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Bonanza

20/07/2013

às 17:19 \ Curiosidades, Falecimentos, Televisão

Lista: 38 séries que sofreram baixa no elenco pela morte de atores

Cory Monteith

No dia 14 de julho, o público foi surpreendido com a notícia da morte de Cory Monteith, ator que interpretava Finn na série musical Glee. Mais uma vítima de overdose, o ator deixa para os produtores e colegas a difícil tarefa de lidar com sua perda e dar continuidade a uma das séries mais populares dos últimos anos.

Ele não foi o primeiro nem será o último a morrer durante a produção de uma série. Em comparação ao número de séries produzidas, a quantidade daquelas que tiveram que lidar com este problema é até insignificante. Desde o início da produção televisiva até os dias de hoje ocorreram diversos casos parecidos. Alguns provocaram maior comoção, como foi o caso com Cory e daqueles que cometeram suicídio, outros quase passaram despercebidos, seja por interpretarem personagens menores ou por já estarem com a saúde abalada.

Fiz um levantamento das produções sobre as quais me lembrava. A lista limita-se às séries americanas. Se alguém se lembrar de alguma que faltou na lista e quiser contribuir com o levantamento, peço que deixe as informações nos comentários, a título de registro.

A lista segue a ordem alfabética dos títulos em inglês.

John Ritter

01. 8 Simple Rules For Dating My Teenage Daughter – Também conhecida como 8 Simple Rules, a sitcom foi produzida entre 2002 e 2005. A sitcom marcava o retorno de John Ritter, ator que ficou conhecido com Um é Pouco, Dois é Bom e Três é Demais/Three’s Company, na década de 1970. Mas a série perdeu seu astro principal na segunda temporada. Durante a produção do quarto episódio, o ator começou a reclamar de dores no peito. Quando começaram os ensaios, ele se sentiu mal e desmaiou, entrando em coma. Levado para o hospital, Ritter chegou já sem vida. A produção foi suspensa, retornando dois meses depois com a decisão da ABC de incorporar na trama a morte do ator. Assim, Cate (Katey Sagal) fica viúva e responsável por criar seus três filhos, com o apoio de seus pais (James Garner e Suzanne Pleshette) e seu sobrinho (David Spade). A viúva de Ritter chegou a processar o médico do ator, bem como aquele que o atendeu no dia de sua morte, por não terem diagnosticado uma doença cardíaca congênita. O tribunal concluiu que não houve negligência, mas um acordo financeiro foi definido fora dos tribunais.

 

Pete Duel

02. Alias Smith & Jones/Smith & Jones – A série de faroeste foi produzida entre 1971 e 1973, trazendo a história de dois foras da lei que, pensando em conseguir o perdão do governador, fazem um acordo para ficarem longe de problemas. Durante a produção da segunda temporada, o ator Pete Duel se matou, aos 31 anos de idade, com um tiro na cabeça. A polícia chegou a investigar a possibilidade de um crime, visto ter encontrado um segundo buraco de bala na parede da sala, onde Duel foi encontrado morto. Mas as investigações revelaram que o segundo tiro tinha sido disparado alguns dias antes pelo próprio Duel, quando ficou frustrado por não ter sido indicado à diretoria do SAG. Duel apresentava um quadro de depressão e alcoolismo, mas ainda assim sua morte surpreendeu seus colegas e fãs. Embora fosse véspera de ano novo, a produção da série finalizava as filmagens do episódio dezenove. Ao invés de suspender os trabalhos, a Universal ordenou que as filmagens continuassem. No mesmo dia da morte de Duel, o estúdio contratou o ator Roger Davis para substituí-lo. Assim, a série continuou com Davis interpretando o mesmo personagem, como se nada tivesse acontecido. A série durou mais uma temporada.

 

George Reeves

03. The Adventures of Superman/As Aventuras do Superman: a série foi a primeira adaptação de sucesso das histórias de um super-herói para a TV. A fama que ela conquistou na época marcou a carreira do ator George Reeves, que era obrigado por contrato a aparecer em público vestido como Superman para estimular o imaginário das crianças. Participando de eventos para promover a série vestido como o super-herói, também reforçou a identificação do ator com o personagem para os produtores de Hollywood, que evitavam lhe oferecer outros papéis. Em junho de 1959, o ator foi encontrado morto em sua casa, com um tiro na cabeça. A polícia classificou o caso como suicídio, com base em um quadro de depressão e alcoolismo. Mas até hoje existe a dúvida se a morte de Reeves não teria sido acidental ou crime. Quando Reeves morreu, os produtores planejavam a sétima temporada da série. Reeves não foi o único que morreu durante a produção de As Aventuras do SupermanJohn Hamilton, que interpretava Perry White, morreu em 1958, após a produção da sexta temporada. Visto que a série foi cancelada com a morte de Reeves, Hamilton não precisou ser substituído.

 

Jack Soo

04. Barney Miller – Produzida entre 1975 e 1982, a topical sitcom fez muito sucesso em sua época, apresentando a rotina de uma delegacia de polícia. Contando com um grande elenco, ela apresentava histórias sobre a criminalidade em uma grande cidade, bem como a dificuldade da polícia em manter seu trabalho com poucos recursos. Esta é uma das produções que abriram caminho para Chumbo Grosso na década de 1980. Hal Linden liderava o elenco, interpretando o chefe de polícia Barney Miller. Entre os coadjuvantes estava o veterano Jack Soo, que interpretava o detetive Nick Yemana. Em 1978, durante a produção da quinta temporada, o ator foi diagnosticado com câncer no esôfago. A doença se espalhou rapidamente, levando o ator à morte no início de 1979. A série continuou a ser produzida, incorporando na trama a morte do ator. Para homenageá-lo, a produção ofereceu um episódio especial no qual o elenco rompe a quarta parede, dirigindo-se ao público para apresentar uma retrospectiva do trabalho do ator na série. A cena termina com o elenco erguendo um brinde ao colega falecido.

 

Alice Pearce

05. Bewitched/A Feiticeira – Ainda cultuada pelos fãs até hoje, a série foi produzida entre 1964 e 1972. Acompanhando a vida de um bruxa que se casa com um mortal, a série introduziu uma personagem na história que ganhou rapidamente a afeição do público. Nas duas primeiras temporadas, a Sra. Kravitz, a vizinha bisbilhoteira de Samantha, era interpretada pela atriz Alice Pearce, que deu à personagem uma entonação mais cômica. Pouco depois de ter sido contratada, Pearce foi diagnosticada com câncer no ovário. Ao invés de substituí-la, os produtores decidiram mantê-la no elenco. Assim, ela continuou trabalhando enquanto submetia-se ao tratamento. Mas, ao final da segunda temporada, a atriz perdeu sua luta contra o câncer, falecendo aos 48 anos de idade. Quando a produção entrou em sua terceira temporada, Pearce foi substituída por Sandra Gould, que interpretou o mesmo personagem.

Marion Lorne

O mesmo procedimento não ocorreu quando Marion Lorne, que dava vida à Tia Clara, morreu aos 84 anos de idade, vítima de parada cardíaca, pouco antes de iniciar a produção da quinta temporada da série. Sendo um personagem muito querido do público, os produtores decidiram que não havia razão para contratar outra atriz para dar continuidade ao personagem. Assim, Clara deixa de aparecer na casa de Samantha. Pelo que me lembro, a produção não chegou a oferecer uma justificativa para o desaparecimento de Clara. Acredito que ela não tenha sido sequer mencionada depois da morte da atriz. Foi como se ela nunca tivesse existido. Na temporada seguinte, os produtores contrataram Alice Ghostley para interpretar a Tia Esmeralda que, tal como Clara, tinha problemas para controlar seus poderes. A atriz já tinha feito uma participação na segunda temporada da série, interpretando uma mortal.

 

Dan Blocker

06. Bonanza – Produzida entre 1959 e 1973, a série se transformou em um clássico da televisão. Acompanhando as histórias da família Cartwright, o pai Ben e os filhos Adam, Hoss e Little Joe, a série fez parte da vida de diversas gerações de telespectadores, sendo cultuada até hoje. A produção já tinha sofrido com a perda de Pernell Roberts, o intérprete de Adam, que decidiu não renovar seu contrato, deixando o elenco ao final da quinta temporada. Na história, Adam se muda para outro país. Durante um tempo a série conseguiu se equilibrar com as presenças dos demais personagens, mas a produção sofreu um novo baque em 1972, pouco antes de iniciar a produção da 14ª temporada. Dan Blocker, que interpretava Hoss, submeteu-se a uma cirurgia de vesícula. Naquela época, o procedimento para este tipo de operação era mais precário. Após nove dias em recuperação, Blocker começou a ter dificuldades para respirar. Exames mostraram que um coágulo de sangue tinha se formado, possivelmente em consequência da cirurgia, se instalando nos pulmões. Levado novamente à sala de cirurgia, Blocker faleceu vítima de parada cardíaca durante o procedimento. Na série, Hoss morre afogado tentando salvar a vida de uma mulher. Para preencher o vazio deixado pelo ator, os produtores chamaram de volta David Canary, que interpretara o vaqueiro Candy entre 1967 e 1970, e introduziram mais um ajudante, Griff (Tim Matheson). Ao final da 14ª temporada, apesar de manter uma boa audiência, a série foi cancelada pela NBC.

 

Nicholas Colasanto

07. Cheers - Esta é uma sitcom produzida entre 1982 e 1993, que acompanhava a vida de Sam Malone (Ted Danson), proprietário de um bar. Cada episódio mostrava como Malone lidava com seus problemas pessoais e profissionais. Em paralelo, o público acompanhava a vida dos demais funcionários do bar e dos frequentadores. Nicholas Colasanto interpretava Ernie, um ex-treinador de futebol que atuava como bartender. Na terceira temporada da série, sofrendo de problemas cardiovasculares, Colasanto precisou ser internado, com um quadro de água nos pulmões. Após ser liberado do hospital, Colasanto tentou voltar ao trabalho, mas o departamento médico da produção não aprovou seu retorno. O ator morreu em fevereiro de 1985, de parada cardíaca, enquanto assistia televisão. A morte do ator foi incorporada na trama e seu personagem foi substituído por Woody, interpretado por Woody Harrelson, no início da quarta temporada.

 

Freddie Prinze

08. Chico and the Man – Esta é uma série que faz parte da leva das topical sitcoms produzidas na década de 1970. Exibida entre 1974 e 1978, a sitcom acompanhou a amizade que surge entre um americano rabugento dono de uma garagem e um jovem mexicano otimista que trabalha para ele. Freddie Prinze, de 22 anos, interpretou Chico durante as três primeiras temporadas da série. Em janeiro de 1977, Prinze foi encontrado em sua casa com um tiro na cabeça. O ator chegou a ser levado ao hospital, onde os médicos declararam sua morte cerebral. Os aparelhos foram desligados dois dias depois. Tendo em vista o quadro de depressão e abuso de drogas de Prinze, a polícia concluiu que ele se suicidara. Sua mãe lutou por dois anos na justiça para reabrir o caso. Em 1979, a corte declarou que a morte do ator foi acidental. Faltando apenas quatro episódios para finalizar a terceira temporada, a produção da série continuou. O primeiro episódio inicia explicando para o público que Chico foi para o México para tentar se reconciliar com o pai. No último episódio foi introduzido Raul (Gabriel Melgar), um menino mexicano que entrou clandestinamente nos EUA. Ele é adotado por Ed (Jack Albertson) e a quarta e última temporada foi produzida.

 

Madeline Kahn

09. Cosby – Esta é a sitcom que trouxe Bill Cosby e Phylicia Rashad de volta à TV depois do sucesso conquistado na década de 1980 com Cosby Show. Produzida entre 1996 e 2000, a série apresentava a vida de Hilton (Cosby), um aposentado que tenta se ajustar à sua nova vida. Rashad interpretava sua esposa Ruth, que mantém seu próprio negócio tendo como sócia sua amiga Pauline, personagem interpretada pela veterana Madeline Kahn. Em 1998, durante a produção da terceira temporada, a atriz foi diagnosticada com câncer no ovário. Mantendo suas atividades na série, a atriz se submeteu ao tratamento de quimioterapia. Mas Madeline perdeu a luta contra o câncer, falecendo durante a produção do nono episódio da quarta temporada. Sua morte foi incluída na trama e mais onze episódios foram produzidos para fechar a temporada. Ao final daquele ano, a série foi cancelada por baixa audiência.

 

Jon-Erik Hexum

10. Cover Up/Retrato Falado – Esta foi uma série de aventura produzida entre 1984 e 1985. Na história, Danielle Reynolds (Jennifer O’Neill) é uma fotógrafa de moda casada com um agente do governo. Quando ele é assassinado, Dani decide assumir seu lugar. Mantendo a fachada como fotógrafa, ela viaja pelo mundo na companhia de Mac (Jon-Erik Hexum), um agente do governo que se faz passar por modelo. Durante a produção do oitavo episódio, que traz o título de Golden Opportunity, Hexum precisou gravar uma cena na qual seu personagem, sentado na cama, pega um revólver calibre .44 e o carrega com balas de festim. Depois de gravar uma vez, o diretor decidiu fazer uma nova tomada sob outro ângulo. Enquanto aguardava os ajustes de cena, Hexum começou a brincar com a arma. Ele descarregou o revólver deixando apenas uma bala no tambor. Em seguida, começou a brincar de roleta russa. Quando ele colocou a arma na cabeça e disparou, o festim o atingiu ferindo-o gravemente. Sangrando e consciente, mas incapaz de falar, ele foi levado ao hospital. Após passar cinco horas na sala de cirurgias, o ator precisou ser ligado a aparelhos. Seis dias depois, ele foi declarado clinicamente morto. Os aparelhos foram desligados e seus órgãos doados pela família. Faltando quatorze episódios para finalizar a primeira temporada, a rede CBS decidiu substituir o ator por Anthony Hamilton, que interpretou Jack, um novo agente designado para trabalhar com Dani enquanto Mac está em uma missão solo. Ao final do primeiro episódio em que ele aparece, Jack diz a Dani que Mac não vai mais voltar. Subentende-se que o personagem foi morto em ação.

 

Jim Davis

11. Dallas – A série, que se tornou um marco na TV americana entre 1978 e 1991, precisou lidar com a perda de Jim Davis, ator que interpretou o patriarca da família Ewing. Durante a quarta temporada ficou claro para os produtores que a saúde de Davis estava declinando. Com 71 anos de idade, o ator lutava contra um câncer. Desta forma, decidiram produzir uma cena para o episódio New Beginnings no qual Jock e dona Ellie decidem fazer uma viagem de segunda lua-de-mel. A ideia era tirar o personagem da série caso o ator não estivesse em condições de retornar para uma nova temporada. Antes mesmo que o último episódio da temporada fosse exibido, o ator morreu. No início da temporada seguinte, dona Ellie retorna da viagem dizendo que o marido decidiu ir para a América Latina cuidar de negócios importantes. Dez episódios depois, ela recebe a notícia de que seu marido morreu em um acidente de helicóptero. Sem que seu corpo fosse encontrado, Jock só foi declarado oficialmente morto dezenove episódios depois. Ao longo da série, os produtores ainda utilizaram o recurso de introduzir Wes (Steve Forrest), um homem que se faz passar por Jock. Tendo sobrevivido ao acidente e passado por uma cirurgia plástica, ele tenta ocupar o lugar de Jock. Na oitava temporada, dona Ellie se casa com Clayton (Howard Keel), outro rancheiro.

 

Larry Hagman

12. Dallas – Vinte anos depois do cancelamento da série original, o canal CW TNT lança uma nova versão de Dallas, que dá continuidade à sua história, desta vez acompanhando a vida dos filhos de JR (Larry Hagman) e Bobby Ewing (Patrick Duffy). Para dar validade à nova produção, os atores que deram vida aos famosos personagens foram chamados de volta. Durante a produção da primeira temporada, Hagman foi diagnosticado com câncer, durante os exames de rotina ao qual os atores são submetidos pela produção de uma série. Embora tenha se submetido a um tratamento, Hagman veio a falecer em 2012, depois de filmar seis episódios dos doze que seriam produzidos para a segunda temporada. A morte do ator representou a morte de um ícone da cultura popular. JR foi enterrado quatro meses depois que seu protagonista.

 

Joseph Kearns

13. Dennis the Menace/O Pimentinha – Inspirada no personagem que surgiu nas tiras de quadrinhos, a sitcom foi produzida entre 1959 e 1963. A história acompanhava a vida de Dennis (Jay North), um garotinho que, apesar das boas intenções, vivia aprontando arte. O sr. Wilson (Joseph Kearns) era quem mais se incomodava com ele. Tentando aproveitar sua aposentadoria, ele tinha sua paz e tranquilidade constantemente abaladas por Dennis. Faltando apenas seis episódios para finalizar a terceira temporada, Kearns faleceu vítima de uma parada cardíaca. Os produtores tiveram pouco tempo para preparar o episódio seguinte, no qual John Wilson, irmão de George, chega na cidade para fazer companhia à cunhada Martha enquanto o Sr. Wilson está viajando. No último episódio da temporada, Martha vende a casa para John e se muda para outra cidade com o marido (que não aparece no episódio). A série teve mais uma temporada antes de ser cancelada. A justificativa que foi dada na época era o fato de Jay ter crescido muito, não podendo mais interpretar o personagem.

 

Lynne Thigpen

14. The District – Exibida entre 2000 e 2004, a série apresentou a rotina de trabalho de Jack Mannion (Craig T. Nelson), chefe do departamento de polícia de Washington. Entre seus colegas estava Ella Farmer, analista de computadores interpretada por Lynne Thigpen, atriz que fez carreira no teatro musical. Ela migrou para o cinema quando o musical Godspell foi adaptado. Depois de diversas participações em séries, e de dublar a chefe na animação Em que Lugar da Terra está Carmen Sandiego?, Lynne entrou para o elenco de The District. Mas, durante a produção da terceira temporada, a atriz começou a sentir fortes dores de cabeça. Não consta que ela tenha procurado um médico. Poucos dias depois, ela foi encontrada morta em sua casa. A causa da morte foi divulgada como sendo hemorragia cerebral. Faltando seis episódios para finalizar a temporada, a produção suspendeu os trabalhos por uma semana. Quando retornou, sua morte foi incorporada à série. Mannion se nega a aceitar sua morte ao longo de quatro episódios. No penúltimo da temporada, ele finalmente aceita o fato.

 

Barton Yarborough

15. Dragnet – Produzida entre 1952 e 1959, a série (que surgiu no rádio) se tornou um clássico da televisão americana, gerando um retorno entre 1967 e 1970, outro em 1989 e um terceiro em 2003, e mais três filmes. A série acompanhou a rotina de trabalho do Sargento Friday (Jack Webb) da polícia de Los Angeles ao lado do Sargento Ben Romero, interpretado por Barton Yarborough, que após a produção dos dois primeiros episódios morreu vítima de um ataque cardíaco. Ao longo dos onze episódios seguintes, ele foi substituído por Ken Peters e depois por Barney Phillips, que interpretaram os sargentos Cummings e Jacobs. Quando a segunda temporada estreou, o ator Herb Ellis assumiu a função de parceiro de Friday, como o oficial Frank Smith. Depois de cinco episódios, ele foi substituído por Ben Alexander, que permaneceu ao longo da série interpretando Smith. Visto que os episódios eram exibidos fora da ordem de produção, o público acompanhou as idas e vindas de Ellis e Alexander vivendo o mesmo personagem.

 

Diana Hyland

16. Eight is Enough/Oito é Demais – Produzida entre 1977 e 1981 a série foi uma dramédia familiar de sucesso da rede ABC. Inspirada na vida do escritor Thomas Braden, a história acompanhava a rotina de uma família com oito filhos. Depois da produção do episódio piloto, a atriz Diana Hyland, que interpretava Joan, a esposa de Tom (Dick Van Patten), ficou doente. Anos antes da produção da série ter início, ela tinha passado por um tratamento de câncer de mama. Agora, acreditando que apenas sofria de fadiga, a atriz se submeteu a novos exames que revelaram que o câncer voltara e se espalhara pela coluna, chegando ao cérebro. Diana continuou trabalhando enquanto se submetia a uma nova sessão de quimioterapia. Ela aguentou até o quarto episódio, quando então revelou sua situação para a produção que a afastou dos trabalhos. Na história, sua personagem viaja para ajudar uma parente que teve um bebê. A atriz morreu após a exibição da primeira temporada, que teve apenas nove episódios, exibidos na midseason de 1977. Renovada, a série retornou para sua segunda temporada, que inicia explicando para o público que há três meses Tom perdeu a esposa. Agora viúvo, ele precisa cuidar dos oito filhos. Ao longo dos episódios, ele conhece Abby (Betty Buckley), com quem se casa em um especial de duas horas de duração.

 

Dolph Sweet

17. Gimme a Break! – Esta é uma sitcom produzida entre 1981 e 1987, que gira em torno de Nell (Nell Carter), uma governanta afro-americana que trabalha na casa de um viúvo e suas três filhas. Ele era interpretado por Dolph Sweet que, ao final da terceira temporada, começou a ter problemas de saúde. Em agosto de 1984, ele foi submetido a uma cirurgia exploratória, a qual revelou que Dolph sofria de câncer no pâncreas. A série tinha sido renovada para a quarta temporada e assim Dolph voltou ao trabalho. Devido à fadiga, ele perdeu as filmagens de quatro episódios, nos quais foi substituído por John Hoyt e Telma Hopkins, que interpretaram o avô das crianças e uma amiga de Nell, respectivamente. O ator aguentou até o final da quarta temporada. Renovada, a série voltou para sua quinta temporada, quando é revelado ao público que o personagem de Dolph morreu. Seus filhos ficaram sob os cuidados de Nell, que se torna a mãe adotiva deles. A série se estendeu até a sexta temporada, quando foi cancelada.

 

Kevin Peter Hall

18. Harry and the Hendersons/Um Hóspede do Barulho – Produzida entre 1990 e 1993, a série é uma adaptação do filme exibido nos cinemas em 1987. Na história, a família Henderson atropela o Pé Grande (ou Sasquatch) durante sua viagem de férias. Depois de cuidar dele, eles decidem adotá-lo. O maior problema era manter Harry (como era chamado) escondido dos vizinhos. Tanto no filme quanto na série, o Pé Grande era interpretado por Kevin Peter Hall, mais conhecido dos fãs de série por Curto Circuito/Misfits of Science. Em 1990, o ator sofreu um grave acidente de carro, que o levou a ser submetido a uma cirurgia. Durante o procedimento, ele recebeu sangue contaminado com o vírus da AIDS, doença que se manifestou alguns meses depois. Hall faleceu durante a produção da primeira temporada, aos 35 anos. Visto que ele utilizava uma fantasia, sua substituição não foi percebida pelo público. Na segunda temporada o personagem foi interpretado por Dawan Scott e na terceira por Brian Steele.

 

Michael Conrad

19. Hill Street Blues/Chumbo Grosso – Produzida entre 1981 e 1987, a série se tornou um marco na história da televisão americana. A trama acompanhou a vida e o trabalho de diversos policias de um departamento de polícia. Entre eles estava o sargento Phil Esterhaus, interpretado pelo veterano Michael Conrad. Rosto conhecido dos fãs de séries por suas participações em diversas produções entre as décadas de 1950 e 1980, Conrad integrava o elenco de sua segunda série, a primeira a lhe dar um reconhecimento nacional. Mas, durante a produção da terceira temporada, o ator foi diagnosticado com câncer uretral. Conforme a doença foi progredindo, sua presença na série foi sendo reduzida. O ator morreu durante a quarta temporada. Na história, foi dito que o personagem morreu vítima de parada cardíaca durante o ato sexual com sua noiva. Conrad foi substituído por Robert Pronsky, que interpretou o sargento Stan Jablonski.

 

Anne Baxter

20. Hotel – Série de Aaron Spelling produzida entre 1983 e 1988. A história acompanhou a vida dos funcionários e hóspedes de um hotel, que era de propriedade de Laura Trent, personagem interpretada pela veterana Bette Davis. Esta seria a primeira série de Davis, que já tinha feito participações em outras produções. Embora tenha filmado o piloto, a atriz estava relutante em fazer parte do elenco da série, caso ela tivesse sua produção aprovada. Neste meio tempo, Davis sofreu um derrame, que a afastou definitivamente da produção. Assim, quando a série foi aprovada, Davis foi substituída por outra veterana, a atriz Anne Baxter, que na década de 1950 trabalhou com Davis no filme A Malvada. Anne interpretou Veronica, irmã de Laura, que assume o comando da empresa. Durante a produção da segunda temporada, Baxter morreu repentinamente, vítima de aneurisma cerebral. Ao invés de substituí-la, os produtores decidiram que o personagem de James Brolin, que era o gerente do hotel, herdaria a empresa. Assim, ele assumiu o comando do hotel até o último episódio da quinta temporada, quando a série foi cancelada.

 

Samantha Smith

21. Lime Street/Culver, Agente de Alto Nível – Esta é uma série que teve apenas uma temporada de oito episódios produzidos em 1985. Estrelada por Robert Wagner, a série apresentou a história de um viúvo que morava em um rancho com duas filhas e o pai. Enquanto cuidava das filhas ele ainda atuava como investigador de seguros. A filha mais velha era interpretada por Samantha Smith, uma menina que aos dez anos de idade ficou conhecida por ter escrito uma carta para Yuri Andropov, presidente da União Soviética, na qual expressava suas preocupações sobre uma possível guerra nuclear entre os dois países. A carta foi publicada no jornal Pravda, chamando a atenção dos jornalistas americanos, que localizaram Samantha, transformando-a em celebridade. O frenesi da mídia levou o Presidente soviético a responder a carta e a convidá-la a visitar a Rússia. Acompanhada pela imprensa e pela família, Samantha passou duas semanas conhecendo a União Soviética. Na sua volta aos EUA, ela escreveu um livro, participou de talk shows e foi convidada para participar de diversos programas. Foi assim que ela chegou no elenco de Lime Street. Após finalizar as filmagens do quarto episódio, Samantha e seu pai, que estavam em Boston, pegaram um avião de pequeno porte para voltar para casa no Maine. Ao se aproximar do aeroporto, a aeronave sofreu uma pane, caiu e pegou fogo, matando os passageiros e tripulantes. A produção ainda completou os quatro episódios seguintes, sem substituir a atriz ou justificar sua ausência. A perda trágica da atriz esfriou os ânimos dos produtores e do elenco. A baixa audiência conquistada pela série (que não conseguiu enfrentar a concorrência de As Supergatas), a levou a ser cancelada.

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08/03/2012

às 14:53 \ Falecimentos, Séries Anos 1950-1959

Artista que pintou o mapa de ‘Bonanza’ morre aos 98 anos

Robert Temple Ayres em 2011

Robert Temple Ayres não é um nome conhecido dos fãs de séries, mas um de seus trabalhos foi eternizado em uma das produções de maior sucesso da década de 1960, reprisada até hoje na TV em diversos países. A abertura da série Bonanza apresenta em cada episódio o mapa da localização de Ponderosa, rancho da família Cartwright. O mapa, imagem que identifica a série, foi pintado por Robert, que no dia 25 de fevereiro faleceu aos 98 anos de idade, de causas naturais. A informação somente foi divulgada pela imprensa esta semana.

Três dias antes de sua morte, Robert visitou o Autry National Center of the American West, que desde junho de 2011 mantém o mapa em exposição permanente. Desde que o criou em 1959, Robert o vira apenas três vezes. A primeira foi em junho do ano passado, quando o museu apresentou a nova peça de seu acervo a um público convidado. Depois disso ele voltaria a visitar o museu mais duas vezes.

Mantido ao longo de cinco décadas por David Dortort, criador da série, que o pendurou na parede da sala de sua casa, o mapa foi doado ao museu pela família do produtor após sua morte em 2010. Ao ver o mapa pela primeira vez, Robert teria dito que não sabia onde ele estava esses anos todos. Sua primeira reação foi desconfiar de que não se tratava do original, pois parecia ser maior do que ele se lembrava.

Quem já assistiu a série Bonanza se lembrará que, na abertura de cada episódio, o mapa é queimado, dando lugar à imagem da família Cartwright cavalgando em direção à tela da TV. Para filmar esta cena, os produtores fizeram várias cópias do mapa pintado por Robert. Mas o original foi mantido por Dortort.

Primo de Shirley Temple, Robert, um artista plástico, iniciou sua carreira como ilustrador dos livros religiosos The Golden Treasury of Bible Stories. Ele estreou no cinema trabalhando para a MGM. Ao longo de sua carreira, Robert também trabalhou nos estúdios da Paramount, onde Bonanza foi produzida, Warner Brothers, Seven Arts, Universal e Disney, para o qual também colaborou com o projeto do Epcot Center, na Flórida. Robert aposentou-se em 1980, mas continuou pintando até sua morte. Alguns de seus trabalhos estão disponíveis em seu site oficial.

Quando criou o Map to Illustrate the Ponderosa in Nevada a Paramount o fez assinar um termo que isentava o estúdio a pagar qualquer valor residual pela utilização do mapa em outros meios que não a abertura da série. Temendo perder o emprego, e sem noção de que a série poderia se tornar um fenômeno televisivo, Robert concordou. Assim sendo, o único dinheiro que recebeu por criar um ícone da televisão americana foi seu salário.

Para os saudosistas e curiosos, a série Bonanza é exibida atualmente no canal a cabo TCM.

07/09/2010

às 18:56 \ Biografias, Falecimentos, Produtores

David Dortort (1916-2010)

O criador das séries “Bonanza” e “Chaparral” faleceu no dia 5 de setembro, aos 93 anos de idade, de causas naturais.

Nascido em 23 de outubro de 1916, em Nova Iorque, David era filho de um vendedor de seguros. Aos 17 anos largou os estudos para viajar pelos EUA. Após cinco meses, voltou para casa, formando-se, em 1938, em Literatura e Filosofia pela New York City College. Apaixonado por mapas, David pensou em seguir uma carreira na área da geografia, mas acabou dedicando-se à profissão de escritor. Enquanto trabalhava como roteirista de programas de rádio, David também escrevia matérias para revistas semanais.

Após finalizar o serviço militar, David escreveu o livro “Burial of the Fruit”, publicado em 1947. A história sobre uma gangue de adolescentes aterrorizando o bairro do Brooklyn foi bem recebida pela crítica. Quando a produtora Hecht-Lancaster, de propriedade do produtor Harold Hetch e do ator Burt Lancaster, comprou os direitos de adaptação do livro em 1949, David foi contratado para escrever o roteiro. No entanto, o filme nunca foi produzido, por ter sido considerado muito violento.

Em 1953, David chegou à televisão, escrevendo roteiros para as séries “Defensor Público”, “Racket Squad” e “Lassie”, além de alguns teleteatros. Em 1957, David escreveu um roteiro para a série “Restless Gun”. Impressionado com a qualidade do trabalho, o ator principal, John Payne, ofereceu-lhe o cargo de produtor da série. Na mesma época, Dortort começou a desenvolver o projeto de uma nova série, batizada de “Bonanza”.

Em 1959, a NBC era a única emissora que se esforçava em fazer a transição da programação televisiva em preto e branco para a colorida. Com isso, encomendou a produção de “Bonanza“, que deveria ser filmada a cores, para atrair o interesse do público e elevar a venda de aparelhos de TV.

Centrada na figura do pai, Ben Cartwright (Lorne Greene), batizado com o nome do pai de David, Benjamin, e de sua relação com seus três filhos, Adam (Pernell Roberts), Hoss (Dan Blocker) e Little John (Michael Landon), “Bonanza” iniciou sua carreira na história da televisão. A primeira temporada não conseguiu conquistar a audiência desejada, perdendo para a concorrente, “Perry Mason”. Com um custo de 25% a mais que as produções da época, a série correu o risco de ser cancelada. A mudança de dia e horário fez com que, a partir de 1961, “Bonanza” começasse a ser descoberta por seu público, ficando no ar por 14 temporadas, sendo cancelada em 1973, pouco depois da morte de Dan Blocker.

“Bonanza” foi um marco na história da televisão, ao apresentar uma das primeiras séries dramáticas focadas na relação familiar. Até então, esse tema era prerrogativa das sitcoms, das  séries infantis (que retratavam a relação de pais e filhos pequenos) ou das novelas (que retratavam a relação familiar adulta). “Bonanza” também rompeu com a abordagem tradicional das séries de faroeste para adultos, que geralmente retratavam as aventuras de pistoleiros, jogadores ou homens da lei.

Mas ao valorizar os laços familiares e o respeito entre pais e filhos, a produção foi atacada pela crítica, que a acusava de negligenciar a realidade. Em plena era do surgimento da contracultura, na qual jovens desafiavam a autoridade dos pais e a educação severa que era passada de geração em geração, a série “Bonanza” descartava os problemas da vida real na relação entre pais e filhos.

Em resposta às críticas, Dortort criou outro faroeste que também se tornou um clássico, embora tenha tido curta duração. “Chaparral” estreou em 1967, apresentando uma relação conflituosa entre pai e filho.  Big John (Leif Erickson) era um homem austero, mais preocupado em manter o rancho Chaparral que uma relação com o filho a quem chamava de Blue, nome que fora de seu cachorro.

Enquanto Blue tentava conquistar o amor e o respeito do pai, este se preocupava em transformá-lo em um homem a sua imagem e semelhança. Com o tempo, o ator Mark Slade, que na época tinha 31 anos, não convencia mais no papel de adolescente. Segundo Dortort, esse teria sido o motivo pelo qual o personagem foi retirado da série.

Para justificar a saída do filho de John Cannon, que representava uma parte importante na série, Dortort decidiu que Billy Blue assumiria seu próprio destino, deixando o rancho para seguir seus estudos e uma carreira. Em seu lugar, entrou o ator Rudy Ramos, que interpretou um jovem índio. Mas apesar da preocupação em justificar a saída de Blue, a informação não chegou a ser mencionada nos episódios.

A série teve apenas quatro temporadas, rompendo alguns tabus da televisão americana, como o casamento por conveniência ou as relações entre diferentes raças, além de discutir as dificuldades existentes entre as gerações.

“Chaparral” foi a primeira série produzida pela empresa formada por David, a Xanadu Productions, que tinha o objetivo de produzir programas especialmente para o canal NBC. Além de roteirista e produtor, David Dortort também foi presidente do Sindicato dos Roteiristas – WGA, por três mandatos consecutivos. Também foi presidente do Sindicato dos Produtores – PGA. Após afastar-se da TV, David passou a dar aulas de roteiro na UCLA.

Ao longo de sua carreira, David dedicou-se a contratar jovens aspirantes a roteiristas, produtores e atores, dando-lhes a chance de iniciarem suas carreiras. Foi assim que Michael Landon conseguiu o papel de Little John e mais tarde teve a oportunidade de escrever roteiros para a série “Bonanza”, passando pela direção e produção de episódios. Essa experiência lhe deu bagagem para desenvolver e produzir a série “Os Pioneiros/Little House on the Prairie”, sucesso dos anos 70 que seguiu os moldes perpetuados por “Bonanza”. Na década seguinte, Michael produziria “O Homem que Veio do Céu/Highway to Heaven”, outro sucesso de sua carreira.

David casou-se em 1943 com Rose Dortort, com quem teve dois filhos, Wendy e Fred. Rose faleceu aos 92 anos de idade em 2007.

Abaixo, a primeira parte, de um total de sete, de uma entrevista com David Dortort em 2002, para os arquivos do museu da televisão americana.

Estréias de Hoje no Brasil

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O canal TCM traz de volta esse clássico da TV americana. A série estreia hoje com exibições de segunda a sexta, às 21h, com reprises dos episódios no dia seguinte, sempre ao 12h. “Bonanza” deverá ser exibido no som original com legendas. A dublagem da série perdeu-se com o tempo, e o canal decidiu não redublar. A série tem 14 temporadas, mas não há informações de quantas o TCM exibirá, nem mesmo se começará pelo primeiro episódio, “A Rose for Lotta”. Confira matéria sobre a série aqui.
Considerada uma das mais importantes produções da TV americana, a série “Bonanza” foi criada com o intuito de vender televisores à cores. Na época, as histórias focando o dia-a-dia de famílias eram restritas às sitcoms e novelas. “Bonanza” se tornaria uma das primeiras a explorar esse gênero, aliando-o a um outro de grande sucesso na época, o faroeste. A série promoveu o surgimento de outros “faroestes-família”, como “Big Valley”, “Chaparral” (criado pelo mesmo autor de “Bonanza”), “Lancer” e “Os Pioneiros”, entre outras. 
Ao longo de sua produção, entre 1959 e 1972, a série se manteve entre as 10 séries mais populares do período, sendo cancelada em função da morte de Dan Blocker. A saída de Hoss do elenco fez a audiência despencar, o que determinou seu fim. Foram inúmeras participações especiais de atores em início de carreira ou já consagrados na época; bem como prêmios ao longo dos anos. 
“Bonanza” ainda gerou a produção de três telefilmes: “Bonanza: The Next Generation”, “Bonanza: The Return” e “Bonanza: Under Attack”. Em 2001 uma nova série foi produzida, com um total de 20 episódios: “Ponderosa”, na qual vemos Ben Cartwright (interpretado por Daniel Hugh Kelly, de “Cara ou Coroa) chegando ao rancho Ponderosa, acompanhado de seus três filhos, Adam (Mathew Carmody), ainda adolescente, Hoss (Drew Powell) e Little Joe (Jared Daperis), ainda um garotinho. O projeto foi desenvolvido pelo próprio Don Dortort e filmado na Austrália para o canal Pax TV.


Pelo canal Boomerang está anunciada para 21h a estreia da série “Tal Mãe, Tal Filha/Gilmore Girls”, produção de 2000-2007, que gira em torno da relação de amor e amizade entre mãe e filha. Criada por Amy Sherman-Palladino, e estrelada por Lauren Graham e Alexis Bledel, a série foi um dos grandes sucessos do antigo canal WB, que a exibiu até a sexta temporada. O último ano foi transmitido pelo canal CW, que surgiu da fusão do WB com o UPN.
Explorando situações típicas de mãe e filha (ambas solteiras, vivendo em uma cidade do interior); temperadas com contínuas referências à cultura popular, a série conquistou rapidamente seu público, tornando-se um novo cult. No entanto, por ser exibida em um canal com menor abrangência que outros da TV aberta americana, a série manteve-se com uma audiência média baixa em relação aos demais programas da época; mas, considerada alta para os padrões do WB e do CW. Ao longo de suas 7 temporadas, a série manteve uma média de 4.5 milhões de telespectadores. O Boomerang exibirá “Gilmore Girls” de segunda a sexta-feira.

Bonanza Estreia no TCM

A partir de 1º de março o TCM passa a apresentar Bonanza, de segunda à sexta, às 21h, com reprises às 12. Por isso, vamos falar um pouco sobre esse marco da TV.

Quando Bonanza estreou em setembro de 1959, o jornal Variety afirmou que era apenas outra série de cowboy. O tempo provou que era algo mais. Para começar, é a uma das mais longas séries de faroeste, com 14 anos de duração, perdendo apenas para Gunsmoke, que teve 20 anos.

Bonanza conta a estória de um homem que venceu graças a seus esforços. Dono do rancho Ponderosa (nome oringário das árvores que crescem na região de Virgnía City), Ben Cartwright era viúvo três vezes, tendo um filho com cada esposa. Adam, o mais velho, foi fruto do primeiro casamento, com Elizabeth. O filho do meio nasceu do segundo casamento de Ben com uma norueguesa chamada Inger e recebeu o nome de Eric, mas era conhecido pelo apelido de Hoss, que significa boa sorte. Por fim, o caçula, Joseph, mais conhecido como Little Joe, era filho de Marie, que Ben conhecera em Nova Orleans. Toda essa informação sobre o passado de Ben nos é apresentada ao longo da série quando ele relembra sua vida. Também havia o cozinheiro, Hop Singh, um dos muitos imigrantes chineses utilizados na construção de ferrovias, e o xerife Roy Coffee, um pacato homem da lei.

Hop Singh


A família era dona do maior rancho na região de Virginia City, no estado de Nevada. Na época em que se passa a estória, por volta de 1860, havia sido encontrado um veio de ouro, responsável pelo surgimento de várias cidades. Em muitos episódios, os Cartwrights vêem-se forçados a afugentar mineiradores gananciosos de suas terras.

Bonanza começou quando o produtor David Dortort foi contratado pela NBC para criar uma série em cores, cujo objetivo era estimular a venda de aparelhos de TV a cores, uma artigo de luxo na época. Como os faroestes estavam na moda, Dortort adotou o gênero. Mas ao invez de focar na ação entre os moçinhos e os bandidos, ele preferiu concentrar-se em temas como família, fé e esperança.

O primeiro a ser contratado foi Dan Blocker (Hoss), a quem Dortort conhecera durante as filmagens da série The Retless Gun (1957). Como o papel foi escrito especialmente para o ator, ele não precisou fazer teste. Assim como Blocker, Michael Landon foi descoberto por Dortort na mesma série e recebeu o papel de Little Joe.  Pernell Roberts era um consagrado ator de teatro, que fazia televisão para ficar mais conhecido. Apesar de não ter interesse na série, concordou em assinar um contrato de cinco anos para interpretar Adam. Lorne Greene foi o último a ser contratado, justamente por se tratar do papel principal: Ben Cartwright.

Ben Cartwright


Para este personagem, Dortort precisava verificar quem poderia representar a figura de autoridade para aqueles três jovens tão diferentes entre si. Joe era o criador de casos; Hoss, ingênuo e muito pacífico, apesar de seu tamanho avantajado; e Adam era um arquiteto culto e muito bem educado. Dortort então lembrou-se do trabalho de Greene em um episódio de A Caravana/Wagon Train, no qual apesar da fama do astro principal (Ward Bond), Greene conseguiu dominar em cena. Para interpretar o cozinheiro e o xerife, foram contratados Victor Sen Yung e Ray Teal, respectivamente.

Xerife Roy Coffee


Quando estreou, o novo programa não foi o sucesso esperado, pois havia muitas séries de faroeste no ar e os índices de audiência indicavam que a prefência era Perry Mason. A NBC decidiu então cancelar a série com apenas 13 episódios. Mas ao tomar conhecimento do cancelamento, os fãs saíram em protesto e salvaram a produção.

A coesão dos personagens não correspondia à realidade, pois Pernell Roberts constantemente divergia dos roteiristas e produtores sobre a qualidade e veracidade das tramas. Percebendo que não conseguiria alterar a mentalidade, ele tentou durante anos romper seu contrato, enquanto recusava-se a decorar seu texto e mantinha-se afastado de seus colegas.

Hoss, Ben e Little Joe


Quando o contrato de Roberts estava para terminar em 1964, Guy Williams (Zorro/Perdidos no Espaço) foi contratado para preencher a lacuna, interpretando o sobrinho Will Cartwright. Eles trabalharam junto em vários episódios, mas o público percebeu a manobra e começou a protestar contra a saída de Roberts. Assim, temedo que o novo personagem fosse responsabilizado pela saída de Roberts, a produção decidiu descontinuá-lo. Além do mais, nesse meio tempo Williams já havia assinado contrato para Perdidos no Espaço. Desta forma, Will se casa com a jovem (Kathie Browne) que era noiva de Adam e vai embora do rancho.

Pernell Roberts, Kathie Brownie e Guy Williams


Com apenas três Cartwrights, a série começou a perder audiência em 1967. Com o intuito de revitalizá-la, o ator David Canary foi contratado para interpretar o capataz Candy, um homem independente e solitário, que gostava de viver aventuras e não tinha obrigação de ouvir os conselhos de Ben. Consequentemente, estava sempre desafiando Hoss e Little Joe a provarem que não temiam o pai. Ele permanceu na série entre 1967 e 1970, voltando em alguns episódios de 1971.

Candy


Em 1970, como Landon estava com 34 anos e Blocker, com 40, foi necessário incluir um personagem que desse novo sentido à figura de autoridade, afinal os dois filhos de Ben já eram adultos. Assim, a família adotou Jamie Hunter (Mitch Vogel), que juntamente com Ben passou a ser o centro das estórias.

Jamie e os Cartwrights


Com participações reduzidas, Blocker mudou-se para a Suíça com sua esposa em 1971, em protesto contra a postura dos EUA na guerra do Vietnã. Para filmar suas poucas cenas, ele passou a fazer viagens esporádias ao país, até que em 1972, ele teve problemas pós-operatórios e faleceu aos 43 anos.

Dortort compenseu a falta de Hoss trazendo Candy de volta, aumentando a participação de Jamie e introduzindo outro personagem, Griff King (Tim Matheson). Este era um fora-da-lei que aparece em Ponderosa à procura de emprego. Mas nada disso funcionou. A audência despencou e Bonanza foi cancelada em 1973.

(clique para ampliar)

Apreciem a seguir o tema de Bonanza na abertura (vídeo 1) e interpretado por Lorne Greene (vídeo 2).


Texto: Marta Machado com base em
matéria de Fernanda Furquim
publicada na Revista TV Séries
Ano 1 – nº 11, de maio de 1998.

19/06/2009

às 21:53 \ Convenções

Encontro de Fãs de Bonanza


De 10 a 14 de setembro, os fãs de Bonanza poderão relembrar a série participando da 50th Anniversary Bonanza Friendship Convention, em Lake Tahoe, no estado de Nevada.

Os convidados incluem, entre outros, Jennifer Landon (filha de Michael Landon), Wendy Dortort (filha de David Dortort, criador da série), Sean Landon (filho de Michael Landon), Mitch Vogel e família (Vogel era Jamie Hunter Cartwright, filho adotivo), Cindy Landon (mãe de Sean) e Brent Young (filho de Victor Sen Young, que interpretava Hop Sing). Mais nomes serão incluídos à lista até setembro.

Jennifer Landon
Wendy Dortort
Sean Landon
Mitch Vogel e família
Cindy Landon

Além da confraternização, os participantes poderão visitar o Rancho Ponderosa no dia 12. Para maiores informações e ingressos, visitem a página do evento, clicando no link fornecido acima.

Texto: Marta Machado (a convite de Fernanda Furquim)

Propaganda em Séries

A série “30 Rock” exibiu em um de seus últimos episódios uma cena em que os protagonistas, Alec Baldwin e Tina Fey, interpretando os personagens Jack Donaghy e Liz Lemon, fazem uma propaganda do produto Verizon Wireless.

Tal qual era feito nos anos 50, quando os patrocinadores eram praticamente donos das séries e seus atores precisavam fazer comercial para eles, Baldwin e Fey protagonizaram a cena após um acordo financeiro entre a NBC e a empresa Verizon. No acordo, a empresa pagou uma quantia não revelada para que a rede NBC inserisse uma propaganda dentro da narrativa de algumas de suas séries de maior audiência. “30 Rock” foi a escolhida pela emissora.

Na cena, temos Jack dizendo “Esses telefones da Verizon são muito populares. Peguei um acidentalmente”. Ao que Liz responde, “Claro, os serviços da Verizon Wireless são imbatíveis. Se eu visse um celular como aquele da TV eu ficaria tipo “Onde fica a loja mais próxima para poder comprar um?”. Depois disso, a atriz vira-se para a tela, rompendo a quarta parede como nos anos 50, e diz: “Posso receber meu dinheiro agora?”

O acordo entre a Verizon e a rede NBC estipulava que a divulgação de seus produtos teriam que ser a mais natural possível para que fizesse parte da narrativa sem prejudicar a continuidade das histórias. No entanto, visto que o humor de “30 Rock” e da própria Tina Fey, criadora, roteirista e atriz da série, são mais irônicos, a forma como o comercial foi feito não é considerada pelas empresas como negativa.

Essa, no entanto, não é a primeira propaganda direta que a série faz dentro de suas histórias. No ano passado, o episódio “Jack-Tor” fez uma propaganda do Snapple, na qual Liz e os demais roteiristas fazem um protesto junto a Jack criticando a decisão dele de inserir comerciais na narrativa do programa que eles produzem. Ao mesmo tempo, Liz e os colegas faziam comentários sobre o Snapples, um refrigerante.

Desde o final dos anos 60 que as séries de TV não têm mais obrigado seus atores a fazerem comerciais de produtos, atestando sua qualidade ou importância para o consumidor. Isso ocorria quando as séries eram vendidas em pacotes a patrocinadores que incluíam no contrato a participação do ator da série na divulgação do produto. Mesmo assim, invariavelmente, os atores faziam esse tipo de comercial quando a série entrava em seu intervalo, ou seja, fora da narrativa da história.

Recentemente, a série “The Office”, chegou a fechar um contrato com empresas que produzem material de escritório para que eles pudesse aparecer nas histórias. Essas inserções duram até mais tempo que o comercial normal, que geralmente é de 30 segundos. Dentro da narrativa, empresas como Hewlett-Packard, Boise Paper, Cisco Systems, Ever apparel, Microsoft, Vizio televisions, Toyota, Ford e Office Depot, chegam a ter até 1 minuto de exposição.

E agora, os nossos comerciais: 30 Rock e The Office em DVD.

Abaixo, a cena de “30 Rock” como ela foi ao ar.

Abaixo, comercial da Chevrolet dos anos 60 estrelado pelo elenco das séries “Bonanza”, “A Feiticeira” e “O Agente da UNCLE”.



Por: Fernanda Furquim

 

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