpreendeu a crítica ao se tornar uma das melhores produções dos últimos anos da TV americana. Com total liberdade para desenvolver personagens e história, os produtores souberam aproveitar a oportunidade que o canal AMC deu a eles para estabelecer Breaking Bad logo na primeira temporada. Ao longo dos anos, ela se tornou um marco da história da TV americana ao transformar o protagonista, um homem ingênuo e assustado, em um criminoso frio e calculista. Uma espécie de Jekyll & Hyde, com a diferença de que não existe aqui o vai e volta entre um personagem e outro.

Em entrevista ao programa The Writer’s Room, do canal AMC, Gilligan disse que a ideia de Breaking Bad surgiu dois anos após o fim de Arquivo X, série para a qual ele contribuiu com cerca de trinta roteiros. Uma matéria do jornal New York Times dizia que um homem tinha sido preso por fazer metanfetamina em um prédio de apartamentos, levando algumas crianças a passar mal. Gilligan então imaginou uma história na qual um pacato professor de química decide fazer metanfetamina. Sua intenção, desde o início, era a de produzir uma série onde o herói se transformaria no vilão (Mr. Chips em Scarface).

O projeto foi oferecido em 2007 para o canal FX, que na época estava conquistando o público com séries estreladas por anti-heróis, voltadas para o público masculino. Mas o canal rejeitou Breaking Bad. Segundo a revista EW, John Landgraf, diretor do canal, disse que na época o FX já exibia algumas produções estreladas por anti-heróis e considerou que não seria o momento de aprovar mais uma. Em 2007, Gilligan não era um nome importante como roteirista ou produtor. Seus trabalhos até então estavam atrelados aos de Chris Carter, criador de Arquivo X, série que gerou The Lone Gunmen e Millennium. Desta forma, seu nome não era forte suficiente para fazer com que Landgraf mudasse de ideia.

O agente de Gilligan decidiu então enviar o projeto para o AMC, que naquele ano estreara Mad Men, conquistando boa receptividade crítica. O sucesso desta série levou os executivos do canal a buscarem novos projetos que pudessem fazer companhia a Mad Men. Assim, aprovaram a produção de um episódio piloto de Breaking Bad para avaliação. Para surpresa de Gilligan, o canal não interferiu no processo criativo da série ou sequer tentou suavizar (ou justificar) a história e seus personagens para que pudessem ser aceitos pelo público.

O canal gostou do piloto e encomendou a produção de mais nove episódios para a primeira temporada, totalizando dez. Mas uma greve de roteiristas levou os produtores a encurtarem a temporada, produzindo apenas sete (incluindo o piloto). A série estreou conquistando a crítica mas passando despercebida do grande público, que foi descobrindo Breaking Bad ao longo dos anos.

Bastidores dos novos episódios de 'Breaking Bad' (Fotos: AMC)

A história narra a vida de Walter White (Bryan Cranston), um pacato e simplório professor de química que passa pela crise de meia-idade. Walter está desiludido com sua carreira, tendo que dar aulas para alunos que não se interessam em prestar atenção na matéria. Em casa, ele é dominado pelas vontades e desejos de Skyler (Anna Gunn), sua esposa, que controla seu estilo de vida, suas ações e suas decisões.

Um dia Walter descobre que a única recompensa que ele ganha por seu bom comportamento é um câncer no pulmão. A doença dá início à transformação de Walter. Decidido a deixar algum dinheiro para a família, ele começa a fabricar drogas para que Jesse (Aaron Paul), um ex-aluno seu, possa vendê-las.

Pela primeira vez, Walter vive sem medo do futuro. A excitação que o perigo traz o leva gradualmente a tomar as rédeas de sua vida e de seu corpo (ao vencer a doença). Enquanto Jesse se rende ao vício das drogas, Walter se torna cada vez mais refém do poder e do perigo, que o faz se sentir vivo.

Embora tenha imaginado a série em torno da transformação de Walter, Gilligan e sua equipe de roteiristas conseguiram oferecer uma produção que também cuida dos demais personagens. Cada um, dentro de seus limites e universo, passa por transformações.

No início da série, Jesse é um delinquente juvenil irresponsável que só pensa em diversão e dinheiro. Sem se preocupar com o futuro ou com o que acontece à sua volta, ele vai, aos poucos, se transformando em um homem consciente, capaz de tomar decisões e assumir responsabilidades. Embora ainda esteja sob o domínio de Walter, Jesse compreende o perigo que ele representa.

Skyler  inicia a série como uma pessoa dominadora, mas conforme a trama se desenvolve, ela se torna um animal encurralado e dominado por Walter, prisioneira do ambiente que se formou. Além disso, Skyler se torna cúmplice do marido, ao assumir a responsabilidade de lavar o dinheiro obtido com as drogas e manter-se calada sobre as atividades de Walter. Os dois dizem agir em nome da família, proteger os filhos, entre eles, Walter Jr. (RJ Mitte), o ponto fraco da história. Até agora ele não conseguiu perceber o que ocorre à sua volta. Mantendo-se um jovem mimado e superprotegido, Walter Jr. não se dá ao trabalho de investigar as razões pelas quais seus pais mudaram drasticamente de comportamento e relacionamento, limitando-se a aceitar como verdade aquilo que lhe é dito.

Marie (Betsy Brant), a irmã de Skyler, começou sua trajetória como uma jovem fútil, solitária e cleptomaníaca. Nas últimas temporadas, ela é obrigada a enfrentar diversas situações, que a transformam no principal apoio moral de Skyler (embora ela não tenha conseguido se tornar sua confidente). Marie também cresce como esposa de Hank (Dean Norris), um agente da narcóticos, de quem ela precisa cuidar quando ele sofre um atentado.

Hank é um homem que acredita estar acima de qualquer problema psicológico ou emocional. Com uma postura bonachona, ele mantém as rédeas de sua vida e de sua profissão. Mas, gradualmente, Hank também sofre uma transformação quando começa a perder sua autoconfiança, o controle de seu temperamento e do seu físico e a quase perda do emprego.

Quando Hank pensa que já retomou o controle de sua vida, uma nova informação surge para desequilibrá-lo. Seria seu cunhando Walter o criminoso que ele vem perseguindo há tempos? Os episódios finais da série irão revelar ao público que caminho Hank irá seguir: entregar Walter à justiça colocando em risco sua posição na polícia (afinal, como explicar que ele não sabia sobre os atos do cunhado), secretamente fazer justiça com as próprias mãos ou deixá-lo partir? E o que ele fará com Skyler, sua cunhada?

Mas talvez a pergunta mais importante que será respondida com o final da série seja: a televisão americana permitirá que Walter sobreviva e saia vencedor? Na visão tradicional das séries, o vilão precisa pagar por seus erros, sofrer a redenção, arcar com as consequências de seus atos, ser penalizado pelas leis do homem ou as de Deus. Breaking Bad se submeterá a essa regra depois de ter se tornado um marco por retratar a metamorfose de um herói em vilão? Gilligan punirá Walter?

A prisão ou a morte de Walter, seja pelas mãos de alguém (podendo ser Hank, Skyler, Jesse, Walter Jr. ou o próprio Walter), seja pelo câncer ou seja por qualquer outro meio, levará a série a se submeter às leis da visão tradicional que os produtores se propunham em romper. Isto não significa que o fim de Walter invalide sua trajetória, nem a proposta de trazer para a TV uma série que modifica padrões e fórmulas. Mas deixa o caminho aberto para que outra produção com a mesma proposta finalize a intenção. Em oito semanas saberemos a resposta.

No Brasil, Breaking Bad é exibida pelo canal AXN, sendo que a Sony já lançou as três primeiras temporadas. A quarta tem previsão de lançamento para o dia 21 de agosto.

Em homenagem ao fim da série, um fã montou e disponibilizou no You Tube um vídeo no qual Walter ‘canta’ a música My Way.

30/07/2013

às 14:43 \ Séries Anos 2000-2009, Trailers

Promo de ‘Breaking Bad’ – últimos episódios

A segunda parte da última temporada de Breaking Bad estreia nos EUA no dia 11 de agosto.

 

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